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Sintomas que podem ser confundidos com candidíase

Dezembro 2019

A candidíase é uma infecção causada pelo fungo Candida Albicans e atinge, principalmente, a região genital de homens e mulheres e é mais comum em pessoas com imunidade baixa, que fazem uso constante de medicamentos imunossupressores ou que utilizam antibióticos frequentemente.

Os principais sintomas desta doença são coceira, corrimento, placas esbranquiçadas, vermelhidão, inchaço na região genital e dor ao urinar ou nas relações íntimas, entretanto, nem sempre esses sinais confirmam o diagnóstico da candidíase, pois muitas vezes, estão relacionados ao surgimento de outras doenças.

Por isso, se uma pessoa apresentar algum destes sintomas é necessário consultar um médico urologista ou ginecologista que poderá indicar a realização de alguns exames para confirmar o tipo de doença e recomendar o tratamento mais adequado.

Sintomas que podem ser confundidos com candidíase

1. Corrimento vaginal

A presença de corrimento vaginal transparente é uma situação muito comum na mulher e pode variar de uma pessoa para outra, assim como, pode sofrer mudanças dependendo dos dias do ciclo menstrual, tipo da flora vaginal, hábitos sexuais e de higiene, alimentação e uso de contraceptivos hormonais, lubrificantes ou sabonetes íntimos.

Quando o corrimento passa a ter uma coloração branca leitosa, mais amarelada ou quando surgem placas esbranquiçadas na região genital pode ser sinal de candidíase, no entanto, isto pode indicar também a presença de alguma infecção sexualmente transmissível, como a gonorreia, clamídia ou vaginose bacteriana.

Na vaginose bacteriana o corrimento vaginal presente, tende a ter odor fétido e é muito evidente após as relações íntimas sendo que a principal bactéria causada desta infeção é a Gardnerella mobiluncus sp. Veja mais outros sintomas da Gardnerella mobiluncus sp e como é feito o tratamento.

2. Dor ou ardência ao urinar

A presença de dor ou ardência ao urinar é um sintoma muito recorrente na candidíase, porém se essa dor for acompanhada da necessidade de ir ao banheiro muito frequentemente ou se a dor começar a aparecer na parte inferior da barriga pode ser sinal de infecção urinária. Saiba mais outros sintomas de infecção urinária e como tratar.

Se além disso, a urina tiver com odor forte e coloração escura é importante consultar um médico ginecologista ou clínico geral para indicar a realização de exames de sangue e de urina e, na maioria das vezes, será necessário usar remédios para aliviar a dor e antibióticos por um período mínimo de 7 dias.

A gonorréia também pode causar dor ao urinar e, nestes casos, também é possível verificar a presença de secreção purulenta na região genital. Esta doença é um tipo de infecção transmitida sexualmente e para prevenir que aconteça, deve-se utilizar camisinha.

3. Coceira na região genital

A coceira na região genital, também chamada de prurido, é o principal sintoma da infecção fúngica causada pela Candida Albicans, pois este microorganismo provoca uma reação local que leva à irritação das mucosas.

Porém, essa manifestação clínica pode ser encontrada em outras doenças da região da vagina, por exemplo, como na herpes genital e outras infecções sexualmente transmissíveis tipo vaginoses bacterianas. Confira mais outros sintomas da vaginose bacteriana.

Alguns hábitos pessoais podem causar coceira ou piorar este sintoma como o uso de roupas apertadas, sintéticas que deixam a região genital muito quente e pouco arejada. A aplicação de cremes ou produtos aromatizados podem causar alergias na vagina ou pênis e também provocam coceira intensa. Por isso, ao surgir a coceira genital é preciso consultar um médico urologista ou ginecologista para fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento correto.

Sintomas que podem ser confundidos com candidíase

4. Desconforto ou dor no contato íntimo

A dispareunia, ou dor durante as relações sexuais, pode ser um sintoma da candidíase devido à irritação provocada pelo fungo causador da infecção, no entanto, esse desconforto pode indicar também outros problemas de saúde que não são candidíase.

A falta de lubrificação durante o contato íntimo pode provocar dor na região vaginal, por exemplo, pois isto aumenta o atrito dos órgãos sexuais sendo necessário o uso de lubrificantes à base de água, sem aromatizantes ou outros produtos químicos.

A vulvodínia é outra condição que leva ao surgimento de dor e desconforto na hora das relações íntimas, pois se caracteriza por inflamações dos nervos próximos à região genital, alterações na sensibilidade do local e mudanças hormonais. Veja como é feito o diagnóstico de vulvodínia e qual tratamento indicado.

5. Vermelhidão na região genital

A região genital pode ficar irritada e apresentar vermelhidão na presença da candidíase, mas isto também pode ocorrer em outros problemas de saúde como alergias provocadas por algum produto aplicado na parte externa, onde se incluem cremes estéticos, óleos, látex da camisinha ou pelo uso de algum medicamento.

Na maioria das vezes, as alergias são tratadas com remédios antialérgicos, no entanto, se se tratar de doenças como a dermatite atópica, de contato ou líquen escleroatrófico, pode ser necessário uso de corticoides. Por isso, se a vermelhidão for intensa e não melhorar com uso de antialérgicos é importante consultar um ginecologista para entender a causa deste sintoma e iniciar o tratamento mais adequado.

O que fazer em caso de suspeita de candidíase?

Apesar destes sintomas indicarem outras doenças, as chances de a pessoa ter candidíase é grande, principalmente se apresentar todos esses sinais ao mesmo tempo, por isso o mais indicado é procurar um médico ginecologista para fazer exame ginecológico para confirmar o diagnóstico e recomendar o tratamento mais indicado.

Bibliografia >

  • SILVA, Ricardo O. et al. Conduta na dor e prurido vulvar. FEMINA | Janeiro 2010 | vol 38 | nº 1. Vol.38, n.1. 53-57, 2010
  • FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. Manual de Orientação Trato Genital Inferior. 2010. Disponível em: <https://www.febrasgo.org.br/images/arquivos/manuais/Manual_de_Patologia_do_Trato_Genital_Inferior/Manual-PTGI-Cap-06-Vulvovaginites.pdf>. Acesso em 03 Dez 2019
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Infecções Sexualmente Transmissíveis. 2015. Disponível em: <http://conitec.gov.br/images/Consultas/Relatorios/2015/Relatorio_PCDT_IST_CP.pdf>. Acesso em 03 Dez 2019
  • FERRACIN, Ingryt; OLIVEIRA, Rúbia M.W. Corrimento vaginal: causa, diagnóstico e tratamento farmacológico. Infarma. Vol.17, n.5-6. 82-86, 2005
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