Ninfomania: o que é, sintomas e tratamento

Revisão médica: Dr. Gonzalo Ramirez
Clínico Geral e Psicólogo
julho 2022

A ninfomania, atualmente chamada de hipersexualidade feminina, é um transtorno psiquiátrico na mulher caracterizado pelo excesso de apetite sexual ou desejo compulsivo por sexo. Embora ainda não se conheça a causa específica, a ninfomania parece acontecer devido a alterações dos neurotransmissores, mas também pode estar relacionada a doenças como demência ou epilepsia.

As mulheres com ninfomania perdem o controle sobre os seus desejos sexuais, o que pode prejudicar sua qualidade de vida, pois pode perder aulas, reuniões de trabalho ou encontros com a família ou amigos para buscar experiências sexuais. No entanto, as relações normalmente não resultam em prazer e é comum que depois a mulher se sinta culpada e angustiada.

A palavra ninfomania se refere à presença desse transtorno apenas em mulheres, pois quando esse mesmo problema psiquiátrico é identificado nos homens, é chamado de satiríase. Atualmente, ambas as condições são conhecidas como "hipersexualidade", que pode ser feminina ou masculina. Conheça as características da satiríase nos homens.

Sintomas de ninfomania

A ninfomania é um transtorno psicológico normalmente acompanhado de crises de ansiedade e depressão, além de sentimento de culpa. As mulheres normalmente possuem comportamento sexual compulsivo e quase sempre sem que haja laço afetivo. Os principais sinais e sintomas da ninfomania são:

1. Masturbação em excesso

As mulheres que possuem esse distúrbio psicológico tendem a realizar a masturbação várias vezes por dia e podem também fazer uso exagerado de objetos sexuais.

2. Fantasias sexuais frequentes e intensas

As fantasias sexuais são intensas e podem ocorrer a qualquer momento, em qualquer lugar e com qualquer pessoa, o que pode levar a mulher a masturbar-se em locais ou momentos inapropriados.

A mulher ninfomaníaca normalmente não consegue controlar as fantasias e quando tenta, pode sentir-se ansiosa ou deprimida.

3. Uso excessivo de pornografias

A pornografia é utilizada frequentemente com o objetivo de promover satisfação sexual, levando também à masturbação excessiva e fantasias sexuais intensas.

4. Falta de prazer e satisfação

Mulheres com ninfomania geralmente sentem dificuldade em sentir prazer e, por isso, acabam sexualmente insatisfeitas a maior parte do tempo.

5. Múltiplos parceiros sexuais

A falta de prazer pode levar a mulher a ter relações sexuais com várias pessoas, por acreditar que, assim, tem maiores chances de sentir prazer e satisfação sexual.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico deve ser feito por um psiquiatra e é baseado principalmente nos sintomas e comportamentos apresentados pela mulher.

Em geral, amigos e familiares também podem ajudar a mulher a notar as alterações no seu comportamento, devendo apoiá-la a procurar ajuda profissional, com um psicólogo ou psiquiatra, ao invés de criticá-la.

Como é feito o tratamento

O tratamento da ninfomania é feito com acompanhamento psiquiátrico e psicológico, sendo normalmente indicadas sessões de terapia cognitiva-comportamental, ou psicodinâmica, com o objetivo de fazer com que a mulher seja capaz de reconhecer seus comportamentos e adaptar estratégias para alterar as suas ações.

Além da psicoterapia, o psiquiatra pode prescrever o uso de medicamentos, como antidepressivos ou estabilizadores de humor, que ajudam a regular o comportamento obsessivo e aliviam os sintomas de ninfomania.

É importante lembrar que a ninfomania pode aumentar o risco de contágio com doenças sexualmente transmissíveis, como HIV e sífilis. Dessa forma, pessoas com esta condição devem também fazer exames regular para avaliar a presença deste tipo de infecções. Veja os principais sintomas de cada DST.

Esta informação foi útil?

Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em julho de 2022. Revisão médica por Dr. Gonzalo Ramirez - Clínico Geral e Psicólogo, em julho de 2022.
Revisão médica:
Dr. Gonzalo Ramirez
Clínico Geral e Psicólogo
Clínico geral pela UPAEP com cédula profissional nº 12420918 e licenciado em Psicologia Clínica pela UDLAP nº 10101998.