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Quinina: o que é e para que serve

Abril 2020

A quinina é uma substância que é extraída da casca de uma planta comum nos países da América do Sul, conhecida como quina ou, cientificamente, como Cinchona calisaya.

No passado, a quinina foi uma das substâncias mais utilizadas no tratamento da malária, mas desde a criação de outros medicamentos sintéticos como a cloroquina ou a primaquina, a quinina passou a ser usada apenas em alguns casos mais específicos de malária e sob orientação médica.

Embora a quinina não seja muito utilizada atualmente, a sua árvore continua sendo fonte para a preparação de remédios tradicionais, como o chá de quina, devido às suas propriedades febrífugas, antimaláricas, digestivas e cicatrizantes. 

Quinina: o que é e para que serve
Quinina: o que é e para que serve

Para que serve a árvore da quinina

Além de fornecer grandes concentrações de quinina, a árvore quina também contém outros compostos como quinidina, cinconina e dihidroquinamina, que podem ser utilizados com diversos objetivos, sendo os principais:

  • Auxiliar no tratamento da malária;
  • Melhorar a digestão;
  • Ajudar a desintoxicar o fígado e o organismo;
  • Ação antisséptica e anti-inflamatória;
  • Combater a febre;
  • Reduzir dores no corpo;
  • Auxiliar no tratamento de angina e taquicardia.

Além disso, os compostos obtidos da planta quina, principalmente a quinina, também podem ser utilizado como aditivo amargo em alguns alimentos e bebidas, podendo ser encontrada, por exemplo, em algumas águas tônicas. No entanto, na forma de refrigerante, a quinina não se encontra em concentrações suficientes para ter efeito terapêutico.

Água tônica contém quinina?

A água tônica é um tipo de refrigerante que contém na sua composição hidrocloreto de quinina, que dá o gosto amargo típico da bebida. Porém, as concentrações desta substância na água tônica são muito abaixas, encontrando-se abaixo de 5 mg/L, não tendo qualquer efeito terapêutico contra a malária ou qualquer outro tipo de doença.

Como preparar chá de quina

A quina é utilizada popularmente na forma de chá, que pode ser feito com as folhas e a casca da planta. Para preparar o chá de Quina deve-se misturar 1 litro de água e 2 colheres da casca da planta, e deixar ferver por 10 minutos. Em seguida, deixar descansar por 10 minutos e beber no máximo de 2 a 3 xícaras por dia.

Além disso, a quinina presente na planta quina pode ser encontrada na forma de cápsulas, no entanto, é importante ressaltar que este medicamento só deve ser utilizado após a liberação médica, já que existem contraindicações e pode haver efeitos colaterais. 

É importante ter em mente também que o chá da quina pode ser indicado pelo médico apenas como forma de complementar o tratamento com medicamentos, isso porque a concentração de quinina obtido na folha é muito inferior à concentração obtida a partir do tronco da árvore e, por isso, o chá sozinho não teria atividade suficiente contra o agente infeccioso responsável pela malária.

Contraindicações e possíveis efeitos colaterais

O uso da planta quina e, consequentemente da quinina, está contraindicada para grávidas, crianças, assim como pacientes com depressão, problemas de coagulação do sangue ou doenças hepáticas. Além disso, o uso de quinina deve ser avaliado quando o paciente utiliza outros remédios, como Cisaprida, Heparina, Rifamicina ou Carbamazepina.

É importante que o uso da planta quina seja indicado pelo médico, pois quantidades excessivas dessa planta podem ter alguns efeitos adversos, como alteração dos batimentos cardíacos, náuseas, confusão mental, visão embaçada, tonturas, hemorragias e problemas no fígado.

Bibliografia >

  • OLIVEIRA, Alfredo Ricardo M.; SZCZERBOWSKI, Daiane. Quinina: 470 anos de história, controvérsias e desenvolvimento. Quim. Nova. Vol 32. 7 ed; 1971-1974, 2009
  • POLLITO, Percy A. Z.; FILHO, Mário T. Cinchona amazonica Cinchona amazonica Standl. (Rubiaceae) no estado do Acre, Brasil. Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Ciências Naturais, Belém. Vol 1. 1 ed; 9-18, 2006
  • MALDONADO, Carla et al. Phylogeny Predicts the Quantity of Antimalarial Alkaloids within the Iconic Yellow Cinchona Bark (Rubiaceae: Cinchona calisaya). Front. Plant Sci. Vol 22. 2017
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