A ninfomania é um termo antigo utilizado para descrever uma mulher com um desejo sexual considerado excessivo. No entanto, atualmente, esse termo não é reconhecido como um diagnóstico médico e foi substituído pela expressão comportamento sexual compulsivo.
Os principais sinais incluem dificuldade para controlar os impulsos sexuais, dedicar grande parte do tempo a esses comportamentos e mantê-los apesar das consequências negativas. Entretanto, ter um desejo sexual elevado, por si só, não significa que exista um transtorno.
O diagnóstico é realizado por um psicólogo ou psiquiatra por meio de uma avaliação clínica. Com base nessa avaliação, é definido um tratamento individualizado, que pode incluir psicoterapia, acompanhamento por uma equipe de saúde mental e, quando necessário, o uso de medicamentos.
O que significa ninfomania
A palavra ninfomania era utilizada antigamente para descrever uma mulher com um desejo sexual considerado excessivo ou difícil de controlar. No entanto, atualmente, não é reconhecida como um diagnóstico médico, e seu uso pode ser considerado estigmatizante.
Isso ocorre porque o termo surgiu em uma época em que a sexualidade feminina era interpretada de maneira diferente e influenciada por crenças médicas e sociais que hoje não são mais consideradas válidas.
Atualmente, para descrever os casos em que há dificuldade em controlar os impulsos ou comportamentos sexuais, são utilizados termos como comportamento sexual compulsivo ou conduta sexual compulsiva, por serem mais precisos e neutros.
Comportamento sexual compulsivo
O comportamento sexual compulsivo é um transtorno caracterizado pela dificuldade persistente em controlar os impulsos ou comportamentos sexuais, mesmo quando eles provocam consequências negativas na vida pessoal, social ou profissional.
Nesses casos, a pessoa continua apresentando esses comportamentos apesar de eles poderem causar conflitos no relacionamento, problemas sociais, exposição a situações de risco ou dificuldades para cumprir suas responsabilidades.
A frequência da atividade sexual, por si só, não é suficiente para determinar a existência de um transtorno.
Sintomas de ninfomania e sinais de alerta
Os principais sinais que podem indicar a necessidade de uma avaliação profissional incluem:
- Dificuldade persistente para resistir ou controlar os impulsos sexuais;
- Sensação de que o comportamento sexual ocupa grande parte do tempo ou interfere nas atividades do dia a dia;
- Problemas no relacionamento, familiares, profissionais, acadêmicos ou sociais relacionados a esses comportamentos;
- Manter o comportamento apesar dos conflitos ou das consequências negativas;
- Exposição frequente a situações de risco ou dificuldade para adotar medidas de proteção durante as relações sexuais;
- Sofrimento significativo relacionado à perda de controle.
No entanto, masturbar-se com frequência, ter fantasias sexuais, consumir pornografia ou ter vários parceiros sexuais, por si só, não são sinais de um transtorno.
Esses comportamentos devem ser avaliados de acordo com o contexto de cada pessoa, sua capacidade de controlá-los e o impacto que exercem sobre sua vida diária.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico do comportamento sexual compulsivo deve ser feito pelo psicólogo ou psiquiatra através uma avaliação clínica.
Para isso, é analisada a dificuldade para controlar os impulsos sexuais, o tempo de evolução e o impacto no dia a dia.
Além disso, o profissional deve avaliar a presença de outros transtornos mentais, como o consumo de substâncias ou doenças que possam estar relacionadas com os sintomas.
Em alguns casos podem ser também usados questionários como apoio, já que não são suficientes para confirmar o diagnóstico.
Como é feito o tratamento
O tratamento do transtorno do comportamento sexual compulsivo deve ser individualizado e adaptado às necessidades de cada pessoa, com o objetivo de controlar os impulsos sexuais, reduzir o sofrimento e melhorar a qualidade de vida.
Na maioria dos casos, o tratamento combina psicoterapia com o acompanhamento de uma equipe de saúde mental, formada por psicólogos, psiquiatras e sexólogos. Quando necessário, também pode incluir o uso de medicamentos prescritos pelo psiquiatra.
Leia também: Psicoterapia: o que é, para que serve, tipos e como é feita tuasaude.com/o-que-e-psicoterapiaEntre os medicamentos que podem ser utilizados está a naltrexona, que pode ajudar a reduzir os impulsos sexuais compulsivos.
Além disso, quando há transtornos associados, como ansiedade ou depressão, o psiquiatra pode indicar antidepressivos, como fluoxetina ou sertralina, e, em algumas situações, também ansiolíticos.
Todos esses medicamentos devem ser utilizados somente com indicação e acompanhamento médico.
Riscos e prevenção
Quando a perda de controle favorece a prática de relações sexuais sem proteção, há um aumento no risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e de gravidez não planejada.
Nesses casos, é importante utilizar preservativos e outros métodos de proteção, além de receber orientações sobre métodos contraceptivos quando necessário.
Também é recomendado procurar atendimento médico após uma possível exposição a uma infecção sexualmente transmissível, evitar situações em que não seja possível dar ou receber um consentimento claro e buscar a orientação de um profissional de saúde mental caso o comportamento sexual seja difícil de controlar.
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