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Psyllium (Metamucil): para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Junho 2021

O psyllium é uma fibra solúvel extraída da casca das sementes da planta Plantago ovata com efeito laxante, que age estimulando os movimentos intestinais e aumentando a absorção de água no intestino, o que leva ao aumento do volume e da umidade das fezes, facilitando sua eliminação, sendo indicado para tratar prisão de ventre ou para regular o intestino, por exemplo.

Este remédio pode ser comprado em farmácias ou drogarias na forma de pó em sachês para misturar em água ou outra bebida, com o nome comercial Metamucil, e deve ser usado com indicação médica.

Psyllium (Metamucil): para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Para que serve

O psyllium é indicado para regularizar os movimentos intestinais, podendo ser usado para o tratamento da prisão de ventre, pois ajuda a absorver água, facilitando a formação e a eliminação das fezes. Além disso, por ajudar a regular o funcionamento do intestino, o psyllium pode ser utilizado nos casos de intestino solto.

Esse remédio também pode ser usado para ajudar a diminuir o colesterol ruim e a glicemia após a refeição, pois as fibras do psyllium ajudam a reduzir a absorção de gorduras e do açúcar da alimentação.

Como tomar

O psyllium em pó deve ser usado por via oral, dissolvido em um copo de líquido de 240 mL, que pode ser água ou suco de frutas, agitando suavemente para dissolver todo o pó. Deve-se beber essa mistura imediatamente após o preparo, e tomar, de preferência, junto com uma refeição. Nunca se deve engolir o pó sem dissolver em líquidos pois pode causar engasgo, asfixia ou obstrução intestinal.

A forma de usar o psyllium varia de acordo com a idade e inclui:

  • Adultos e crianças com mais de 12 anos: a dose recomendada é de 1 sachê de 7 g, misturado em 240 mL de líquido, de 1 a 3 vezes por dia;
  • Crianças entre os 6 e 12 anos: a dose recomendada é de meio sachê de 7 g, que equivale a uma dose de 3,5 g, misturado em 240 mL de líquido, de 1 a 3 vezes por dia.

É aconselhado não tomar a última dose do psyllium antes de dormir, pois pode prejudicar os movimentos intestinais e a passagem das fezes pelo intestino. Além disso, deve-se aumentar o consumo de líquidos durante o tratamento para melhorar a sua ação e evitar complicações como obstrução intestinal.

O efeito do psyllium geralmente ocorre após 12 a 72 horas após tomar uma dose, e o tempo de tratamento não deve ultrapassar o período de 7 dias seguidos, a menos que indicado pelo médico.

No caso de pessoas que utilizam outros medicamentos, é recomendado tomar o psyllium 2 horas antes ou 2 horas após os outros remédios, para não interferir na absorção e no efeito dos outros medicamentos.

Possíveis efeitos colaterais 

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento com psyllium são excesso de gases, dor ou inchaço abdominal. 

É aconselhado interromper o uso do psyllium e procurar ajuda médica imediatamente se a prisão de ventre durar mais de 7 dias, ou a pessoa apresentar sangue nas fezes, náuseas, vômitos ou dor de estômago forte, pois pode ser sinal de obstrução intestinal.

Além disso, deve-se procurar o pronto-socorro mais próximo se surgirem sintomas de reações alérgicas ou choque anafilático como dificuldade para respirar, sensação de garganta fechada, inchaço na boca, língua ou rosto. Saiba identificar os sintomas de reação alérgica.

Quem não deve usar

O psyllium não deve ser usado por crianças com menos de 6 anos ou por pessoas que têm dificuldade para engolir ou bloqueio no intestino, prisão de ventre crônica ou prisão de ventre após cirurgia.

Este remédio também não deve ser usado por pessoas que têm alergia ao psyllium ou por diabéticos, pois contém açúcar na sua composição. 

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Bibliografia

  • ALTERNATIVE MEDICINE REVIEW. Plantago ovata (Psyllium) Monograph. 2002. Disponível em: <https://altmedrev.com/wp-content/uploads/2019/02/v7-2-155.pdf>. Acesso em 04 Jun 2021
  • AGHA, Rukh-e-Nasreen; et al. Plantago ovata: Clinical study of overuse. Pak J Pharm Sci. 29. 2; 563-7, 2016
  • SARFAZ, R. M.; et al. Plantago ovata: a comprehensive review on cultivation, biochemical, pharmaceutical and pharmacological aspects. Acta Pol Pharm. 74. 3; 739-746, 2017
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