Febre tifoide: o que é, sintomas, transmissão e prevenção

Revisão médica: Dr. Arthur Frazão
Oftalmologista
dezembro 2021

A febre tifoide é uma doença infecciosa causada pela bactéria Salmonella typhi, que pode levar ao aparecimento de alguns sintomas, como febre alta, falta de apetite, tosse seca, calafrios, aumento do baço e pintinhas vermelhas na pele.

A febre tifoide está relacionada com baixos níveis socioeconômicos, principalmente com más condições de saneamento e de higiene pessoal e, por isso, a transmissão dessa doença acontece principalmente por meio do consumo de água e alimentos contaminados.

É importante que o tratamento para febre tifoide seja feito assim que forem identificados os primeiros sinais e sintomas da doença, pois assim é possível prevenir complicações da doença, como hemorragias abdominais, perfuração do intestino ou infecção generalizada, por exemplo. Assim, é recomendado que a pessoa permaneça em repouso, beba bastante líquidos e faça uso de antibióticos de acordo com a orientação médica.

Sintomas da febre tifoide

Os sintomas iniciais da febre tifoide são leves, já que a bactéria pode demorar entre 1 a 3 semanas para se multiplicar e levar ao desenvolvimento de sinais e sintomas mais perceptíveis e mais graves. Os principais sintomas indicativos de febre tifoide são:

  • Febre alta;
  • Calafrios;
  • Tosse seca;
  • Dor na barriga;
  • Prisão de ventre ou diarreia;
  • Vômitos;
  • Dor de cabeça;
  • Mal-estar geral;
  • Aumento do baço e do fígado;
  • Perda de apetite;
  • Tosse seca;
  • Alteração dos batimentos cardíacos;
  • Pintinhas avermelhadas na pele, principalmente no peito e na região do abdômen.

É importante que a febre tifoide seja identificada e tratada logo em seguida, pois assim é possível prevenir o desenvolvimento de complicações que podem colocar a vida da pessoa em risco, como hemorragia abdominal, perfuração do intestino e infecção generalizada.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da febre tifoide é feito pelo clínico geral ou infectologista a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa, além de ser também ser considerado os hábitos de vida e de higiene da pessoa.

Além disso, são realizados exames de sangue, fezes e urina para identificar alterações nos exames sugestivas de infecção pela bactéria. Além disso, podem ser solicitados exames microbiológicos, como a coprocultura e a hemocultura com o objetivo de identificar a presença da Salmonella typhi e, assim, ser possível confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento mais adequado.

Como acontece a transmissão

A transmissão da bactéria responsável pela febre tifoide acontece principalmente através do consumo de água e alimentos contaminados pela urina ou fezes contendo a bactéria. Os principais alimentos relacionados com a transmissão da febre tifoide são leite não pasteurizado, frutos do mar, hortaliças, legumes, verduras e frutas não lavadas.

Além disso, é possível haver transmissão da doença ao entrar em contato com as mãos ou secreções de uma pessoa portadora da doença.

Como é o tratamento

Normalmente o tratamento da febre tifoide pode ser feito em casa com a administração de antibióticos, receitados pelo médico, como Cloranfenicol por cerca de 14 dias. No caso de resistência da Salmonella typhi ao Cloranfenicol, o médico pode indicar outros antibióticos como Ampicilina, Sulfametoxazol-Trimetoprim, Amoxicilina, Ciprofloxacino ou Ceftriaxona, por exemplo. É importante que o tratamento com antibióticos seja feito conforme a orientação médica, mesmo que não existam mais sinais ou sintomas aparentes, pois assim é possível garantir a eliminação da bactéria.

É indicado também que a pessoa permaneça em repouso e tenha uma alimentação leve e pobre em calorias e gorduras e ingestão de líquidos para o paciente ficar hidratado. Nos casos mais graves, pode ser necessário que o indivíduo fique internado para ser vigiado e receber soro e antibióticos pela veia.

É aconselhado beber bastante água filtrada ou chá para se manter hidratado, deve-se evitar alimentos ricos em gordura e açúcar. Para baixar a febre podem ser tomados vários banhos ao longo do dia, além da toma do paracetamol ou dipirona nos horários recomendados. Não se deve tomar laxantes para soltar o intestino ou consumir alimentos que prendem o intestino, em caso de diarreia.

Normalmente após o 5º dia de tratamento com antibiótico, a pessoa não apresenta mais os sintomas da doença, no entanto é importante que o tratamento seja continuado conforme a orientação do médico, uma vez que a bactéria pode permanecer no organismo por cerca de 4 meses sem causar sintoma.

Prevenção da febre tifoide

As recomendações para febre tifoide, que devem ser seguidas para prevenir a febre tifoide e também durante o tratamento, incluem:

  • Lavar as mãos antes e depois de usar o banheiro, antes das refeições e de preparar alimentos;
  • Ferver ou filtrar a água antes de bebê-la;
  • Não consumir alimentos mal cozidos ou crus;
  • Preferir alimentos cozidos;
  • Evitar fazer refeições fora de casa;
  • Evitar frequentar locais com más condições sanitárias e de higiene;
  • Não deixar a criança aceitar comida de estranhos nem beber água dos bebedouros da escola;
  • Avisar e não deixar a criança colocar objetos na boca porque podem estar contaminados;
  • Separar uma garrafa com água mineral ou água fervida ou filtrada só para a criança.

Além disso, para prevenir o desenvolvimento da febre tifoide, pode ser também recomendada a vacina para febre tifoide, que é indicada principalmente para pessoas que moram ou que irão viajar para locais com alta prevalência dessa doença.

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Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em dezembro de 2021. Revisão médica por Dr. Arthur Frazão - Oftalmologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

  • SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE. Febre tifoide. Disponível em: <http://epidemiologia.alfenas.mg.gov.br/download/sinan/febretifoide.pdf>. Acesso em 30 dez 2021
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual integrado de vigilância e controle da febre tifoide. 2010. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_integrado_vigilancia_febre_tifoide.pdf>. Acesso em 30 dez 2021
Revisão médica:
Dr. Arthur Frazão
Clínico geral
Médico generalista, especialista em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 2008, com registro profissional no CRM/PE 16878