Malva: para que serve e como fazer o chá

maio 2022

A malva é uma planta medicinal da espécie Malva sylvestris, rica em compostos fenólicos e flavonóides, com propriedades antioxidantes, antimicrobianas e anti-inflamatórias, podendo ser usada para aliviar a congestão nasal, combater e prevenir infecções, principalmente na boca, e aliviar os sintomas de doenças de pele, por exemplo.

As partes normalmente utilizadas desta planta medicinal, que também é conhecida como malva-cheirosa, malva-das-boticas, malva-silvestre, malva-de-casa, malva-rosa ou rosa cheirosa, são as flores ou as folhas, para o preparo de chá, infusão ou cataplasma.

A malva pode ser comprada em ervanários, lojas de produtos naturais ou farmácias de manipulação, e deve ser usada com orientação de um médico ou outro profissional de saúde que tenha experiência com o uso de plantas medicinais.

Para que serve

A malva possui propriedade antioxidante, anti-inflamatória, antisséptica e antimicrobiana, sendo popularmente utilizada para:

  • Tosse com catarro;
  • Bronquite;
  • Candidíase oral;
  • Estomatite;
  • Aftas;
  • Faringite;
  • Laringite;
  • Dor de garganta;
  • Prisão de ventre;
  • Colite;
  • Gastrite;
  • Úlceras no estômago;
  • Abscessos e úlceras na pele;
  • Furúnculos;
  • Picada de insetos;
  • Dermatite ou queimadura.

Embora tenha muitos benefícios, a malva não deve substituir o tratamento médico e nem ser utilizada sem que tenha sido orientado pelo médico ou profissional de saúde com experiência com o uso de plantas medicinais.

Como usar a malva

As partes normalmente utilizadas da malva são tanto as folhas quanto as flores de malva, de onde são extraídas as substâncias ativas com propriedades medicinais para o preparo de chás, infusão ou cataplasma. Assim, a forma de uso da malva pode variar de acordo com o objetivo.

1. Chá de malva

O chá de malva pode ser usado para auxiliar no tratamento de problemas respiratórios, como tosse, bronquite, dor de garganta, faringite, laringite, gastrite, úlcera no estômago ou prisão de ventre, por exemplo.

Ingredientes

  • 1 colher (de chá) de flores ou folhas secas de malva;
  • 1 xícara de água fervente.

Modo de preparo

Colocar as flores ou as folhas de malva na xícara de água fervente, deixar repousar por 10 minutos. Coar e beber até 3 vezes ao dia ou de acordo com a orientação do médico ou do fitoterapeuta.

2. Infusão de malva

A infusão de malva pode ser utilizada para ser usada na forma de gargarejos ou bochechos, para inflamações na gengiva, afta ou dor de garganta.

Ingredientes

  • 30 g de flores e/ou folhas secas de malva;
  • 1 litro de água fervente.

Modo de preparo

Adicionar as flores e/ou folhas secas de malva na água fervente, deixar repousar por 10 minutos e coar. Usar a infusão de malva na forma de bochechos ou gargarejo, cuspindo a solução em seguida.

3. Cataplasma de malva

O cataplasma de malva pode ser utilizado para aplicar sobre a pele, nos casos de abscessos e úlceras na pele, furúnculos, picada de insetos ou dermatite, por exemplo.

Ingredientes

  • Folhas e flores secas de malva.

Modo de preparo

Amassar as folhas e as flores secas de malva e adicionar uma pequena quantidade de água. Em seguida, aplicar na região afetada.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais da malva ainda não são conhecidos, mas pode causar intoxicação quando utilizada em doses maiores do que as recomendadas.

Por isso, o seu uso deve ser feito somente com orientação médica ou de um profissional de saúde com experiência em plantas medicinais.

Quem não deve usar

A malva não deve ser usada durante a gravidez e a amamentação, ou por pessoas que tenham pressão alta. 

A malva pode ainda comprometer a absorção de outros medicamentos que contenham mucilagens e, por isso, deve-se fazer um intervalo de pelo menos 1 hora entre a ingestão do chá de malva e o uso de outros medicamentos.

Esta informação foi útil?

Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em maio de 2022.

Bibliografia

  • COSTA Eronita. Nutrição & Fitoterapia. 2º. Brasil: Vozes Ltda, 2011. 198-199.
  • GRANDI, Telma Sueli Mesquita. Tratado das Plantas Medicinais: mineiras, nativas e cultivadas. 1ed. Minas Gerais: Adaequatio Estudio, 2014. 782-783.
Mostrar bibliografia completa
  • MOURA, Maria F.. Segredos e virtudes das plantas que curam. 1.ed. Lisboa: Seleções, 2011. 130.
  • IBURG, Anne. O guia das plantas medicinais: ingredientes, efeitos medicinais e aplicações: Feno-grego. 1.ed. Caracter, 2010. 148-149.
  • Schmidit, I. O Léxico das Plantas Medicinais. 1ed. Dinalivro, 2007. 158-161.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE E ANVISA. Monografia da espécie Malva sylvestris L. (malva). 2015. Disponível em: <https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2017/setembro/11/Monografia-Malva.pdf>. Acesso em 13 out 2021
  • ECKER, Ana Carolina L.; MARTINS, Iuri S.; KIRSCH, Laura et al. Efeitos benéficos e maléficos da Malva sylvestris. J Oral Invest. Vol 4. 1 ed; 39-43, 2015
Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.