Osteopatia: o que é, para que serve e como é feita

novembro 2022

A osteopatia é uma medicina alternativa que utiliza técnicas manuais para movimentar, posicionar e alongar  partes do corpo, estimulando a sua recuperação. 

Normalmente, a osteopatia é indicada como tratamento complementar de dores na coluna, espasmos musculares e lesões esportivas pequenas. Não sendo recomendada quando há risco elevado de lesionar ossos e ligamentos, por exemplo, como em casos graves de osteoporose ou fraturas.

Antes de realizar uma consulta de osteopatia é indicado consultar um médico para saber se esta forma de tratamento é recomendada. Além disso, é fundamental procurar profissionais de osteopatia capacitados para a sua aplicação.   

Para que serve

A osteopatia pode ser indicada no tratamento complementar de:

  • Espasmos musculares;
  • Dor nervo ciático;
  • Dor nas costas;
  • Dor lombar;
  • Dor no ombro ou pescoço;
  • Hérnia de disco;
  • Lesões esportivas pequenas.

As técnicas utilizadas podem melhorar a movimentação das articulações, aliviar a tensão muscular e estimular a circulação sanguínea. Por isso, também podem ser indicadas para mulheres grávidas para aliviar a dor nas costas.

Diferença entre osteopatia e quiropraxia

A osteopatia é um tipo de terapia mais ampla, que envolve diversas técnicas manuais para avaliar, diagnosticar e tratar problemas musculares, por exemplo, com o objetivo de recuperar o equilíbrio do corpo como um todo.

Já a quiropraxia, utiliza técnicas mais direcionadas para as dores agudas da coluna vertebral, atuando diretamente nas áreas doloridas com técnicas de massagem e com o objetivo de alinhar os ossos e aliviar a dor. Saiba mais o que é quiropraxia, para que serve e como é feita.

Como é feita a osteopatia

Antes de iniciar as sessões de osteopatia, o profissional geralmente faz uma primeira consulta para coletar informações sobre problemas de saúde da pessoa, seu estilo de vida, hábitos alimentares e histórico de doenças na família. Além disso, também poderá avaliar a postura da pessoa.

Durante as sessões, o osteopata utiliza as mãos para movimentar o corpo da pessoa em diferentes posições, fazer pressão em pontos específicos e alongamentos para alinhar adequadamente as articulações. O objetivo dessas técnicas é estimular a recuperação das partes do corpo afetadas. 

Durante a sessão de osteopatia os movimentos não causam dor e qualquer desconforto deve ser comunicado ao osteopata. Normalmente, o osteopata não indica o uso de remédios, mas pode dar conselhos sobre as mudanças nos hábitos de vida, como dieta e atividade física.

Possíveis riscos

A osteopatia geralmente é considerada segura e as técnicas são adaptadas de acordo com o histórico de saúde e características da pessoa. No entanto, após uma sessão, podem surgir sintomas leves como dor de cabeça, dor na área envolvida no tratamento e cansaço, que tendem a melhorar em 1 a 2 dias, mesmo sem tratamento específico. 

Raramente, a manipulação na osteopatia pode provocar problemas sérios como o rompimento de vasos ou fraturas. 

Quem não deve fazer

A osteopatia não é recomendada quando existe um risco elevado de lesionar a coluna ou outros ossos, ligamentos, articulações e nervos. Por isso, nos casos mais graves, pessoas com osteoporose, histórico de fraturas, doenças da coagulação do sangue, câncer e esclerose múltipla, por exemplo, não devem ser tratadas com osteopatia. 

Em caso de uso de medicamentos para afinar o sangue, como a varfarina, ou durante um tratamento com radioterapia, a osteopatia geralmente também não é indicada.

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Atualizado por Jonathan Panoeiro - Neuropediatra, em novembro de 2022.

Bibliografia

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  • AMERICAN ASSOCIATION OF COLLEGES OF OSTEOPATHIC MEDICINE. A Brief Guide to Osteopathic Medicine. 2015. Disponível em: <https://www.aacom.org/docs/default-source/cib/bgom.pdf>. Acesso em 16 nov 2022
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Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.