Teratoma no ovário: o que é, sintomas e tratamento

Maio 2021

O teratoma é um tipo de tumor que surge devido à proliferação de células germinativas, que são células encontradas somente nos ovários e testículos, responsáveis por dar origem ao óvulo e aos espermatozoides.

Assim, é comum que o teratoma surja no ovário, sendo mais frequente em mulheres jovens. O teratoma de ovário pode não provocar qualquer sintoma, mas também pode causar dor ou aumento do volume abdominal, a depender do seu tamanho ou se afeta estruturas ao redor dos ovários, sendo importante nesses casos que o ginecologista seja consultado para que possa ser feita uma avaliação e indicado o tratamento mais adequado.

Ao se desenvolver, o teratoma forma um tumor composto por diversos tipos de tecidos diferentes, por isso, em sua estrutura pode haver pele, cartilagens, ossos, dentes e até pelos. Conheça mais sobre o teratoma e principais características.

Teratoma no ovário: o que é, sintomas e tratamento

Principais sintomas

Em muitos casos, o teratoma de ovário não provoca sintomas, e pode ser descoberto acidentalmente em exames de rotina. Quando surgem sintomas, o mais comum é a dor ou desconforto abdominal, especialmente na parte inferior do abdômen.

Outros sinais que podem surgir são o sangramento uterino ou o crescimento da barriga, geralmente quando o tumor cresce muito ou produz líquidos ao seu redor. Quando o teratoma cresce demais para fora do ovário, pode surgir uma torção ou até ruptura do tumor, o que causa intensa dor abdominal, sendo necessário atendimento no pronto-socorro para avaliação.

Geralmente, o teratoma, assim como outros cistos no ovário, não provoca infertilidade, exceto se causar um comprometimento extenso do ovário, e na grande maioria das vezes a mulher pode engravidar normalmente.

Como confirmar

Para confirmar o teratoma no ovário, o ginecologista poderá solicitar exames como ultrassom abdominal, ultrassom transvaginal ou tomografia computadorizada, por exemplo. Além disso, pode solicitar a realização da dosagem da alfafetoproteína e do beta-HCG no sangue, pois normalmente os níveis encontram-se alterados em caso de teratoma, podendo também ser indicativos de malignidade.

Além dos exames de sangue e de imagem, é importante que seja realizada uma biópsia do teratoma, isso porque pode ser benigno ou maligno, o que interfere diretamente no tratamento indicado pelo ginecologista:

  • Teratoma benigno: também conhecido como teratoma maduro ou cisto dermoide, é o tipo de teratoma que surge na maioria dos casos, e o seu tratamento é feito com a sua remoção por cirurgia;
  • Teratoma maligno: também chamado de teratoma imaturo, é um tipo de câncer que pode se disseminar para outros tecidos do corpo, e surge em cerca de 15% dos casos. O tratamento é feito com remoção do ovário afetado e quimioterapia. 

Dessa forma, a partir da avaliação das características do teratoma, idade da mulher e presença de sintomas, o médico pode indicar o melhor tipo de tratamento com o objetivo de prevenir complicações.

Como é feito o tratamento

O tratamento para o teratoma no ovário depende da idade da mulher, fatores de risco associados, presença de sintomas e desejo de engravidar. Nos casos em que o teratoma não é grande, não provoca sintomas, não apresenta sinais de malignidade e não interfere na qualidade de vida da mulher, o médico pode indicar que seja feito apenas o acompanhamento.

No entanto, nos casos em que o teratoma no ovário é muito grande ou causa desconforto, pode ser indicada a realização de cirurgia para retirada do teratoma, preservando o ovário sempre que possível. Porém, em alguns casos, é necessário remover o ovário afetado completamente, especialmente se houver sinais de malignidade ou quando o ovário foi muito comprometido pelo tumor.

Na maioria das vezes, a cirurgia é feita por videolaparoscopia, um método mais prático, rápido e que torna a recuperação mais rápida. No entanto, caso haja suspeita e câncer ou o teratoma seja muito grande, pode ser necessária cirurgia aberta convencional. Além disso, caso seja confirmada a presença de um câncer, o médico poderá indicar quimioterapia para otimizar o tratamento.

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Bibliografia

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