Anfetaminas: o que são, para que servem e riscos

As anfetaminas são substâncias sintéticas que estimulam o sistema nervoso, causando uma sensação de bem estar e disposição, que podem ser indicadas pelo médico para o tratamento de doenças, como transtorno do déficit de atenção, que pode afetar crianças e adultos, ou para a narcolepsia, que é um distúrbio cujo principal sintoma é a sonolência excessiva.

No entanto, devido ao seu efeito estimulante, muitas vezes as anfetaminas são usadas de forma ilegal como drogas de abuso, sem finalidade médica, que geralmente são usadas para aumentar a libido, o estado de vigília, a socialização ou causar euforia, como é o caso da metanfetamina (speed), MDMA e o ecstasy.

As anfetaminas devem sempre ser usadas com indicação médica para tratar problemas de saúde, pois quando usadas fora do contexto médico, em doses excessivas ou usadas constantemente, esses estimulantes podem causar sérios efeitos colaterais como psicose, paranóia ou problemas cardiovasculares como infarto, por exemplo.

Anfetaminas: o que são, para que servem e riscos

Para que servem

As anfetaminas, como dextroanfetamina e anfetamina (Adderall) ou lisdexanfetamina (Venvanse), por exemplo, podem ser indicadas pelo médico para o tratamento do transtorno do déficit de atenção, narcolepsia e em alguns casos de transtorno de compulsão alimentar.

Esses remédios contendo anfetaminas podem ajudar a controlar os sintomas dessas doenças, melhorar o estado de alerta e concentração, ou reduzir o apetite, e geralmente, são utilizadas por curto período de tempo, pois podem causar dependência ou efeitos colaterais graves, devendo sempre ter acompanhamento médico.

Riscos do uso das anfetaminas 

As anfetaminas podem causar sérios riscos à saúde quando são usadas sem orientação médica, em excesso, ou usadas regularmente ou como drogas de abuso, podendo levar ao surgimento de efeitos colaterais graves como:

  • Infarto;
  • AVC;
  • Palpitação cardíaca ou dor no peito;
  • Dificuldade para respirar;
  • Convulsões;
  • Dor ou sensação de queimação ao urinar;
  • Agitação;
  • Alucinações auditivas e visuais;
  • Agressividade;
  • Psicose ou delírio;
  • Sentimento de paranóia ou distorção da percepção da realidade;
  • Ansiedade intensa ou irritabilidade;
  • Comportamentos obsessivos.

Além disso, nos casos de overdose, as anfetaminas podem causar pânico, dor ou fraqueza muscular, cólicas no estômago, vômitos ou diarréia, e necessitam de atendimento médico urgente, pois podem levar a pessoa ao coma e colocar a vida em risco.

Como é feito o tratamento de abuso de anfetaminas

Normalmente, para pessoas que usam as anfetaminas indevidamente como droga de abuso, o tratamento deve ser com desintoxicação, orientado pelo médico, geralmente feito em clínicas especializadas em reabilitação.

Para a recuperação de pessoas usuárias destas drogas, é importante promover a tranquilização da pessoa em um ambiente calmo e não ameaçador, pois quando o consumo de anfetamina é bruscamente interrompido, ocorrem sintomas opostos aos efeitos da droga e, por essa razão, os usuários crônicos podem necessitar de hospitalização para tratamento da síndrome de abstinência.

Os indivíduos que apresentam delírios e alucinações podem tomar um medicamento antipsicótico como a clorpromazina, por exemplo, que tem um efeito calmante e reduz a angústia, devendo ser utilizado conforme a recomendação médica. 

Além disso, o médico pode indicar o tratamento psicológico, como a terapia cognitiva comportamental, para ajudar a pessoa a se livrar do abuso das anfetaminas e evitar recaídas. 

Esta informação foi útil?

Bibliografia

  • DRUGS.COM. Anphetamine. 2021. Disponível em: <https://www.drugs.com/amphetamine.html>. Acesso em 22 Set 2021
  • CARVALHO, M.; et al. Toxicity of amphetamines: an update. Arch Toxicol. 86. 8; 1167-231, 2012
  • REITH, M. E. A.; GNEGY, M. E. Molecular Mechanisms of Amphetamines. Handb Exp Pharmacol. 258. 265-297, 2020
  • BRAMNESS, J. G.; ROGNLI, E. B. Psychosis induced by amphetamines. Curr Opin Psychiatry. 29. 4; 236-41, 2016
  • HENNISSEN, L.; et al. Cardiovascular Effects of Stimulant and Non-Stimulant Medication for Children and Adolescents with ADHD: A Systematic Review and Meta-Analysis of Trials of Methylphenidate, Amphetamines and Atomoxetine. CNS Drugs. 31. 3; 199-215, 2017
  • HEAL, D. J.; et al. Amphetamine, past and present--a pharmacological and clinical perspective. J Psychopharmacol. 27. 6; 479-96, 2013
Mais sobre este assunto: