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O que são as glândulas salivares, qual sua função e problemas comuns

Atualizado em Novembro 2019

As glândulas salivares são estruturas localizadas na boca e que têm como função produzir e secretar a saliva, que possui enzimas responsáveis por facilitar o processo digestivo do alimento e por manter a lubrificação da garganta e da boca, evitando ressecamento.

Em algumas situações, como infecções ou formação de pedras salivares, a função da glândula salivar pode ser prejudicada, resultando em sintomas como inchaço da glândula afetada, que pode ser percebido através do inchaço do rosto, além de dor para abrir a boca e para engolir, por exemplo. Nessas situações, é importante que a pessoa vá ao dentista ou clínico geral para que a causa seja investigada e seja iniciado o tratamento adequado.

O que são as glândulas salivares, qual sua função e problemas comuns

Função das glândulas salivares

A principal função das glândulas salivares é a produção e secreção de saliva, que acontece quando há alimentos na boca ou como consequência de estímulo olfativo, além de acontecer regularmente com o objetivo de manter a lubrificação e higiene da boca, pois possui enzimas capazes de eliminar bactérias e, assim, reduzir o risco de cárie.

A saliva produzida e secretada também é rica em enzimas digestivas, como a ptialina, também conhecida como amilase salivar, que é responsável pela primeira etapa do processo digestivo, que corresponde à degradação do amido e amolecimento dos alimentos, permitindo a sua deglutição. Entenda como funciona o processo digestivo.

As glândulas salivares estão presentes na boca e podem ser classificadas de acordo com a sua localização em:

  • Glândulas parótidas, que é a maior glândula salivar e está localizada na frente da orelha e atrás da mandíbula;
  • Glândulas submandibulares, que fica presente na parte posterior da boca;
  • Glândulas sublinguais, que são pequenas e estão localizadas por baixo da língua.

Todas as glândulas salivares produzem saliva, no entanto as glândulas parótidas, que são maiores, são responsáveis pela maior produção e secreção de saliva.

Que problemas podem acontecer?

Algumas situações podem interferir no funcionamento das glândulas salivares, podendo ter consequências para o bem-estar e qualidade de vida da pessoa. A principal alteração relacionada à glândula salivar é a obstrução do ducto salivar devido à presença de pedras formadas no local.

As alterações das glândulas salivares podem variar de acordo com a sua causa, evolução e prognóstico, sendo as principais alterações relacionadas a essas glândulas:

1. Sialoadenite

A sialoadenite corresponde à inflamação da glândula salivar devido a infeção por vírus ou bactérias, obstrução do ducto ou presença de cálculo salivar, resultando em sintomas que podem ser desconfortáveis para a pessoa, como dor constante na boca, vermelhidão das mucosas, inchaço da região debaixo da língua e boca seca.

No caso da sialoadenite envolver a glândula parótida, é possível também que seja percebido inchaço na lateral do rosto, que é o local em que essa glândula pode ser encontrada. Saiba reconhecer os sinais de sialoadenite.

O que fazer: A sialoadenite normalmente desaparece sozinha, não sendo necessário realizar qualquer tipo de tratamento específico. No entanto, quando é persistente, é recomendado ir ao dentista ou ao clínico geral para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, que varia de acordo com a causa, podendo ser indicado antibiótico, no caso de se verificar infecção, ou uso de medicamentos anti-inflamatórios com o objetivo de reduzir os sinais e sintomas.

2. Sialolitíase

A sialolitíase pode ser popularmente definida como sendo a presença de pedras salivares no ducto salivar, causando a sua obstrução, o que pode ser percebido através de sinais e sintomas como dor no rosto e na boca, inchaço, dificuldade para engolir e boca seca.

Ainda não se sabe a causa da formação das pedras salivares, porém sabe-se que as pedras são resultado da cristalização de substâncias presentes na saliva e que pode ser favorecida por uma alimentação inadequada ou uso de alguns medicamentos que são capazes de reduzir a quantidade de saliva produzida.

O que fazer: O tratamento para a sialolitíase deve ser recomendado pelo médico e pode variar de acordo com o tamanho da pedra. No caso de pedras pequenas, pode ser recomendado que a pessoa beba bastante água para favorecer a saída da pedra do ducto salivar. Por outro lado, quando a pedra é muito grande, o médico pode indicar a realização de um pequeno procedimento cirúrgico para remover a pedra. Entenda como é feito o tratamento da sialolitíase.

3. Câncer das glândulas salivares

O câncer das glândulas salivares é uma doença rara que pode ser percebida a partir do surgimento de alguns sinais e sintomas, como aparecimento de nódulo no rosto, pescoço ou boca, dor e dormência no rosto, dificuldade para abrir a boca e engolir e fraqueza nos músculos do rosto.

Apesar de ser uma alteração maligna, esse tipo de câncer é totalmente tratável e curável, no entanto é importante que o diagnóstico seja feito rápido e o tratamento iniciado logo em seguida.

O que fazer: No caso de câncer das glândulas salivares, é importante que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível com o objetivo de evitar metástases e piora do quadro clínico da pessoa. Assim, dependendo do tipo de câncer e de sua extensão, o médico pode recomendar a realização de cirurgia, para retirar o máximo de células tumorais, além de radioterapia e quimioterapia, que pode ser realizados de forma isolada ou em conjunto.

Conheça mais sobre o câncer das glândulas salivares.

4. Infecções

As glândulas salivares também pode ter seu funcionamento alterado e ficarem inchadas devido a infecções, que pode ser por fungos, vírus ou bactérias. A infecção mais comum é a pelo vírus da família Paramyxoviridae, que é responsável pela caxumba, também conhecida como parotidite infecciosa.

Os sinais da caxumba surgem até 25 dias após o contato com vírus e o principal sintoma da caxumba é o inchaço na lateral do rosto, na região entre a orelha e o queixo, devido à inflamação da glândula parótida, além de dor de cabeça e no rosto, dor ao engolir e ao abrir a boca e sensação de boca seca.

O que fazer: O tratamento para a parotidite tem como objetivo aliviar os sintomas, podendo ser recomendado pelo médico o uso de analgésicos para aliviar o desconforto, bem como repouso e ingestão de bastante líquidos, para que seja mais fácil a eliminação do vírus do organismo.

5. Doenças autoimunes

Algumas doenças autoimunes também podem deixar as glândulas salivares mais inchadas e com a funcionalidade comprometida, como é o caso da Síndrome de Sjögren, que é uma doença auto-imune em que há inflamação de várias glândulas do corpo, incluindo a salivar e a lacrimal. Com isso, surgem sintomas como boca seca, olhos secos, dificuldade para engolir, pele ressecada e aumento do risco de infecções na boca e nos olhos. Conheça outros sintomas da Síndrome de Sjögren.

O que fazer: O tratamento para a Síndrome de Sjögren é feito com o objetivo de aliviar os sintomas, por isso o médico pode recomendar o uso de colírios lubrificantes, salivas artificiais e anti-inflamatórios para diminuir a inflamação das glândulas.

Bibliografia >

  • HALL, John. Tratado de fisiologia médica. 13 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. 819-820.
  • FLINT, Paul et al. Otorrinolaringologia: cirurgia de cabeça e pescoço. 6 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. 589-603.
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