Folhas de louro (chá de louro): para que serve e como fazer o chá

Revisão clínica: Manuel Reis
Enfermeiro

O louro é uma planta medicinal da espécie Laurus nobilis, muito usado na culinária para dar sabor e aroma às refeições preparadas, mas também possui propriedades medicinais, sendo por isso, utilizado na medicina tradicional para auxiliar no tratamento de problemas digestivos, infecções, estresse ou ansiedade, por exemplo.

A parte normalmente utilizada do louro são suas folhas, na forma fresca ou desidratada, de onde são extraídas substâncias como taninos, flavonoides, alcaloides, linalol, eugenol, metil chavicol e antocianinas, com propriedades medicinais anti-inflamatórias, diuréticas, antioxidantes, digestivas e anti-reumáticas.

As folhas de louro podem ser compradas em praticamente todos os mercados e em algumas feiras e lojas de produtos naturais, e seu uso medicinal deve ser sempre feito com orientação de um médico ou outro profissional que tenha experiência com o uso de plantas medicinais.

Para que serve o chá de louro

A folha de louro, e consequentemente o chá, é rica em potássio, magnésio e vitaminas B6, B9 e C e possui ação diurética, antifúngica, anti-reumática, anti-inflamatória, digestiva, estimulante, antioxidante e expectorante, podendo ser utilizada para ajudar no tratamento de diversas situações, como por exemplo:

  • Inflamações no fígado;
  • Cólicas menstruais;
  • Infecções na pele;
  • Dor de cabeça;
  • Dor nas articulações;
  • Excesso de gases;
  • Reumatismo;
  • Artrite reumatoide;
  • Estresse e ansiedade.

Além disso, as folhas de louro são capazes de regular os níveis de açúcar no sangue, podendo ser utilizada para ajudar no tratamento da diabetes. 

O louro também pode ser utilizado para tratar problemas de pele, como dermatite, sendo nesse caso recomendado o uso tópico, no entanto, é importante que seu uso seja orientado pelo médico, uma vez que pode resultar em reações alérgicas.

Como fazer o chá de louro

O chá é uma ótima alternativa para aproveitar todos os benefícios das folhas de louro, sendo considerado uma boa opção para a má digestão, ansiedade e estresse, por exemplo.

Ingredientes

  • 1 folha de louro seca;
  • 1 xícara de água fervente.

Modo de preparo

Para preparar o chá, basta colocar a folha de louro na água fervente e deixar repousar fora do fogo por cerca de 10 minutos. Em seguida, coar e beber o chá 3 a 4 vezes por dia.

Possíveis efeitos colaterais 

As folhas de louro são consideradas seguras quando utilizadas na culinária ou na forma de chá. No entanto, quando consumida em quantidades maiores do que as recomendadas podem causar sonolência, já que essa planta possui efeito calmante e é capaz de desacelerar o sistema nervoso, além de causar alterações gastrointestinais, como diarreia ou cólicas abdominais, ou dor de cabeça, por exemplo.

Devido à sua capacidade de controlar os níveis de açúcar, o consumo excessivo de louro também pode diminuir muito os níveis de açúcar no sangue, causando hipoglicemia. Saiba identificar os sintomas de hipoglicemia.  

Por isso, é importante que o consumo das folhas de louro seja feito conforme a orientação do nutricionista, médico ou fitoterapeuta para que seja indicada a quantidade ideal que não resulte em efeitos colaterais.

Quem não deve usar

O consumo das folhas de louro não é recomendado para crianças, mulheres em fase de amamentação ou durante a gravidez, já que pode estimular o aborto. Além disso, o consumo das folhas de louro devem ser feitas com precaução em pessoas com diabetes, pois pode reduzir muito os níveis de açúcar no sangue.

Além disso, não se deve ingerir a folha de louro, pois não é digerida pelo sistema digestivo, permanecendo intacta, podendo ficar alojada na garganta ou perfurar o intestino.

Por desacelerar o sistema nervoso, é aconselhado interromper o uso do louro 2 semanas antes de qualquer cirurgia.

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Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em junho de 2022. Revisão clínica por Manuel Reis - Enfermeiro, em junho de 2022.

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Revisão clínica:
Manuel Reis
Enfermeiro
Pós-graduado em fitoterapia clínica e formado pela Escola Superior de Enfermagem do Porto, em 2013. Membro nº 79026 da Ordem dos Enfermeiros.