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O que é Picamalácia e como é feito o tratamento

Outubro 2019

A picamalácia, também chamada de Síndrome de pica, é uma situação caracterizada pelo aumento do desejo de se consumir substâncias que não são comestíveis e que possuem pouco ou nenhum valor nutritivo, como pedra, giz, sabonete e terra, por exemplo. Além disso, consumir alimentos fora da sua forma habitual, ou seja, combinado com outros alimentos pouco habituais, como coentro com açafrão e sal, por exemplo, também pode ser considerada picamalácia.

Normalmente a picamalácia é indicativo de deficiência nutricional e a pessoa começa a ter essa vontade na tentativa de suprir a necessidade nutricional. Ou seja, no caso da pessoa sentir vontade de comer tijolo, por exemplo, pode ser indicativo de falta de ferro. A picamalácia, apesar de pouco frequente, é mais comum em gestantes devido às alterações hormonais típicas da gravidez, estresse e maior demanda de nutrientes, o que pode levar ao aparecimento de desejos incomuns.

O que é Picamalácia e como é feito o tratamento

Como saber se é Picamalácia

A picamalácia é caracterizada pelo consumo de substâncias ou coisas que não são consideradas alimentos e que possuem pouco ou nenhum valor nutricional por pelo menos 1 mês, como por exemplo:

  • Tijolo;
  • Terra;
  • Parede;
  • Tinta;
  • Sabonete;
  • Cinzas;
  • Palito de fósforo queimado;
  • Cola de isopor;
  • Insetos;
  • Gelo;
  • Papel;
  • Plástico.

Além disso, a pessoa com picamalácia pode ter vontade de consumir alimentos de forma pouco convencional, como por exemplo batata crua ou melancia com margarina. Apesar de estar relacionada principalmente com distúrbios alimentares, a picamalácia também pode estar relacionada com alterações hormonais e psicológicas, sendo, por isso, o acompanhamento médico, nutricional e psicológico importante nessa situação.

Picamalácia na gravidez

A picamalácia na gravidez deve ser identificada o mais rápido possível para que se possam evitar complicações para o bebê, já que a gestante passa a não consumir quantidade adequada de nutrientes. Dessa forma, o bebê pode ter baixo peso ao nascer, o parto pode ser prematuro, o bebê torna-se mais suscetível a infecções e há risco de comprometimento cognitivo do bebê.

Além disso, como na picamalácia há o desejo de se ingerir substâncias inadequadas, podem ser consumidas substâncias tóxicas que podem atravessar a barreira placentária e atingir o bebê, podendo comprometer o seu desenvolvimento, favorecer o aborto ou o óbito do bebê ainda durante o período gestacional.

Como é o tratamento

No caso da picamalácia, é importante que o médico e o nutricionista identifiquem os hábitos alimentares da pessoa, além de ser recomendada a realização de exames para identificar as deficiências nutricionais e se possa iniciar uma alimentação adequada e, caso necessário, iniciar a suplementação de vitaminas e minerais.

Além disso, caso seja verificada que a picamalácia está relacionada com prisão de ventre, anemia ou obstrução intestinal, por exemplo, o médico pode indicar a realização de tratamento mais direcionado. O acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra é importante na picamalácia, pois ajuda a entender que aquele hábito não é adequado e precisa ser mudado.

Bibliografia >

  • CUNHA, Ana Cristina B. et al. Picamalácia na Gestação de Risco e Aspectos Psicológicos Relacionados. Trends in Psychology. Vol 25. 2 ed; 613-630, 2017
  • Cláudia Saunders SAUDERS, Claudia et al. Picamalácia: epidemiologia e associação com complicações da gravidez. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Vol 31. 9 ed; 440-446, 2009
  • AYETA, Ana Carolina et al. Fatores nutricionais e psicológicos associados com a ocorrência de picamalácia em gestantes. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Vol 37. 12 ed; 571-577, 2015
  • NASCIMENTO, Ísis S.; ALVES, Mônica A. L. Picamalácia infantil: um estudo de caso. Revista Nutrição Brasil. Vol 17. 3 ed; 2018
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