Torcicolo: o que é, sintomas, causas e tratamento

Revisão clínica: Marcelle Pinheiro
Fisioterapeuta
agosto 2022

O torcicolo é uma contração involuntária dos músculos do pescoço, que causa sintomas como dor na lateral do pescoço e dificuldade para mexer a cabeça para o lado.

Na maioria dos casos, o torcicolo é provocado por má postura, mas também pode surgir após pancadas ou ser um sinal de algum problema na coluna, por exemplo.

Para aliviar o torcicolo, é recomendado fazer massagem no pescoço, pressionar com o polegar a musculatura dolorida e realizar alguns exercícios que podem ser indicados pelo fisioterapeuta.

Principais sintomas

Os principais sintomas do torcicolo são:

  • Dor no pescoço;
  • Dificuldade para movimentar a cabeça;
  • Dor de cabeça;
  • Dor nas costas;
  • Rigidez e inchaço dos músculos do pescoço;
  • Tremor na cabeça;
  • Um ombro pode ficar mais elevado que o outro, em alguns casos;
  • O rosto pode ficar assimétrico, com o topo da cabeça para um lado e o queixo para outro, em alguns casos.

É comum que os sintomas de torcicolo surjam de manhã devido a má posição da cabeça ao dormir, mas também é frequente que aconteça depois de ir na academia devido a algum esforço exagerado no pescoço, como ao fazer abdominais incorretamente, por exemplo.

Além disso, alguns bebês já nascem com torcicolo e podem não virar a cabeça para um dos lados, embora não apresentem qualquer sintoma de dor. Nesse caso, trata-se de uma situação chamada torcicolo congênito. Saiba como identificar o torcicolo congênito e como é o tratamento.

Possíveis causas

É muito comum a pessoa acordar com torcicolo, mas essa alteração da posição da cabeça também pode acontecer devido a:

  • Problemas congênitos, como acontece quando o bebê já nasce com torcicolo congênito, necessitando de tratamento, por vezes cirúrgico; 
  • Traumatismos, envolvendo a cabeça e o pescoço, como acidentes de carro;
  • Alterações da coluna, como hérnia de disco, escoliose, alteração das vértebras C1 e C2, no pescoço;
  • Infecções do sistema respiratório, que causa torcicolo e febre, como meningite;
  • Presença de abscesso na região da boca, cabeça ou pescoço;
  • Em caso de doenças como Parkinson, onde a musculatura fica mais propensa aos espasmos musculares;
  • Alguns medicamentos, como bloqueadores tradicionais de receptores de dopamina, metoclopramida, fenitoína ou carbamazepina. 

O tipo de torcicolo mais comum, normalmente dura 48 horas e é fácil de ser solucionado. Porém quando existem outros sintomas como febre ou outros, deve-se ir ao médico para investigar. Alguns remédios que podem ser recomendados pelo médico incluem diprospam, miosan e torsilax, por exemplo. 

Como é feito o tratamento

Geralmente o torcicolo melhora após as primeiras 24 horas, e tende a durar de 3 dias a 5 dias. Por isso, caso o torcicolo demore mais de 1 semana para curar ou se surgirem sintomas como formigamento, perda de força no braço, se tiver dificuldade para respirar ou engolir, febre ou se não conseguir controlar a urina ou as fezes, deve-se buscar ajuda médica.

Para aliviar a dor e o desconforto causado pelo torcicolo, pode ser recomendado realizar pressão com o polegar no músculo afetado, fazer massagem no pescoço com óleo de amêndoas ou creme hidratante, realizar sessões de fisioterapia ou fazer uso de remédios de acordo com a indicação do médico. Veja mais detalhes do que fazer para aliviar o torcicolo.

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em agosto de 2022. Revisão clínica por Marcelle Pinheiro - Fisioterapeuta, em agosto de 2022.

Bibliografia

  • BMJ BEST PRACTICE. Torcicolo adquirido. 2018. Disponível em: <https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/1088>. Acesso em 15 abr 2019
  • KISNER, Carolyn; COLBY Lynn Allen. Exercícios terapêuticos: Fundamentos e Técnicas. 6ª.ed. São Paulo: Manole, 2016. 318-323; 491-496.
Mostrar bibliografia completa
  • Mark Dutton. Fisioterapia ortopédica: exame, avaliação e intervenção. 2ª.ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. 383-404.
  • KENDALL, Florence Peterson; MC CREARY, Elisabeth Kendall; PROVANCE, Patricia Geise. Músculos: provas e funções, com postura e dor. 4.ed. São Paulo: Manole, 333-339.
  • MONTUFAR HUASASQUICHE, Diego Alonso. Distonia cervical: Tratamento Fisioterapeutico. 2017. Universidad Inca Garcilaso De La Vega.
Revisão clínica:
Marcelle Pinheiro
Fisioterapeuta
Formada em Fisioterapia pela UNESA em 2006 com registro profissional no CREFITO- 2 nº. 170751 - F e especialista em dermatofuncional.

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