Ative as notificações para não perder as publicações de saúde e bem estar mais interessantes.

PMMA: o que é, para que serve e possíveis riscos

Maio 2021

O PMMA, ou polimetilmetacrilato, é uma substância plástica na forma de microesferas que normalmente é usada em procedimentos estéticos, especialmente para realizar preenchimento facial. Assim o PMMA, pode ser indicado para pessoas que desejam melhorar a aparência ou retardar o desenvolvimento de rugas, principalmente ao redor da boca ou uniformizar contornos faciais como queixo ou nariz, pois preenche os espaços da pele, dando uma aparência mais jovem.

Esta substância pode ser usada por mulheres ou homens que desejam uma correção da pele de forma permanente, pois não é reabsorvida pela pele como o ácido hialurônico ou o colágeno, por exemplo. Um procedimento plástico que geralmente utiliza PMMA é a bioplastia, em que o médico injeta o PMMA na região que precisa ser corrigida. Saiba mais sobre a bioplastia e quando é indicada.

A aplicação de PMMA deve ser realizada por um profissional especializado, como dermatologista ou cirurgião plástico, pois é um tratamento estético que possui vários riscos, podendo causar complicações como infecção ou alergia, e não é indicado para utilização em grandes áreas do corpo como glúteos ou pernas, por exemplo.

PMMA: o que é, para que serve e possíveis riscos

Para que serve

O PMMA normalmente é usado em tratamentos estéticos com o objetivo de:

  • Retardar o desenvolvimento de rugas no rosto;
  • Suavizar rugas ao redor da boca;
  • Afinar e levantar a ponta do nariz;
  • Delinear o queixo;
  • Preencher o volume das bochechas;
  • Corrigir cicatrizes causadas por acne grave;
  • Corrigir a perda da gordura facial em pessoas com HIV.

A aplicação de PMMA não deve ser realizada em grandes áreas do corpo como nádegas ou panturrilha, por exemplo, pois é uma substância plástica que, quando usada em grandes quantidades ou de forma mais profunda na pele, pode causar complicações graves como enrijecimento ou até necrose, que é a morte do tecido da região aplicada.

Como é feita a aplicação de PMMA

O PMMA é aplicado em uma pequena região do rosto através de injeções em camadas mais profundas da pele, preenchendo o volume e melhorando ou corrigindo as imperfeições da pele.

As injeções de PMMA geralmente são formuladas com lidocaína, um tipo de anestésico para reduzir a dor durante a aplicação, e colágeno bovino, uma proteína que é absorvida pela pele em alguns dias após sua aplicação. No entanto o PMMA, não é absorvido pelo corpo, permitindo uma correção estética permanente e duradoura, sendo que os resultados podem ser notados após 1 ou 2 meses do tratamento. 

É recomendado que seja feito um teste cutâneo alérgico ao PMMA, 4 semanas antes do primeiro uso, pois o colágeno bovino na fórmula do PMMA pode causar alergia. 

Possíveis riscos

O PMMA pode causar vermelhidão ou inchaço no rosto na região em que foi feita a aplicação, que geralmente melhoram em 24 horas, ou hematomas que desaparecem de 3 a 7 dias após a aplicação. 

No entanto, quando o PMMA é aplicado em grandes quantidades ou injetado nos músculos, pode causar sérios riscos à saúde que incluem:

  • Necrose da pele ou músculos;
  • Reação alérgica grave;
  • Infecção no local da aplicação;
  • Inflamação crônica;
  • Enrijecimento ou deformidade da região;
  • Formação de nódulos na pele;
  • Rejeição pelo organismo.

Além disso, a aplicação de PMMA, pode causar trombose vascular, principalmente quando atinge algum vaso sanguíneo, causando sintomas de falta de ar, dor no peito, dor de cabeça, alterações da visão ou da fala, fraqueza, sonolência ou perda da consciência e pode colocar a vida da pessoa em risco.

É importante procurar ajuda médica imediatamente ou o pronto socorro mais próximo caso exista suspeita de qualquer uma dessas complicações.  

Quem não deve usar

O PMMA não deve ser usado por crianças menores de 18 anos, mulheres grávidas ou em amamentação, por pessoas que realizaram outros tratamentos estéticos nos últimos 6 meses ou por pessoas que estão recebendo terapia de luz ultravioleta.

A aplicação de PMMA também não é indicada para pessoas que apresentam:

  • Reação alérgica ao teste cutâneo;
  • Histórico de alergias ou reação anafilática;
  • Alergia à lidocaína ou outros anestésicos;
  • Alergia ao colágeno bovino;
  • Tendência à formação de cicatrizes grossas;
  • Feridas ou infecções na pele;
  • Espinhas ou cistos na pele.

Além disso, é importante informar ao médico todos os medicamentos utilizados regularmente pois a aplicação de PMMA também não deve ser feita em pessoas que usam remédios imunossupressores para tratamento de câncer, doença inflamatória intestinal ou artrite reumatóide, ou anti-inflamatórios como ácido acetilsalicílico, ibuprofeno ou diclofenaco, por exemplo, pois podem aumentar o risco de hematomas ou sangramento no local da aplicação.

Esta informação foi útil?

Bibliografia

  • HANEKE, Eckart. Polymethyl methacrylate microspheres in collagen. Semin Cutan Med Surg. 23. 4; 227-32, 2004
  • GOLDMAN, Alberto; WOLLINA, Uwe. Polymethylmethacrylate-induced nodules of the lips: Clinical presentation and management by intralesional neodymium:YAG laser therapy. Dermatol Ther. 32. 1; e12755, 2019
  • BEHSHAD, Ramona. Commentary on Polymethylmethacrylate Collagen Gel-Injectable Dermal Filler for Full Face Atrophic Acne Scar Correction. Dermatol Surg. 45. 12; 1567-1569, 2019
  • SALLES, Alessandra Grassi; et al. Complications after Polymethylmethacrylate Injections: Report of 32 Cases. Plastic and Reconstructive Surgery. 121. 5; 1811-1820, 2008
  • KURIMORI, Kleber Tetsuo; et al. Complicação grave do uso irregular do PMMA: relato de caso e a situação brasileira atual. Rev. Bras. Cir. Plást. 34. 1; 156-162, 2019
  • OLOVEIRA, Carina Gabriela Andrade; et al. Síndrome da embolia gordurosa secundária ao uso de polimetilmetacrilato na bioplastia: uma revisão sistemática. Rev. Bras. Cir. Plást. 35. 2; 206-211, 2020
  • VARGAS, André Ferrão; AMORIM, Natale Gontijo; PITANGUY, Ivo. Complicações tardias dos preenchimentos permanentes. Rev. Bras. Cir. Plást. 24. 1; 71-81, 2009
Mais sobre este assunto:

Carregando
...