Glicina: o que é, para que serve e alimentos ricos

A glicina é um aminoácido importante para o organismo, mas não essencial, pois é produzido pelo organismo através da ingestão de outros alimentos, e que possui propriedades antioxidantes e imunomoduladoras, combatendo os radicais livres e ajudando a prevenir situações como, doenças cardiovasculares, envelhecimento precoce e diabetes.

Além disso, a glicina também também é encontrada em alimentos ricos em proteína de origem animal, como ovos, peixe, carne e laticínios, e em alguns vegetais, como leguminosas e castanhas, contribuindo para a produção de colágeno e ganho de massa muscular. Conheça outros alimentos ricos em proteína animal e vegetal.

A glicina também é encontrada na forma de suplementos, em cápsulas ou em pó, sendo comercializada em lojas de produtos naturais ou farmácias. No entanto, a ingestão excessiva de glicina pode causar alguns sintomas. Por isso, é recomendado que a suplementação com a glicina seja feita sob orientação de um médico ou nutricionista.

Glicina: o que é, para que serve e alimentos ricos

Principais benefícios

Os principais benefícios da glicina para a saúde incluem:

1. Ajudar a prevenir a diabetes

A glicina é um aminoácido com propriedades antioxidantes, que ajuda a proteger as células do pâncreas e equilibra os níveis do hormônio insulina, prevenindo a resistência à insulina e a diabetes.

2. Manter a saúde da pele

Por ser o principal aminoácido para a produção de colágeno, uma proteína responsável por garantir a firmeza e elasticidade da pele, a glicina ajuda a manter a saúde da pele.

Além disso, a glicina é um importante antioxidante que combate o excesso de radicais livres no organismo, prevenindo as rugas e a flacidez.

3. Evita doenças cardiovasculares

Por ter um efeito antioxidante no organismo, a glicina ajuda a preservar a saúde das artérias e evitar a formação de placas de gordura, prevenindo doenças como aterosclerose, infarto e pressão alta.

4. Ajudar no ganho de massa muscular

A glicina é um aminoácido que participa da produção de músculos, estimulando o ganho de massa muscular.

Além disso, a glicina participa da produção de creatina, um aminoácido que aumenta a energia e a força durante os exercícios físicos.

5. Fortalece o sistema imunológico

Por ter propriedades antioxidantes e imunomoduladoras, a glicina combate os radicais livres e fortalece as células de defesa do organismo, ajudando na prevenção de algumas doenças, como gripes e resfriados.

6. Pode ajudar a combater a insônia

A glicina possui propriedades calmantes no sistema nervoso central, melhorando a qualidade do sono durante à noite. No entanto, quando consumida ao longo do dia, a glicina não causa sono.

Lista de alimentos ricos em glicina

Os principais alimentos ricos em glicina de origem animal são:

  • Ovos, como de codorna, de galinha ou de pata;
  • Peixes, como salmão, sardinha, truta e tilápia;
  • Carne vermelha, como carne de boi, cordeiro e carne de porco;
  • Aves, como frango, peru, codorna ou pato;
  • Laticínios, como queijo, iogurte, leite e creme de leite.

Além disso, alguns alimentos de origem vegetal, como feijão, grão de bico, soja, castanha do Pará, castanha de caju e amêndoas, têm boas quantidades de glicina e, por isso, são ótimas opções para incluir na alimentação.

O organismo normalmente produz a glicina em quantidades adequadas, não sendo necessário consumir alimentos ricos no aminoácido. No entanto, em casos de deficiência causada pela baixa ingestão de proteínas, a suplementação com a glicina pode ser recomendada.

Quantidade recomendada

A quantidade e o tempo de uso da suplementação com a glicina varia de acordo com o estado de saúde atual e os objetivos individuais, sendo geralmente recomendada a ingestão de 3 a 5 gramas do suplemento por dia, divididas em 2 a 4 vezes por dia, junto com as refeições.

Efeitos colaterais

A suplementação com altas doses de glicina pode causar alguns efeitos, como dor abdominal ou fezes amolecidas em algumas pessoas. Por isso, é aconselhável que o uso do suplemento com glicina seja feito somente sob orientação de um médico ou nutricionista.

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Atualizado por Karla S. Leal, Nutricionista - em Novembro de 2021. Revisão clínica por Tatiana Zanin, Nutricionista - em Novembro de 2021.

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