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Luz azul pode causar insônia e envelhecimento da pele

Atualizado em Agosto 2019

Usar o celular à noite, antes de dormir, pode causar insônia e diminuir a qualidade do sono, e ainda aumentar as chances de depressão ou de pressão alta. Isso acontece porque a luz emitida pelos aparelhos eletrônicos é azul, o que estimula o cérebro a permanecer mais tempo ativo, afastando o sono e desregulando o ciclo biológico de sono-vigília.

Além disso, vários estudos comprovam que a luz azul também pode acelerar o envelhecimento da pele e estimular a pigmentação, sobretudo em peles mais escuras.

Mas não é só o celular que emite essa luz azulada que prejudica o sono, qualquer tela eletrônica tem esse mesmo efeito, como a TV, o tablet, o computador, e até mesmo as luzes fluorescentes que não são adequadas para dentro de casa. Assim, o ideal é que as telas não sejam usadas antes de ir dormir, ou por pelo menos 30 minutos antes de ir dormir e é aconselhado também proteger a pele ao longo do dia. 

Luz azul pode causar insônia e envelhecimento da pele

Principais riscos para saúde

O principal risco do uso das telas eletrônicas antes de dormir está relacionada com a dificuldade para pegar no sono. Assim, este tipo de luz pode ser capaz de afetar o ciclo natural do ser humano, o que, a longo prazo, pode resultar em um maior risco de desenvolver problemas de saúde, como:

  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Depressão;
  • Doenças cardiovasculares, como pressão alta ou arritmia.

Além destes riscos, este tipo de luz também causa maior cansaço nos olhos, uma vez que a luz azul é mais difícil de focar e, por isso, os olhos precisam estar constantemente se adaptando. A pele também é afetada por esta luz, que contribui para o envelhecimento cutâneo e estimula a pigmentação.

No entanto, ainda são precisos mais estudos para comprovar este tipo de riscos, sendo que onde parece haver maior conformidade é no efeito deste tipo de luz sobre o sono e sua qualidade.

Entenda que outros riscos pode causar o uso frequente do celular.

Como a luz azul afeta o sono

Quase todas as cores de luz conseguem afetar o sono, pois fazem com que o cérebro produza menos melatonina, que é o principal hormônio responsável por ajudar a pegar no sono durante a noite.

Porém, a luz azul, que é produzida por quase todos os aparelhos eletrônicos, parece ter um comprimento de onda que afeta mais a produção deste hormônio, reduzindo sua quantidade por até 3 horas após a exposição.

Dessa forma, pessoas que ficam expostas à luz de aparelhos eletrônicos até poucos momentos antes de dormir, podem ter níveis inferiores de melatonina, o que pode causar dificuldade para pegar no sono e, ainda, dificuldade para manter um sono de qualidade.

Como a luz azul afeta a pele

A luz azul contribui para o envelhecimento da pele porque penetra profundamente em todas as camadas, provocando a oxidação dos lípidos, levando consequentemente à liberação de radicais livres, que danificam as células da pele.

Além disso, a luz azul também contribui para a degradação das enzimas da pele, o que resulta na destruição das fibras de colágeno e na redução de produção de colágeno, tornando a pele mais envelhecida, desidratada e com propensão para a pigmentação, levando ao aparecimento de manchas, principalmente em pessoas com a pele mais escura.

Saiba como evitar as manchas no rosto causadas pelo uso do celular e computador.

O que fazer para reduzir a exposição

Para evitar os riscos da luz azul, é recomendado ter alguns cuidados como:

  • Instalar aplicativos no celular que permitem que a luminosidade seja alterada do azul para o amarelo ou alaranjado;
  • Evitar o uso de aparelhos eletrônicos até 2 ou 3 horas antes de dormir;
  • Preferir luzes amarelas quentes ou avermelhadas para iluminar a casa durante a noite;
  • Utilizar óculos que bloqueiam a luz azul;
  • Colocar um protetor de ecrã no celular e no tablet, que proteja da luz azul;
  • Usar proteção no rosto que proteja da luz azul, e que tenha antioxidantes na composição, que neutralizam os radicais livres.

Além disso, também é recomendado reduzir a utilização destes dispositivos.


Bibliografia

  • TOSINI, Gianluca et al.. Effects of blue light on the circadian system and eye physiology. Molecular vision. Vol.22. 67-68, 2016
  • CHI, Heng-Yu. Effects of Screen Light Filtering Software on Sleep and Morning Alertness. Tese de Mestrado, 2017. Central Washington University.
  • HETTWER, Stefan, et. al.. Blue light protecting cosmetic active ingredients: a case report. Journal of Dermatology & Cosmetology. 4. 1; 94-97, 2017
  • NAKASHIMA, Yuya et. al.. Blue light-induced oxidative stress in live skin. Free Radical Biology and Medicine. 108. 300-310, 2017
  • FALCONE D. et. al.. Effects of blue light on inflammation and skin barrier recovery following acute perturbation. Pilot study results in healthy human subjects. Photodermatol Photoimmunol Photomed. 34. 3; 184-193, 2017
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