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7 principais métodos contraceptivos naturais

Outubro 2020

Os métodos contraceptivos naturais ajudam a prevenir a gravidez sem o uso de medicamentos ou dispositivos como camisinha ou diafragma, por exemplo. Estes métodos naturais baseiam-se nas observações do corpo da mulher e do ciclo menstrual para estimar o período fértil. 

Embora esses métodos tenham as vantagens de serem completamente naturais e de não utilizar hormônios, também possuem algumas desvantagens como não serem totalmente eficazes e não prevenirem a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis. Saiba mais sobre as 7 principais infecções sexualmente transmissíveis.

A contracepção natural requer que não se tenha relações sexuais durante o período fértil da mulher, sendo necessário o conhecimento do ciclo menstrual que pode levar até 12 ciclos. Atualmente, alguns aplicativos de celular, em que se pode inserir dados do ciclo menstrual, do muco e da temperatura, são úteis para ajudar a estimar o período fértil.

7 principais métodos contraceptivos naturais

Os principais métodos contraceptivos naturais são:

1. Método do calendário ou tabelinha

O método do calendário, também conhecido como tabelinha ou método Ogino Knaus, consiste em evitar relações sexuais durante o período fértil. Para isto, deve-se calcular o início e o fim do período fértil, baseado no calendário menstrual.

O método do calendário baseia-se nas últimas 12 menstruações. Assim, para calcular o período fértil deve-se subtrair 18 dias do ciclo mais curto e 11 dias do ciclo mais longo. Por exemplo, para uma mulher em que os ciclos variam de 28 dias a 30 dias, do dia 10 (28 menos 18) até o dia 19 (30 menos 11) de cada ciclo, não se deve ter relações sexuais. Quanto maior a variação dos ciclos menstruais, maior o período de abstinência.

Mulheres com ciclo menstrual regulado têm melhores resultados com esse método, entretanto, ainda é um método pouco eficaz para evitar a gravidez. 

Veja como usar o método da tabelinha.

2. Método da temperatura corporal basal

O método da temperatura corporal basal, baseia-se na variação de temperatura do corpo da mulher, que pode estar mais elevada durante a ovulação. Este aumento de temperatura pode chegar até 2ºC.

É um método simples, mas que requer tempo e disciplina pois a mulher tem que verificar a temperatura todos os dias pela manhã, antes de se levantar. Para medir a temperatura, pode-se usar o termômetro analógico ou digital e as medidas devem ser anotadas para se fazer um gráfico e, assim, observar os dias mais férteis, que são os dias em que a temperatura está mais elevada. Nesses dias, a mulher deve evitar ter relações sexuais para não engravidar.

Este método não é totalmente eficaz pois fatores como estresse, insônia, doenças e até mesmo a forma como se mede a temperatura, podem levar ao aumento da temperatura corporal.

3. Método do muco cervical

O método do muco cervical, também conhecido como método de Billings, é baseado na observação do muco vaginal. Logo após a menstruação, a vagina fica seca e durante a ovulação ocorre produção de muco cristalino, semi transparente, sem odor, e elástico, semelhante à clara de ovo. A presença desse muco indica que a mulher está fértil e não deve ter relação sexual desde o primeiro dia do aparecimento do muco e até três dias após parar o muco.  

Para verificar a presença do muco, a mulher deve inserir dois dedos no fundo da vagina e analisar a cor e a elasticidade do muco.

O método do muco é pouco eficaz, pois muitas condições, como infecções vaginais, podem afetar a produção do muco e a sua consistência. Veja mais como fica o muco cervical na ovulação.

7 principais métodos contraceptivos naturais

4. Método sintotérmico

O método sintotérmico é uma combinação dos métodos da tabelinha, da temperatura corporal basal e do muco cervical. Além disso, leva em consideração sintomas comuns durante o período fértil como dor e sensibilidade nas mamas ou cólicas abdominais, por exemplo.

Por combinar três métodos contraceptivos naturais, pode ser um pouco mais confiável, ainda assim, não é totalmente eficaz e não previne a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis.

5. Método do coito interrompido

O método do coito interrompido implica no homem retirar o pênis da vagina no momento da ejaculação, limitando as chances do esperma atingir o óvulo. Entretanto, durante as preliminares e mesmo antes de ejacular, o pênis libera um muco que pode conter esperma e mesmo sem ejacular na vagina, pode ocorrer gravidez. Além disso, é necessário que o homem tenha auto-controle e saiba o momento exato em que está prestes a ejacular. Ainda, é preciso muita confiança da mulher no parceiro para utilizar o método do coito interrompido.

Este método tem baixíssima eficácia, além de interromper o momento íntimo do casal. Saiba mais sobre o coito interrompido.

6. Teste de ovulação

O teste da ovulação é realizado com kits que medem a quantidade de hormônio luteinizante na urina. Este hormônio é responsável pela maturação do óvulo e aumenta de 20 a 48 horas antes da ovulação. Assim, o teste indica quando a mulher entra no período fértil, devendo evitar relações sexuais para reduzir as chances de engravidar.

O teste de ovulação pode ser comprado em farmácias e é de fácil utilização. Veja como fazer o teste de ovulação.

7 principais métodos contraceptivos naturais

7. Método da amenorréia lactacional

O método da amenorréia lactacional baseia-se na idéia de que a mulher não pode ficar grávida durante o período em que está amamentando. Esse período é também marcado pela ausência de menstruação, chamado de amenorréia.  

Durante essa fase, a mulher não está fértil, sendo que geralmente volta a ovular de 10 a 12 semanas após o parto. 

O método da amenorréia lactacional não é um bom método contraceptivo, pois a mulher pode ovular e não perceber, principalmente porque não há uma previsão de quando a menstruação voltará ao normal. Além disso, não é recomendado para mulheres que não amamentam. 

Bibliografia >

  • FERTILITY APPRECIATION COLLABORATIVE TO TEACH SCIENCE. Billings Ovulation Method. 2017. Disponível em: <https://www.factsaboutfertility.org/wp-content/uploads/2017/12/BillingsPEH_REV3.pdf>. Acesso em 02 Dez 2019
  • BREUNER, Cora Collette. Natural Contraception. Adolesc Med. 16. 603-616, 2005
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