PMMA: o que é, para que serve, riscos (e como é aplicado)

O PMMA, ou polimetilmetacrilato, é uma substância plástica na forma de microesferas que pode ser indicada para tratar a lipodistrofia em pessoas com HIV/AIDS.

Entretanto, o PMMA não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e pelo Conselho Federal de Medicina para tratamentos estéticos e qualquer outro tratamento reparador.

A aplicação de PMMA deve ser discutida com o médico, pois este tratamento possui vários riscos, podendo causar complicações como infecção ou alergia, e não é indicado para uso em grandes áreas do corpo como glúteos ou pernas, por exemplo.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

O PMMA pode ser indicado para corrigir a lipodistrofia em pessoas com infecção pelo vírus HIV, uma síndrome rara caracterizada pela alteração na concentração de gordura no corpo causada pelo uso de medicamentos antirretrovirais.

Leia também: Lipodistrofia: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento tuasaude.com/lipodistrofia

O Ministério da Saúde também autoriza o uso do PMMA para correção volumétrica facial e corporal, provocadas por sequelas de doenças como a poliomielite, ou paralisia infantil.

Entretanto, a aplicação do PMMA não é recomendada pelo Conselho Federal de Medicina e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica para fins estéticos e qualquer outro tratamento reparador, devido ao risco de complicações.

Além disso, o PMMA também não deve ser usado em grandes áreas do corpo, como nádegas ou panturrilha, por exemplo. Isso porque o PMMA é uma substância que, quando usada em grandes quantidades ou de forma mais profunda na pele, pode causar complicações graves, como enrijecimento e até necrose, que é a morte do tecido da região aplicada.

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Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.

Principais riscos

O PMMA pode causar vermelhidão ou inchaço na pele da região da aplicação, que geralmente melhoram entre 24 horas ou de 3 a 7 dias após a aplicação.

No entanto, quando o PMMA é aplicado em grandes quantidades ou nos músculos, pode causar sérios riscos à saúde que incluem:

  • Necrose da pele ou músculos;
  • Reação alérgica grave;
  • Infecção no local da aplicação;
  • Inflamação crônica;
  • Insuficiência renal;
  • Hipercalcemia;
  • Enrijecimento ou deformidades irreversíveis;
  • Formação de nódulos na pele.

A aplicação de PMMA também pode causar embolia gordurosa, cegueira e até mesmo óbito.

É importante procurar ajuda médica imediatamente ou o pronto socorro mais próximo caso exista suspeita de qualquer uma dessas complicações.

Como é feita a aplicação de PMMA

O PMMA é aplicado em uma pequena região através de injeções no tecido subcutâneo, em camadas mais profundas da pele, preenchendo o volume e corrigindo pequenas deformidades da pele.

As injeções de PMMA geralmente são formuladas com lidocaína, um anestésico para reduzir a dor durante a aplicação, e uma solução carreadora, como colágeno bovino, carboximetilcelulose ou hidroxietilcelulose.

No entanto o PMMA, não é absorvido pelo corpo, permitindo uma correção das deformidades de forma permanente e duradoura, sendo que os resultados podem ser notados após 1 ou 2 meses do tratamento. É recomendado que seja feito um teste cutâneo alérgico ao PMMA, 4 semanas antes do primeiro uso, pois o colágeno bovino na fórmula do PMMA pode causar alergia.

Quem não deve usar

O PMMA não deve ser usado por:

  • Crianças menores de 18 anos;
  • Mulheres grávidas ou em amamentação;
  • Pessoas com diabetes;
  • Pessoas que realizaram outros tratamentos estéticos nos últimos 6 meses;
  • Pessoas que estão recebendo terapia de luz ultravioleta;
  • Histórico de alergias ou reação anafilática;
  • Alergia à lidocaína ou outros anestésicos, ou ao colágeno bovino;
  • Pessoas com tendência à formação de cicatrizes grossas;
  • Pessoas com feridas, infecções, espinhas ou cistos na pele.

O PMMA também não deve ser usado para fins estéticos e qualquer outro tratamento reparador, além de ser contraindicado para pessoas que apresentaram alergia ao realizar o teste cutâneo.

É importante informar ao médico todos os remédios usados regularmente, pois a aplicação de PMMA também não deve ser feita em pessoas que usam remédios imunossupressores para tratamento de câncer, doença inflamatória intestinal ou artrite reumatoide.

A aplicação do PMMA também não deve ser feita em pessoas que tomam anti-inflamatórios, como ácido acetilsalicílico, ibuprofeno ou diclofenaco, por exemplo, pois podem aumentar o risco de hematomas ou sangramento no local da aplicação.

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