Spirulina: o que é, para que serve e como tomar

Setembro 2021

A spirulina ou espirulina é uma microalga que pode ser usada como suplemento alimentar, já que é uma excelente fonte de proteínas, minerais, vitaminas do complexo B, ferro e antioxidantes, como a ficocianina e o ácido gálico.

Entre os benefícios da spirulina para a saúde, destacam-se a prevenção de doenças do coração, como infarto, aterosclerose e derrame. Além disso, a microalga também auxilia no tratamento da diabetes, da rinite alérgica e no ganho de massa muscular.

A spirulina é um superalimento comercializado na forma desidratada em comprimidos, cápsulas ou em pó e pode ser encontrado em lojas de produtos naturais e suplementos. A dose e forma de ingestão recomendada varia de acordo com a finalidade de uso do suplemento. Veja mais sobre o que são e outros tipos de superalimentos.

Spirulina: o que é, para que serve e como tomar

As principais indicações da spirulina para a saúde incluem:

1. Melhorar a disposição

Por ser uma ótima fonte de proteínas, a spirulina fornece boas quantidades de energia para o organismo. Além disso, a microalga tem um efeito prebiótico, fortalecendo as bactérias boas do intestino. Com a flora intestinal equilibrada, há uma maior produção da vitamina B6 que contribui diretamente para o aumento da energia e disposição. Conheça outros benefícios da vitamina B6 para a saúde.

2. Auxiliar no tratamento da anemia

A spirulina é fonte de ferro, um mineral fundamental para a produção de hemoglobina, um componente dos glóbulos vermelhos no sangue. Assim, a ingestão da microalga pode aumentar os níveis de hemoglobina no sangue, auxiliando no tratamento da anemia.

A ingestão de 6 comprimidos com 500 mg de spirulina cada, divididos ao longo do dia, por 12 semanas, pode aumentar a produção de hemoglobina e melhorar a anemia [1]. Porém, o uso e a quantidade de spirulina deve ser orientado por um médico ou nutricionista.

3. Diminuir colesterol “ruim” e triglicerídeos

A ficocianina, o principal antioxidante presente na spirulina inibe a absorção de colesterol no intestino, diminuindo os níveis de gordura no sangue.

Além disso, outros antioxidantes presentes na spirulina, como betacaroteno e o ácido gálico também contribuem para a redução dos níveis de colesterol total, do colesterol “ruim”, o LDL, e triglicerídeos do sangue, prevenindo doenças como infarto, aterosclerose e derrame.

A suplementação com 4g de spirulina por dia, durante 6 semanas, pode ajudar a diminuir os níveis de triglicerídeos, de colesterol total e do colesterol LDL, além de aumentar o colesterol “bom”, o HDL no sangue. [2]. Porém, é importante lembrar que o uso da spirulina deve ser orientado por um médico ou nutricionista.

4. Prevenir e tratar a diabetes

A spirulina possui antioxidantes e gorduras polinsaturadas em sua composição, promovendo a redução dos níveis de açúcar no sangue, ajudando a prevenir a diabetes e a controlar os níveis de glicose em quem tem a doença. Veja outros alimentos que ajudam a prevenir a diabetes.

Estudos [2], [3] mostraram que a ingestão de 2g de spirulina por 21 dias a 2 meses ajudou a reduzir os níveis de glicose no sangue, auxiliando na prevenção e tratamento da diabetes.

5. Promover o ganho de massa muscular

Além de ser fonte de aminoácidos que auxiliam na manutenção e desenvolvimento de músculo, a spirulina ainda contém ácido γ-linolênico, uma gordura polinsaturada que melhora a resistência e a força, necessários para treinos focados em ganho de massa muscular. 

A spirulina também é fonte de antioxidantes que auxiliam na recuperação das fibras musculares após a prática de atividade física, sendo fundamental para o crescimento muscular.

Estudos [4][5] indicaram que a suplementação de 6 a 7,5 g de spirulina durante 4 semanas, previne a perda de massa muscular, melhora o desempenho durante a atividade física e reduz o cansaço físico após os exercícios.

6. Aliviar sintomas de rinite alérgica

Por ter atividades anti inflamatórias e estimulantes do sistema imunológico, melhorando a função dos anticorpos, a spirulina pode ser usada como um tratamento natural complementar para aliviar os sintomas da rinite alérgica. Estudos [6], [7] mostraram que a ingestão de 2g de spirulina entre 3 e 6 meses pode diminuir os sintomas da rinite alérgica como, coriza, espirros, nariz entupido e coceira.

7. Ajudar no emagrecimento

A spirulina é uma fonte de proteínas, além de ter boas quantidades de fibras que aumentam o tempo da digestão, promovendo a saciedade e ajudando na redução do consumo de alimentos.

Além disso, essa microalga tem poucas calorias e ainda tem boas quantidades de ácido γ-linolênico, um antioxidante que desempenha um papel importante no metabolismo e redução da gordura corporal.  Entenda melhor como a spirulina pode ajudar a emagrecer.

Veja com a nossa nutricionista como a spirulina pode ajudar nas dietas de emagrecimento:

Como tomar a spirulina

A spirulina está disponível em forma de pó, comprimido e cápsulas, podendo ser ingerida com um pouco de água ou adicionada aos alimentos, como sucos, molhos, frutas ou saladas. 

Em geral, recomenda-se o uso de 1 a 10 g por dia, variando de acordo com o objetivo do tratamento. A spirulina deve ser ingerida seguindo a orientação de um médico ou nutricionista, podendo ser consumida em uma dose única ou fracionada ao longo do dia. 

Possíveis efeitos colaterais

A ingestão de quantidades recomendadas da spirulina pode causar enjoo, vômitos ou diarreia em algumas pessoas. Apesar das reações alérgicas serem raras, é importante ficar atento a sintomas como vermelhidão e coceira na pele, dor abdominal ou sintomas mais graves, como dificuldade para respirar ou engolir ou inchaço na língua, devendo procurar um atendimento de emergência.

Quem não deve tomar

Devido à ausência de estudos sobre a segurança do uso durante a gravidez e a amamentação, deve-se evitar consumir a spirulina nestas situações. Da mesma forma, essa microalga não deve ser ingerida por crianças e quem tem fenilcetonúria.

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Bibliografia

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  • MACHADO, R, Adriana et al. Uma abordagem sobre caracterização e avaliação do potencial antioxidante de extratos fenólicos de microalgas Spirulina sp. LEB-18 e Chlorella pyrenoidosa. Revista de Ciências Agrárias. Vol.40. 1.ed; 264-278, 2017
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