Amebíase: o que é, sintomas, transmissão e tratamento

Revisão clínica: Marcela Lemos
Biomédica
março 2022
  1. Sintomas
  2. Transmissão
  3. Diagnóstico
  4. Tratamento

A amebíase, também conhecida como colite amebiana ou amebíase intestinal, é uma infecção causada pelo parasita Entamoeba histolytica, uma "ameba" que pode ser encontrada na água e em alimentos contaminados por fezes.

Este tipo de infecção geralmente não causa sintomas, mas quando o sistema imunológico se encontra mais debilitado ou quando há grande quantidade de parasitas, pode provocar sintomas gastrointestinais como diarreia, dor abdominal e mal estar geral.

Apesar de ser uma infecção facilmente tratada, a amebíase deve ser identificada e tratada assim que surgem os primeiros sintomas, pois só assim é possível prevenir a evolução da doença, em que pode haver o comprometimento do fígado ou do pulmão, por exemplo.

Sintomas de amebíase

A maioria dos casos de amebíase são assintomáticos, especialmente porque na maior parte dos casos existe pouca quantidade de parasitas e o sistema imunológico consegue combatê-los. Porém, quando a carga parasitária é mais elevada ou quando a imunidade está mais comprometida, podem surgir sintomas como:

  • Diarreia;
  • Presença de sangue ou muco nas fezes;
  • Dor abdominal;
  • Cólicas;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Cansaço excessivo;
  • Mal estar geral;
  • Aumento da produção de gases.

Os sintomas costumam aparecer entre 2 e 5 semanas após o consumo de alimentos ou água contaminados pela ameba e é importante que a doença seja identificada e tratada assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas da infecção, isso porque a doença pode progredir e levar ao estágio mais grave da amebíase, que é caracterizada com complicações extraintestinais, recebendo o nome de amebíase extraintestinal sintomática.

Nesse caso, o parasita consegue atravessar a parede intestinal e chegar ao fígado, levando à formação de abscessos, e também ao diafragma, podendo resultar em amebíase pleuropulmonar. Na amebíase extraintestinal sintomática, além dos sintomas comuns da amebíase, pode haver também febre, calafrios, suor excessivo, náusea, vômitos e períodos alternados de diarreia e prisão de ventre. Saiba mais sobre a infecção pela Entamoeba histolytica.

Confira neste vídeo os sintomas desta e outras infecções por parasitas:

Transmissão da amebíase

A transmissão da amebíase acontece por meio do consumo de água e alimentos contaminados pelo parasita, sendo mais comum de acontecer em regiões que não têm saneamento básico adequado, o que favorece o contato dos alimentos e da água com as fezes.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico inicial da amebíase é feito pelo clínico geral ou gastroenterologista a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa, sendo também indicada a realização de exame parasitológico de fezes para verificar a presença de cistos da Entamoeba histolytica nas fezes. Entenda como é feito o exame parasitológico de fezes.

Caso haja suspeita de comprometimento de outras partes do corpo, o médico pode indicar a realização de ultrassom ou tomografia computadorizada, além de poder ser solicitada a realização da análise microbiológica de abscessos, caso existam.

Tratamento para amebíase

O tratamento para amebíase é determinado pelo médico de acordo com o tipo de infecção que a pessoa apresenta, podendo ser recomendado o uso de Paromomicina, Iodoquinol ou Metronidazol de acordo com a indicação médica. No caso da amebíase extraintestinal, o médico pode recomendar o uso combinado de Metronidazol e Tinidazol.

Além disso, durante o tratamento é importante manter a hidratação, uma vez que é comum haver grande perda de líquidos devido à diarreia e aos vômitos que acontecem na amebíase.

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Atualizado e revisto clinicamente por Marcela Lemos - Biomédica, em março de 2022.

Bibliografia

  • BARER, Michael R. et al. Medical Microbiology - A guide to microbial infections: pathogenesis, immunity, laboratory investigation and control. ed 19. Elsevier, 2018. 610.
  • LONGO, Dan L. et al.. Medicina interna de Harrison. 18.ed. São Paulo: AMGH Editora, 2013. 1683-1686.
Mostrar bibliografia completa
  • ZEIBIG, Elizabeth A. Clinical Parasitology. 2 ed. United States of America: Elsevier, 2013. 48-50.
Revisão clínica:
Marcela Lemos
Biomédica
Mestre em Microbiologia Aplicada, com habilitação em Análises Clínicas e formada pela UFPE em 2017 com registro profissional no CRBM/ PE 08598.

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