Luz azul: principais riscos para a saúde e o que fazer

Maio 2021

Usar o celular à noite, antes de dormir, pode causar insônia e diminuir a qualidade do sono, e ainda aumentar as chances de depressão ou de pressão alta. Isso acontece porque a luz emitida pelos aparelhos eletrônicos é azul, o que estimula o cérebro a permanecer mais tempo ativo, afastando o sono e desregulando o ciclo biológico de sono-vigília.

Além disso, vários estudos comprovam que a luz azul também pode acelerar o envelhecimento da pele e estimular a pigmentação, sobretudo em peles mais escuras.

Mas não é só o celular que emite essa luz azulada que prejudica o sono, qualquer tela eletrônica tem esse mesmo efeito, como a TV, o tablet, o computador, e até mesmo as luzes fluorescentes que não são adequadas para dentro de casa. Assim, o ideal é que as telas não sejam usadas antes de ir dormir, ou por pelo menos 30 minutos antes de ir dormir e é aconselhado também proteger a pele ao longo do dia. 

Luz azul: principais riscos para a saúde e o que fazer

Principais riscos para saúde

O principal risco do uso das telas eletrônicas antes de dormir está relacionada com a dificuldade para pegar no sono. Assim, este tipo de luz pode ser capaz de afetar o ciclo natural do ser humano, o que, a longo prazo, pode resultar em um maior risco de desenvolver problemas de saúde, como diabetes, obesidade, depressão, pressão alta ou arritmia.

1. Insônia

Quase todas as cores de luz conseguem afetar o sono, pois fazem com que exista diminuição da produção de melatonina, que é o hormônio responsável por ajudar a pegar no sono durante a noite. Porém, a luz azul, que é produzida por quase todos os aparelhos eletrônicos, parece ter um comprimento de onda que afeta mais a produção deste hormônio, reduzindo sua quantidade por até 3 horas após a exposição.

Dessa forma, pessoas que ficam expostas à luz de aparelhos eletrônicos até poucos momentos antes de dormir, podem ter níveis inferiores de melatonina, o que pode causar dificuldade para pegar no sono e, ainda, dificuldade para manter um sono de qualidade.

2. Vista cansada

A exposição frequente à luz azul pode causar maior cansaço nos olhos, já que é mais difícil focar com a luz azul e, por isso, os olhos precisam estar constantemente se adaptando. Assim, devido à vista cansada, é possível também sentir dor no olho, vermelhidão, lacrimejamento e coceira, por exemplo.

3. Problemas de pele

A luz azul contribui para o envelhecimento da pele porque penetra profundamente em todas as camadas, provocando a oxidação dos lípidos, levando consequentemente à liberação de radicais livres, que danificam as células da pele.

Além disso, a luz azul também contribui para a degradação das enzimas da pele, o que resulta na destruição das fibras de colágeno e na redução de produção de colágeno, tornando a pele mais envelhecida, desidratada e com propensão para a pigmentação, levando ao aparecimento de manchas, principalmente em pessoas com a pele mais escura.

Luz azul: principais riscos para a saúde e o que fazer

O que fazer

Para evitar os riscos da luz azul, é recomendado ter alguns cuidados como:

  • Instalar aplicativos no celular que permitem que a luminosidade seja alterada do azul para o amarelo ou alaranjado;
  • Evitar o uso de aparelhos eletrônicos até 2 ou 3 horas antes de dormir;
  • Preferir luzes amarelas quentes ou avermelhadas para iluminar a casa durante a noite;
  • Utilizar óculos que bloqueiam a luz azul;
  • Colocar um protetor de tela no celular e no tablet, que proteja da luz azul;
  • Usar proteção no rosto que proteja da luz azul, e que tenha antioxidantes na composição, que neutralizam os radicais livres.

Além disso, também é recomendado reduzir a utilização destes dispositivos, principalmente cerca de 30 minutos antes de dormir.

Esta informação foi útil?

Bibliografia

  • TOSINI, Gianluca et al.. Effects of blue light on the circadian system and eye physiology. Molecular vision. Vol.22. 67-68, 2016
  • CHI, Heng-Yu. Effects of Screen Light Filtering Software on Sleep and Morning Alertness. Tese de Mestrado, 2017. Central Washington University.
  • HETTWER, Stefan, et. al.. Blue light protecting cosmetic active ingredients: a case report. Journal of Dermatology & Cosmetology. 4. 1; 94-97, 2017
  • NAKASHIMA, Yuya et. al.. Blue light-induced oxidative stress in live skin. Free Radical Biology and Medicine. 108. 300-310, 2017
  • FALCONE D. et. al.. Effects of blue light on inflammation and skin barrier recovery following acute perturbation. Pilot study results in healthy human subjects. Photodermatol Photoimmunol Photomed. 34. 3; 184-193, 2017
Mais sobre este assunto: