Aromaterapia: para que serve e como usar óleos essenciais

Revisão clínica: Manuel Reis
Enfermeiro
março 2023

A aromaterapia é uma terapia complementar em que são utilizados que utiliza o aroma e as partículas liberadas pelos óleos essenciais para estimular diferentes partes do cérebro, para auxiliar no tratamento de ansiedade, depressão, insônia, asma ou resfriado, por exemplo.

Além disso, os óleos essenciais utilizados na aromaterapia também podem ser aplicados diretamente sobre a pele ou adicionados em hidratantes ou loções, de forma a tratar dores musculares, infecções, problemas de pele ou dores articulares, por exemplo.

Este tipo de terapia não é aprovado pelo Conselho Federal de Medicina, pois não existem comprovações científicas da sua eficácia. No entanto, está aprovada e é oferecida pelo SUS, como parte do Programa Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). É importante ressaltar que a aromaterapia não substitui o tratamento médico com remédios, sem que haja conhecimento prévio do médico que o prescreveu.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

A aromaterapia é indicada para auxiliar no tratamento de diversas condições de saúde, como:

  • Ansiedade,
  • Depressão;
  • Estresse;
  • Agitação;
  • Irritabilidade;
  • Cansaço físico ou mental;
  • Dificuldade de concentração;
  • Falta de memória;
  • Insônia;
  • Falta de energia;
  • Facilitar o relaxamento;
  • Melhorar o humor;
  • Dor crônica ou neuropatia periférica;
  • Dificuldade de concentração;
  • Dor de cabeça ou enxaqueca;
  • Dor muscular; 
  • Tensão muscular;
  • Dor nas articulações;
  • Reumatismo;
  • Feridas ou infecções na pele;
  • Diminuição da libido;
  • Cólica menstrual;
  • Má digestão;
  • Náuseas;
  • Tonturas;
  • Fortalecer o sistema imunológico;
  • Gripes ou resfriados;
  • Tosse;
  • Nariz entupido ou escorrendo;
  • Dor de garganta;
  • Asma;
  • Bronquite;
  • Sinusite.

Além disso, a aromaterapia pode ajudar a aliviar os efeitos colaterais da quimioterapia para o tratamento do câncer ou fazer parte dos cuidados paliativos. Entenda o que são os cuidados paliativos e quando são indicados.

Principais óleos essenciais

Alguns dos óleos essenciais mais utilizados na aromaterapia são:

1. Óleos essenciais para ansiedade

Os óleos essenciais para ansiedade mais recomendados para aromaterapia são:

  • Lavanda;
  • Ilangue-ilangue;
  • Jasmin;
  • Manjericão;
  • Frankincense;
  • Bergamota;
  • Erva-cidreira;
  • Sândalo;
  • Patchouli.

Esses óleos ao serem inalados parecem estimular o cérebro a produzir neurotransmissores, como serotonina e dopamina, promovendo um efeito calmante e relaxante. Veja a lista completa de óleos essenciais para ansiedade.  

2. Óleos essenciais para problemas respiratórios

Para fazer a aromaterapia, os óleos essenciais mais recomendados para problemas respiratórios são eucalipto, sândalo ou hortelã-pimenta.

Esses óleos por inalação ou vaporização para auxiliar no tratamento de gripes, resfriados, sinusite, asma ou bronquite, por exemplo. Confira outros remédios caseiros para bronquite.  

3. Óleos essenciais para emagrecer

Os óleos essenciais que podem ser recomendados para emagrecer são limão, canela, hortelã-pimenta, gengibre, capim-limão ou alecrim, pois melhoram a digestão, a sensação de bem-estar e a energia, aumentando a disposição para realizar atividades físicas.

Além disso, esses óleos também podem ajudar a reduzir a ansiedade, que muitas vezes está associada ao excesso de fome. Veja outros óleos essenciais para emagrecer.

4. Óleos essenciais para insônia

Os óleos essenciais para insônia, como o óleo essencial de camomila, lavanda, bergamota, hortelã-pimenta, manjerona, cedro ou sândalo, ajudam a acalmar e relaxar o corpo, facilitando o sono.

5. Óleos essenciais para infecções na pele

Um dos óleos essenciais mais recomendados para auxiliar no tratamento de feridas, acne ou micoses, como o pé-de-atleta ou candidíase, é o óleo essencial de melaleuca, pois possui propriedades antissépticas, cicatrizantes, antifúngicas e antibacterianas. Veja como usar o óleo de melaleuca.  

Além disso, os óleos essenciais de eucalipto ou citronela também podem ser indicados para ajudar na cicatrização de feridas, cortes ou arranhões na pele.

6. Óleos essenciais para reumatismo

Os óleos essenciais que podem ser indicados para reumatismo, dor muscular, dor nas articulações ou tensão muscular são o óleo essencial de eucalipto, lavanda, gengibre ou cúrcuma, pois possuem propriedades anti-inflamatórias que ajudam a aliviar os sintomas.

Como usar os óleos essenciais

A principal e mais benéfica forma de utilizar os óleos essenciais é a inalação, no entanto, também podem ser usados de outras formas diferentes, adequando-se ao problema a tratar ou ao estilo de vida de cada pessoa:

1. Inalação

A inalação é a forma mais completa de obter os efeitos e benefícios dos óleos essenciais, pois permite que as moléculas consigam chegar facilmente no sistema límbico do cérebro, criando alterações no funcionamento do corpo, que o tornam capaz de se curar.

Para fazer as inalações deve-se iniciar com inalações leves e depois ir aumentando o número de inalações e a intensidade, como indicado:

  • Inalações curtas: 3 a 7 respirações seguidas, várias vezes ao dia;
  • Inalações médias: 10 a 15 respirações seguidas, várias vezes ao dia;
  • Inalações longas: 10 a 15 minutos de respirações seguidas, 2 a 3 vezes ao dia.

Para fazer as inalações corretamente deve-se respirar o óleo diretamente do frasco, inspirando profundamente e depois segurando o ar por 2 a 3 segundos, antes de expirar.

O ideal é que sempre se utilizem óleos essenciais biológicos certificados, para evitar inalar pesticidas e outros químicos que podem acabar intoxicando o organismo.

2. Aromatizador

Neste caso, adicionam-se 2 ou 3 gotas, do óleo escolhido, no interior de um aparelho com água que cria uma nuvem de fumaça que libera o aroma por todo o cômodo.

Uma solução mais econômica ao uso do aromatizador consiste em colocar as gotas numa xícara com água fervente, por exemplo, pois à medida que a água vai evaporando, o aroma é liberado para o ar.

3. Evaporização

A evaporização consiste em aplicar algumas gotas em bolas de algodão, compressas ou num pano limpo, permitindo que o óleo vá evaporando e liberando o seu aroma.

Esta é uma ótima forma de regular a intensidade do aroma, pois quando mais perto se estiver do pano, mais intenso será o cheiro. Esta também é uma boa técnica para usar no trabalho, pois o algodão, ou o pano, podem ser colocados numa xicara em cima da mesa.

4. Sprays

O spray ajuda a espalhar o aroma por todos os locais que se deseja, para isso basta adicionar algumas gotas do óleo essencial no depósito do spray e preencher com água. Antes de usar o spray deve-se abanar a embalagem para voltar a misturar o óleo, evitando pulverizar apenas água para o ar.

Esta é uma ótima forma de purificar o ambiente de um cômodo da casa ou até para utilizar no quarto de alguém que está recuperando de uma doença, por exemplo.

5. Vaporização

Esta técnica deve ser usada especialmente para tratar problemas respiratórios ou resfriados, pois além de liberar o aroma diretamente para o sistema respiratório, permite a inalação de vapor de água que hidrata e relaxa as vias respiratórias.

Para fazer a vaporização, deve-se colocar água fervente numa bacia e depois adicionar algumas gotas na água. Por fim, deve-se respirar a fumaça liberada e, se possível, cobrindo a cabeça com uma toalha para concentrar o vapor de água. No entanto, a vaporização não deve ser usada em crianças com menos de 7 anos.

6. Massagem

A massagem é a forma perfeita para aplicar os óleos essenciais diretamente na pele, de forma a tratar dores musculares, infecções, problemas de pele ou dores articulares. Para isso, basta misturar algumas gotas do óleo essencial pretendido num óleo vegetal, como o óleo de arroz, de sésamo ou coco, por exemplo. Nunca se deve aplicar o óleo essencial puro sobre a pele, para evitar alergias e irritação da pele.

Idealmente, no óleo de massagem apenas se deve misturar 1, 3 ou 5 óleos essenciais, para garantir que não surge alteração das moléculas e consigam ser absorvidas pela pele.

7. Banhos

Os banhos misturam os benefícios da vaporização, pois permitem a inalação do vapor de água e do aroma, e os benefícios da massagem, uma vez que permitem o contato da pele com o óleo. Assim, podem ser usados em quase todos os casos.

Para fazer um banho de aromaterapia deve-se encher a banheira com um pouco de água morna e depois adicionar gotas do óleo até obter o aroma pretendido.

8. Colar de aromaterapia

O colar de aromaterapia consiste em um colar com um pequeno dispositivo de metal, porcelana, madeira ou cristais, por exemplo,para que se possa adicionar 1 a 3 gotas do óleo essencial.

Esse colar permite sentir o aroma do óleo essencial, sendo recomendado para usar por no máximo 2 horas por dia. Uma outra opção ao uso do colar, é usar a pulseira de aromaterapia, que deve ser utilizada pelo esmo tempo que o colar, aplicando 1 ou 2 gotas do óleo essencial no pequeno dispositivo da pulseira.

Quem não deve fazer a aromaterapia

A aromaterapia não deve ser feita por crianças, mulheres grávidas ou em amamentação, sem que tenha sido indicado pelo médico.

Além disso, a aromaterapia deve ser feita com cautela em pessoas epilepsia, pressão alta ou pessoas que tenham asma ou rinite alérgica, pois pode causar crises de asma ou reções respitarórias alérgicas.

O uso dos óleos essenciais também deve ser feito com cautela sobre a pele, nos casos de eczema e psoríase, pois pode provocar alergias ou irritação na pele.

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Escrito por Manuel Reis - Enfermeiro. Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em março de 2023. Revisão clínica por Manuel Reis - Enfermeiro, em março de 2023.

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Revisão clínica:
Manuel Reis
Enfermeiro
Pós-graduado em fitoterapia clínica e formado pela Escola Superior de Enfermagem do Porto, em 2013. Membro nº 79026 da Ordem dos Enfermeiros.

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