PSA total: para que serve, preparo (e relação PSA livre e total)

O PSA total é um exame de sangue que mede a quantidade total de antígeno prostático específico, uma proteína produzida pela próstata. O resultado corresponde à soma do PSA livre e do PSA ligado a proteínas.

Esse exame é indicado para auxiliar na investigação de alterações da próstata, especialmente do câncer de próstata. Além disso, também pode ser usado para acompanhar a resposta ao tratamento e identificar sinais de recorrência da doença.

Leia também: PSA: para que serve o exame, resultados (e o que é PSA total e livre) tuasaude.com/psa

Para fazer o exame de PSA total, normalmente não é necessário estar em jejum. No entanto, é importante informar ao médico sobre infecção urinária, procedimentos urológicos recentes ou o uso de medicamentos que possam interferir no resultado.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

O exame de PSA total pode ser indicado para:

  • Auxiliar na investigação do câncer de próstata. Saiba como é o diagnóstico de câncer de próstata;
  • Avaliar alterações da próstata, como hiperplasia prostática benigna e prostatite. Veja o que é prostatite;
  • Acompanhar a resposta ao tratamento do câncer de próstata;
  • Identificar sinais de recorrência do câncer após o tratamento.

O resultado do PSA total não deve ser interpretado isoladamente, pois seus níveis podem aumentar em diferentes alterações da próstata. Por isso, o médico pode solicitar outros exames para confirmar o diagnóstico.

PSA total e livre

O PSA total e o PSA livre são duas formas do mesmo marcador presente no sangue. 

O PSA total corresponde à soma de todo o PSA circulante, ou seja, tanto o PSA ligado a proteínas quanto o PSA que circula livremente. Já o PSA livre representa apenas a fração do PSA que não está ligada a proteínas no sangue.

Na prática, o PSA total é o principal exame usado para rastrear e acompanhar alterações na próstata. O PSA livre, por sua vez, é usado como exame complementar, pois ajuda a melhorar a interpretação do resultado do PSA total. 

Preparo para o exame

O exame de PSA total não exige jejum, mas é importante seguir alguns cuidados, como:

  • Evitar ejaculação nas 48 horas anteriores ao exame;
  • Evitar andar de bicicleta ou atividades que pressionem a região da próstata nas 48 horas anteriores;
  • Informar ao médico se houve infecção urinária recente;
  • Comunicar o uso de medicamentos em uso contínuo.

Também é importante informar ao médico se houve realização de procedimentos urológicos, como sondagem ou biópsia, já que esses fatores podem interferir nos níveis de PSA.

Como é feito

O exame de PSA total é um exame simples de sangue realizado em laboratório. Primeiro, o profissional de saúde limpa a pele e coloca um garrote no braço para facilitar a localização da veia. 

Em seguida, é feita a coleta de uma pequena amostra de sangue com uma agulha, que é colocada em um tubo para análise. Após a coleta, o local é comprimido e pode ser colocado um curativo. 

O procedimento é rápido, levando apenas alguns minutos, e geralmente causa apenas um leve desconforto. O resultado costuma ficar pronto em algumas horas a até 1 ou 2 dias, dependendo do laboratório.

Valor de referência

Os valores de referência do PSA total podem variar de acordo com a idade e o laboratório, mas geralmente seguem os seguintes parâmetros:

Faixa etária

PSA total (ng/mL)

Até aos 50 anos

até 2,5 ng/mL

50 a 59 anos

até 3,5 ng/mL

60 a 69 anos

até 4,5 ng/mL

70 anos ou mais

até 6,5 ng/mL

Esses valores devem ser sempre interpretados pelo médico, pois fatores como histórico clínico, sintomas e outros exames influenciam a avaliação.

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Relação PSA livre e total

A relação entre o PSA livre e o PSA total é a comparação entre a quantidade de PSA que circula livre no sangue e o valor total de PSA. Esse valor é obtido dividindo o PSA livre pelo PSA total e multiplicando por 100. 

Em termos de referência, a relação PSA livre/total pode indicar:

  • Acima de 25%, geralmente sugere menor risco de câncer de próstata;
  • Entre 10% e 25%, é considerada uma zona intermediária, que pode sugerir alterações benignas, mas ainda exige avaliação médica cuidadosa;
  • Abaixo de 10%, está associada a maior probabilidade de malignidade.

De forma geral, quanto menor a porcentagem de PSA livre em relação ao PSA total, maior a suspeita de câncer de próstata. Já valores mais altos de PSA livre costumam estar associados a condições benignas, como a hiperplasia prostática benigna.

Leia também: Hiperplasia benigna da próstata: sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/hiperplasia-prostatica-benigna

Ainda assim, os resultados devem ser interpretados pelo médico em conjunto com outros exames e com a avaliação clínica de cada pessoa.

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