Como tirar olho de peixe: 7 opções de tratamento

Revisão médica: Drª. Aleksana Viana
Dermatologista
julho 2022

O tratamento do olho de peixe geralmente envolve a aplicação de ácido salicílico ou crioterapia, podendo algumas vezes ser realizado em casa, seguindo as orientações do dermatologista, e demorar de semanas a alguns meses até que os resultados possam ser observados. 

Embora existam outros tratamentos como a remoção do olho de peixe por meio de cirurgia ou laser, estes costumam ser menos indicados devido ao risco de dor e surgimento de cicatrizes, além da possibilidade de retorno da verruga. Por isso, muitas vezes outros tratamentos, como a injeção de bleomicina, também podem ser indicados.  

Ainda que o olho de peixe geralmente melhore sem nenhum tratamento específico em até 2 anos, algumas vezes o tratamento é indicado. Assim, é importante consultar um dermatologista para uma avaliação e, caso exista indicação, iniciar do tratamento mais apropriado.   

As principais opções de tratamento para tirar o olho de peixe são:

1. Ácido salicílico

O ácido salicílico aplicado sobre o olho de peixe é capaz de destruir a verruga por remover gradualmente as camadas da pele. Assim, soluções contendo ácido salicílico podem ser aplicadas em casa pela própria pessoa ou no consultório pelo dermatologista e o tratamento pode durar de semanas a meses.

Embora possa ser realizado em casa, é recomendado que pessoas com doenças crônicas que afetam a sensibilidade dos pés, como diabetes mal controlada ou neuropatia diabética, consultem um dermatologista antes de começar o tratamento.

2. Injeção de bleomicina

A bleomicina é uma substância com propriedades antitumorais, que geralmente é indicada no tratamento do olho de peixe nos casos em que as verrugas permanecem por mais de 6 meses, sendo aplicada por injeção dentro da verruga. Além disso, várias aplicações podem ser necessárias até que a verruga desapareça. 

A aplicação de bleomicina pode causar escurecimento da pele no local e provocar dor, não sendo recomendada em algumas pessoas, como em crianças, gestantes ou em caso de doenças como em caso de HIV ou diabetes descontrolada.

3. Crioterapia com nitrogênio líquido

Este tratamento consiste na aplicação de frio sobre o olho de peixe utilizando nitrogênio líquido, o que causa a destruição progressiva da verruga. Embora seja menos efetiva que a aplicação de ácido salicílico e apresente mais efeitos colaterais, como dor e descoloramento da pele, é muitas vezes utilizada em combinação com as outras opções de tratamento.

As aplicações de nitrogênio líquido geralmente são feitas em intervalos de 2 a 3 semanas, por um período de 3 meses. Veja como é feita a crioterapia no tratamento das verrugas. 

4. Remoção por cirurgia

Algumas vezes, a remoção do olho de peixe por meio de cirurgia pode ser indicada e envolver raspagem e cauterização da verruga ou remoção da pele onde está a lesão. Embora possa ser eficaz em alguns casos, a remoção por cirurgia pode causar dor e cicatrizes, e o olho de peixe pode surgir novamente.

5. Terapia com laser

A terapia com laser consiste na destruição do olho de peixe por meio do uso de lasers e, embora a verruga possa desaparecer com este tratamento, existem vários efeitos colaterais que podem ocorrer como dificuldade de cicatrização da pele, cicatrizes e dor após a aplicação do laser.

6. Fita adesiva

Embora não seja uma opção comprovadamente efetiva para remover o olho de peixe, acredita-se que tampar a verruga com fita adesiva possa ajudar a eliminá-la ao provocar leve irritação no local da sua aplicação, o que estimula o sistema imune para eliminá-la naturalmente. Veja outras opções de tratamento caseiro de verrugas como o olho de peixe. 

7. Medicamentos fitoterápicos

Opções de tratamento natural como a aplicação de pasta de calêndula, que tem propriedades anti-inflamatórias e queratolíticas, sobre o olho de peixe podem ser úteis no seu tratamento, embora não devam substituir os tratamentos orientados pelo dermatologista. Conheça outras opções de tratamento natural para verrugas.

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Atualizado por Jonathan Panoeiro - Neuropediatra, em julho de 2022. Revisão médica por Drª. Aleksana Viana - Dermatologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

  • WITCHEY, Dexter Jordan et al.. Plantar Warts: Epidemiology, Pathophysiology, and Clinical Management. The Journal of the American Osteopathic Association. Vol.118, n.2. 92-105, 2018
  • VLAHOVIC, Tracey C; KHAN, M. T. The Human Papillomavirus and Its Role in Plantar Warts: A Comprehensive Review of Diagnosis and Management. Clin Podiatr Med Surg. Vol.33, n.3. 337-353, 2016
Revisão médica:
Drª. Aleksana Viana
Dermatologista
Especialista em Dermatologia pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, em 2007 com registro profissional no CRM/PE – 16907.