3 remédios caseiros para corrimento marrom

maio 2022

O corrimento marrom, embora possa parecer preocupante, normalmente não é sinal de um problema grave e acontece especialmente no final da menstruação ou quando se está tomando remédios hormonais para problemas na tireoide, por exemplo.

No entanto, este tipo de corrimento também pode indicar situações mais graves, que necessitam de tratamento, como uma infecção por gonorreia ou até doença inflamatória pélvica, sendo sempre aconselhável consultar um ginecologista.

Enquanto se espera pela consulta, existem alguns tratamentos naturais que podem ajudar a aliviar o desconforto causado pelo corrimento, mas que não devem substituir o tratamento médico. Veja quais as principais causas de corrimento marrom e quando se preocupar.

1. Óleo essencial de melaleuca

A melaleuca, também conhecida como tea tree ou árvore do chá, é uma planta medicinal com fortes propriedades anti-inflamatórias e anti-sépticas que ajudam a combater vários tipos de infecções na região vaginal e genital, aliviando mais rápido os sintomas.

Ingredientes

  • 5 a 10 gotas de óleo essencial de melaleuca;
  • 2 colheres (de sopa) de óleo de côco, amêndoas doce ou azeite de oliva.

Modo de preparo

Misturar os ingredientes e passar na região externa da vagina 1 vez ao dia por no máximo 6 dias seguidos. Não aplicar dentro do canal vaginal.

Antes de aplicar o óleo essencial de melaleuca na região vaginal, deve-se verificar se possui alergia a esse óleo e, por isso, é recomendado passar uma gota do óleo de melaleuca na pele do dorso da mão. Caso surjam sintomas de alergia como vermelhidão, coceira, inchaço ou formação de pequenas bolhas na mão, deve-se lavar a pele e não usar o óleo de melaleuca como remédio caseiro para corrimento marrom.

O óleo essencial de melaleuca não deve ser usado por mulheres grávidas.

2. Chá de zimbro

Uma vez que o corrimento marrom também pode ser frequentemente causado por uma infecção por gonorreia, o chá de zimbro também pode ser uma excelente opção natural, já que esta é uma planta tradicionalmente usada para tratar esse tipo de casos, devido às suas propriedades antimicrobianas e anti-sépticas.

Ingredientes

  • 1 litro de água;
  • 1 colher (de sopa) de bagas de zimbro picadas.

Modo de preparo

Colocar a água e as bagas de zimbro numa panela e deixar ferver. Depois de ferver, deixar o fogo ligado por mais 7 a 10 minutos. No final desse tempo deixar esfriar tampado por 10 minutos. Depois disso, a mistura deve ser coada e bebida entre as refeições.

O chá de zimbro também pode ter um efeito indutor do sono, e por isso algumas pessoas poderão sentir sono depois de o tomar.

O zimbro não deve ser usado por mulheres grávidas, lactantes ou que tenham pessoas com nefrite. Caso suspeitar de gravidez, recomenda-se que, antes de usar o zimbro, seja feito um teste de gravidez, pois o zimbro pode causar aborto pelo aumento das contrações uterinas.

3. Chá de feno grego

O feno-grego é uma planta medicinal que ajuda a regular os níveis hormonais, por isso pode ser usado para tratar vários tipos de problemas relacionados ao sistema genital feminino. Além disso, também possui propriedades anti-inflamatórias que aliviam a dor causada pelo ovário policístico.

Ingredientes

  • 1 colher (de chá) de sementes de feno-grego;
  • 250 mL de água fria.

Modo de preparo

Misturar os ingredientes em um recipiente e deixar descansar por pelo menos 3 horas. Em seguida, despejar em outro recipiente e deixar ferver por 5 a 10 minutos. Coar e deixar esfriar. Tomar 1 xícara do chá até 3 vezes por dia.

O feno-grego não deve ser usado por mulheres grávidas, pois pode estimular as contrações uterinas e induzir o parto. Essa planta também não deve ser usada por crianças, ou por mulheres em tratamento de câncer sensíveis a hormônios, como câncer de mama, por exemplo.

Assista o vídeo a seguir sobre como identificar corretamente a cada cor de corrimento vaginal e o que pode ser:

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em maio de 2022. Revisão clínica por Manuel Reis - Enfermeiro, em maio de 2022.

Bibliografia

  • SHARIFFI-RAD, J.; et al. Plants of the Melaleuca Genus as Antimicrobial Agents: From Farm to Pharmacy. Phytother Res. 31. 10; 1475-1494, 2017
  • VILA, Roser; CAÑIGUERAL, Salvador. El aceite esencial de la Melaleuca alternifolia en el tratamiento de la vulvovaginitis. Revista de fitoterapia. 6. 2; 119-128, 2006
Mostrar bibliografia completa
  • HAMMER, K. A.; CARSON, C. F.; RILEY, T. V . In Vitro Susceptibilities of Lactobacilli and Organisms Associated with Bacterial Vaginosis to Melaleuca alternifolia (Tea Tree) Oil. Antimicrob Agents Chemother. 43. 1; 196, 1999
  • TAVARES, Wilson R.; SECA, Ana M. L. The Current Status of the Pharmaceutical Potential of Juniperus L. Metabolites. Medicines (Basel). 5. 3; 1-24, 2018
  • BACÉM, Isabel António Rodrigues. Composição química e atividade biológica de bagas do Zimbro (Juniperus communis L.). Dissertação de mestrado em Engenharia Química, 2018. Instituto Politécnico de Bragança.
  • VYAS, S.; et al. Analgesic and anti-inflammatory activities of Trigonella foenum-graecum (seed) extract. Acta Pol Pharm. 65. 4; 473-6, 2008
Revisão clínica:
Manuel Reis
Enfermeiro
Pós-graduado em fitoterapia clínica e formado pela Escola Superior de Enfermagem do Porto, em 2013. Membro nº 79026 da Ordem dos Enfermeiros.

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