Somos REDE D'OR
icon de informação icon de telefone 3003-3230
Número disponível apenas em território brasileiro, com custo de chamada local.

Assexualidade: o que é, causas e como é o relacionamento assexual

Revisão médica: Dr. Gonzalo Ramirez
Psicólogo e Clínico Geral
janeiro 2023

A assexualidade é uma orientação sexual caracterizada pela ausência ou pouca atração sexual ou falta de desejo pelo contato sexual. No entanto, uma pessoa assexual pode apreciar a intimidade, e ser capaz de amar e se envolver emocionalmente com um parceiro.

Desta forma, a pessoa assexual experimenta outras formas de atração, como a atração romântica, a atração estética, em que é apreciada a aparência da outra pessoa, ou atração sensual, envolvendo carinho, beijo ou abraço, por exemplo, mas sem atividades sexuais.

Os relacionamentos assexuais podem ocorrer com pessoas do mesmo gênero ou não, e é mais fácil quando ambas as pessoas do casal são assexuais, e não é um problema de saúde, sendo apenas uma orientação sexual, assim como a heterossexualidade, homossexualidade ou bissexualidade, por exemplo.

Imagem ilustrativa número 1

O que causa a assexualidade

Enquanto que nos transtornos e distúrbios sexuais pode haver fatores envolvidos como estresse, depressão, conflitos de religião, uso de medicamentos que diminuem a libido, e as doenças hormonais como hipotireoidismo e hipogonadismo, na assexualidade a causa não pode ser definida porque não existem causas orgânicas ou psicológicas envolvidas.

O sexólogo clínico é o profissional de saúde mais indicado para tratar os distúrbios relacionados à sexualidade e por isso se a pessoa achar que possui algum tipo de transtorno que precisa de tratamento, deverá procurar por este profissional para alcançar o bem-estar físico, emocional e sexual.

Tipos de assexualidade

Existem alguns tipos ou espectros de assexualidade que variam de acordo com o tipo ou o grau de atração que a pessoa tem, e inclui:

  • Assexual romântico: esse tipo de assexualidade, a pessoa possui uma atração romântica pela outra, podendo se apaixonar e ter interesse pelo relacionamento romântico, mas não tem interesse pelo contato sexual;
  • Assexual arromântico: nesse tipo de assexualidade, a pessoa não possui atração romântica por outra;
  • Assexual demirromântico ou demissexual: é o tipo em que a pessoa sente atração sexual pelo outro, mas somente se tiver um laço emocional forte;
  • Assexual cinzento ou Gray-a: nesse tipo de assexualidade, a pessoa pode sentir atração sexual pelo outro, em momentos ou situações específicas, sem estar relacionada ao romantismo. Além disso, pode ter o contato sexual, ou apenas o desejo sem necessidade de ter relação sexual;
  • Assexual lithromântico: esse tipo de assexualidade a pessoa desenvolve atração romântica por outra, geralmente se apaixonando de forma platônica ou idealizada, no entanto não tem interesse por relacionamentos amorosos.

Além disso, existem subtipos da assexualidade romântica em que a pessoa pode ter atração romântica pelo gênero oposto ou mesmo gênero, como no caso da assexualidade heterorromântica e homorromântica.

Outros subtipos da assexualidade romântica são a assexualidade birromântica, em que a pessoa pode sentir atração romântica por dois gêneros, ou a assexualidade panromântica, que é quando a atração romântica independe do gênero.

Como é o relacionamento assexual

As pessoas assexuais podem ter um relacionamento normal, em que há amor, interesse, envolvimento e, até mesmo, intimidade, incluído rara relação sexual com penetração, masturbação ou sexo oral, no entanto, mesmo assim, os contatos sexuais costumam ser menos frequentes.

Isso porque os assexuais acreditam que o amor não está necessariamente vinculado ao sexo, e, por isso, não sentem necessidade de se sentirem atraídas sexualmente para que se possa estar em um relacionamento.

Embora a penetração durante o ato sexual aconteça raramente na assexualidade, devido à falta de interesse, a masturbação pode ser utilizada pelo homem para que o excesso de espermatozoides seja eliminado, já que seu corpo continua essa produção durante toda a vida.

Assim, a masturbação pode acontecer entre pessoas assexuais sem que haja desejo sexual envolvido e sem fantasias sexuais relacionadas, sendo somente um ato mecânico, sendo considerada menos prazerosa e menos intensa do que para as pessoas sexuadas.

Como diferenciar assexualidade de falta de desejo sexual

O transtorno do desejo sexual hipoativo é uma doença caracterizada pela falta de fantasias sexuais e pela falta de vontade de ter contato íntimo, que gera angústia e sofrimento. Neste caso, a pessoa tinha desejo sexual mas em algum momento, este diminuiu ou deixou de existir.

Nesses casos, o apetite sexual pode ser aumentado por meio de terapia, em que é identificada a possível causa da diminuição da libido, além de medidas naturais. Confira algumas opções de remédios caseiros para aumentar o apetite sexual.

No caso da assexualidade, todos os órgãos e sistemas estão funcionando bem, mas a pessoa não tem nenhuma vontade ou necessidade de ter sexo com penetração ou relação sexual, e não se preocupa com isso, por isso não há angústia ou sofrimento envolvido.

Quando há sintomas como angústia e sofrimento, este sintoma pode indicar o transtorno do desejo sexual hipoativo, uma doença que tem diversas causas e que pode ser tratada com medidas simples.

Diferença entre assexualidade e celibato

O celibato é uma escolha onde a pessoa não tem contato íntimo mas também não há namoro, nem casamento e por isso a pessoa não tem nenhum tipo de aproximação ou intimidade, permanecendo solteira por toda a vida.

Um exemplo comum de celibato são os padres e as freiras que decidem por questões religiosas não ter nenhum tipo de relacionamento amoroso, no entanto, eles podem manter o desejo sexual e lutam contra este desejo, reprimindo-o.

No caso da assexualidade, a pessoa não tem qualquer tipo de desejo e por isso não precisa lutar contra estes impulsos, porque eles não existem. Estas são chamadas de assexuais e esta é uma condição permanente, que dura toda a vida, mas pode haver namoro e casamento, mas nem sempre sexo.

Esta informação foi útil?

Atualizado e revisto clinicamente por Dr. Gonzalo Ramirez - Psicólogo e Clínico Geral, em janeiro de 2023.

Bibliografia

  • BOGAERT, A. F. Asexuality: what it is and why it matters. J Sex Res. 52. 4; 362-79, 2015
  • BROTTO, L. A.; YULE, M. Asexuality: Sexual Orientation, Paraphilia, Sexual Dysfunction, or None of the Above?. Arch Sex Behav. 46. 3; 619-627, 2017
Mostrar bibliografia completa
  • VAN HOUDENHOVE, E.; et al. Asexuality: few facts, many questions. J Sex Marital Ther. 40. 3; 175-92, 2014
Revisão médica:
Dr. Gonzalo Ramirez
Psicólogo e Clínico Geral
Clínico geral pela UPAEP com cédula profissional nº 12420918 e licenciado em Psicologia Clínica pela UDLAP nº 10101998.