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Prolactina alta: o que pode ser, sintomas, tratamento e cura

Revisão clínica: Dr.ª Olivia Faria
Endocrinologista
janeiro 2023

Prolactina alta, ou hiperprolactinemia, é um aumento dos níveis de prolactina no sangue, acima do valor de referência do laboratório, que em geral é de 25 ng/mL, o que pode acontecer devido à inúmeras causas, dentre elas estresse, atividade física, gravidez, amentação ou algumas doenças.

Quando a prolactina está elevada no sangue é comum surgirem sinais e sintomas, como diminuição da libido, infertilidade, e alteração do ciclo menstrual em mulheres. 

Em caso de suspeita de prolactina alta é importante consultar o endocrinologista para identificar a sua causa e iniciar o tratamento adequado. 

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Principais sintomas

Os principais sinais e sintomas de prolactina alta são:

  • Diminuição da libido;
  • Menstruação irregular ou ausência de menstruação, em mulheres;
  • Infertilidade;
  • Osteoporose;
  • Saída de leite das mamas;
  • Atraso da puberdade, em adolescentes.

Além disso, dependendo da causa da prolactina alta, também podem surgir outros sintomas como dor de cabeça frequente e alterações na visão, como visão embaçada ou dupla.

Sintomas de prolactina alta no homem

A prolactina alta no homem pode causar sintomas como disfunção erétil, aumento das mamas, podendo haver saída de leite, diminuição dos níveis de testosterona e infertilidade. Confira outros sintomas da prolactina alta no homem.

Prolactina alta engorda?

Não existe uma relação direta da prolactina alta com o ganho de peso, sendo importante que a pessoa faça consultas regularmente com o endocrinologista, para realizar os exames necessários, como dosagens de prolactina e outros hormônios, para que o médico possa avaliar a causa do ganho de peso.

Quando é prolactina alta

A prolactina normalmente é considerada alta quando seus níveis no sangue estão acima de 25 ng/mL. No entanto, os valores de referência do exame de prolactina podem variar um pouco dependendo do laboratório em que foi realizado. Veja como entender o resultado do exame de prolactina.

O que pode ser

As principais causas de prolactina alta são:

  • Estresse;
  • Exercício físico intenso;
  • Gravidez;
  • Amamentação;
  • Uso de alguns medicamentos, como remédios para náuseas, antipsicóticos e antidepressivos;
  • Hipotireoidismo;
  • Doenças dos rins e fígado;
  • Tumores.

A prolactina alta pode acontecer devido a situações comuns/fisiológicas do corpo, como estresse ou exercícios físicos, no entanto, é importante que sempre haja uma avaliação minuciosa por um endocrinologista.

Como é feito o tratamento

O tratamento da prolactina alta deve ser sempre avaliado por um endocrinologista e varia conforme a causa. Assim, nos cados de hiperprolactinemia fisiológica, como na gravidez ou estresse, não é necessário tratamento.

No entanto, quando é secundário ao uso de outras medicações, o médico deve avaliar a possibilidade de suspensão da mesma. Em caso de tumores, o tratamento, em geral, é feito com medicações específicas, podendo ser indicada cirurgia em alguns casos. Veja como é o tratamento do prolactinoma.

Prolactina alta tem cura?

A prolactina alta pode ter inúmeras causas e nem sempre necessita de um tratamento específico, pois pode ser secundária à um processo fisiológico do próprio corpo, como em caso de gravidez ou amamentação. Quando é causada por doenças, existem tratamentos específicos que podem normalizar os níveis de prolactina.

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em janeiro de 2023. Revisão clínica por Dr.ª Olivia Faria - Endocrinologista, em janeiro de 2023.

Bibliografia

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Mostrar bibliografia completa
  • EDINOFF, Amber N. et al. Hyperprolactinemia, Clinical Considerations, and Infertility in Women on Antipsychotic Medications. Psychopharmacol Bull. Vol.51, n.2. 131–148, 2021
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  • HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Protocolo de hiperprolactinemia (no adulto). 2015. Disponível em: <http://www.hu.ufsc.br/setores/endocrinologia/wp-content/uploads/sites/23/2015/01/PROTOCOLO-DE-HIPERPROLACTINEMIA-ADULTO-09-de-novembro-de-2015.pdf>. Acesso em 25 nov 2020
Revisão clínica:
Dr.ª Olivia Faria
Endocrinologista
Médica formada pela Universidade Estácio de Sá, com CRM-RJ 52-980528. É mestre em endocrinologia pela UFRJ e membro titular da SBEM.