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Psyllium: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Revisão clínica: Flávia Costa
Farmacêutica
janeiro 2023

O psyllium é uma fibra solúvel extraída da casca das sementes da planta Plantago ovata e que possui efeito laxante. Assim, o psyllium age estimulando os movimentos intestinais e aumentando a absorção de água no intestino, o que leva ao aumento do volume e da umidade das fezes, facilitando sua eliminação.

O psyllium pode ser comprado em farmácias ou drogarias na forma de pó em sachês para misturar em água ou outra bebida, com o nome comercial Metamucil, ou encontrado em lojas de produtos naturais, vendido a granel ou em embalagens de 500 g, por exemplo.

É importante utilizar o psyllium com orientação do médico, após avaliação da causa da prisão de ventre, pois está contraindicado nos casos de bloqueio ou obstrução intestinal, prisão de ventre crônica ou prisão de ventre após cirurgia. Veja as principais causas da prisão de ventre.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

O psyllium serve para:

  • Combater a prisão de ventre;
  • Regular o funcionamento do intestino;
  • Facilitar a formação e eliminação das fezes.

Além disso, o psyllium também pode ser usado para ajudar a diminuir o colesterol ruim e a glicemia após a refeição, pois as fibras do psyllium ajudam a reduzir a absorção de gorduras e do açúcar da alimentação.

Como tomar

O psyllium em pó deve ser usado por via oral, dissolvido em um copo de líquido de 240 mL, que pode ser água ou suco de frutas, agitando suavemente para dissolver todo o pó. Deve-se beber essa mistura imediatamente após o preparo, e tomar, de preferência, junto com uma refeição. Nunca se deve engolir o pó sem dissolver em líquidos pois pode causar engasgo, asfixia ou obstrução intestinal.

A forma de usar o psyllium varia de acordo com a idade e inclui:

  • Adultos e crianças com mais de 12 anos: a dose recomendada é de 1 sachê de 7 g ou 1 colher de sobremesa, misturado em 240 mL de líquido, de 1 a 3 vezes por dia;
  • Crianças entre os 6 e 12 anos: a dose recomendada é de meio sachê de 7 g ou meia colher de sobremesa, que equivale a uma dose de 3,5 g, misturado em 240 mL de líquido, de 1 a 3 vezes por dia.

É aconselhado não tomar a última dose do psyllium antes de dormir, pois pode prejudicar os movimentos intestinais e a passagem das fezes pelo intestino. Além disso, deve-se aumentar o consumo de líquidos durante o tratamento para melhorar a sua ação e evitar complicações como obstrução intestinal.

O efeito do psyllium geralmente ocorre após 12 a 72 horas após tomar uma dose, e o tempo de tratamento não deve ultrapassar o período de 7 dias seguidos, a menos que indicado pelo médico.

No caso de pessoas que utilizam outros medicamentos, é recomendado tomar o psyllium 2 horas antes ou 2 horas após os outros remédios, para não interferir na absorção e no efeito dos outros medicamentos.

Possíveis efeitos colaterais 

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento com psyllium são excesso de gases, dor ou inchaço abdominal. 

É aconselhado interromper o uso do psyllium e procurar ajuda médica imediatamente se a prisão de ventre durar mais de 7 dias, ou a pessoa apresentar sangue nas fezes, náuseas, vômitos ou dor de estômago forte, pois pode ser sinal de obstrução intestinal.

Além disso, deve-se procurar o pronto-socorro mais próximo se surgirem sintomas de reações alérgicas ou choque anafilático como dificuldade para respirar, sensação de garganta fechada, inchaço na boca, língua ou rosto. Saiba identificar os sintomas de reação alérgica.

Quem não deve usar

O psyllium não deve ser usado por crianças com menos de 6 anos ou por pessoas que têm dificuldade para engolir ou bloqueio no intestino, prisão de ventre crônica ou prisão de ventre após cirurgia.

Além disso, o psyllium também não deve ser usado por pessoas que têm alergia aos componentes da fórmula.

No caso de pessoas diabéticas, o psyllium deve ser usado somente com orientação médica, pois por ajudar a reduzir os níveis de açúcar no sangue, pode ser necessário ajuste da dose dos remédios antidiabéticos. Além disso, algumas formulações de psyllium podem conter açúcar na sua composição, sendo importante ter acompanhamento médico para seu uso.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em janeiro de 2023. Revisão clínica por Flávia Costa - Farmacêutica, em janeiro de 2023.

Bibliografia

  • ALTERNATIVE MEDICINE REVIEW. Plantago ovata (Psyllium) Monograph. 2002. Disponível em: <https://altmedrev.com/wp-content/uploads/2019/02/v7-2-155.pdf>. Acesso em 04 jun 2021
  • AGHA, Rukh-e-Nasreen; et al. Plantago ovata: Clinical study of overuse. Pak J Pharm Sci. 29. 2; 563-7, 2016
Mostrar bibliografia completa
  • SARFAZ, R. M.; et al. Plantago ovata: a comprehensive review on cultivation, biochemical, pharmaceutical and pharmacological aspects. Acta Pol Pharm. 74. 3; 739-746, 2017
Revisão clínica:
Flávia Costa
Farmacêutica
Formada em Farmácia pelo Centro Universitário Newton Paiva em 2003. Mestre em Ciências Biomédicas pela UBI, Portugal.

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