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Exame FAN: o que é e para que serve

O exame FAN é um tipo de análise de sangue que avalia a quantidade de anticorpos anti-nucleares, responsáveis por atacar células e tecidos saudáveis do organismo. Dessa forma, este exame é usado quando existe suspeita de uma doença autoimune, já que nesses casos o corpo ataca as próprias células.

Embora seja normal ter um resultado baixo no exame de FAN, quando esse número é muito elevado, pode significar que existe uma doença autoimune, que precisa ser identificada e tratada o mais rápido possível para aliviar os sintomas.

Exame FAN: o que é e para que serve

Para que serve

Este exame FAN pode ajudar a diagnosticar doenças autoimunes como:

Geralmente, o médico pode desconfiar destas doenças se a pessoa estiver com sintomas que demoram muito tempo para desaparecer como manchas vermelhas no corpo, inchaço, dor constante nas articulações, cansaço excessivo ou febre leve, por exemplo.

Como é feito o exame

Este exame é muito simples, sendo apenas necessário retirar sangue através de uma agulha, que depois será analisado em laboratório, A coleta de sangue normalmente é feita no hospital, mas também pode ser feita em clínicas especializadas, tanto em adultos como crianças. 

No caso dos bebês, a coleta normalmente é feita com uma pequena picada no pé, sem ser necessário utilizar a agulha.

Qual o preparo necessário

Não existe nenhum tipo de preparo especial para o exame FAN, sendo apenas recomendado informar o médico sobre a medicação que se está utilizando e possíveis problemas de saúde.

O que significam os resultados

Em pessoas saudáveis o exame FAN normalmente é negativo ou não reagente, apresentando valores como 1/40, 1/80 ou 1/160. No entanto, isso não significa que sempre que é negativo não existe uma doença autoimune. Dessa forma, mesmo dando negativo, e de acordo com os sintomas apresentados, o médico pode pedir outros exames para confirmar que não se trata de uma doença autoimune.

Já quando o resultado é positivo, ou reagente, geralmente apresenta valores de 1/320, 1/640 ou 1/1280. Além disso, existe ainda o padrão de positividade, que ajuda a distinguir melhor o tipo de doença e que pode incluir:

  • Nuclear homogêneo: pode indicar a presença de lúpus, artrite reumatóide ou artrite idiopática juvenil;
  • Nuclear pontilhado centromérico: normalmente pode ser sinal de esclerodermia;
  • Nuclear pontilhado fino: geralmente indica síndrome de Sjögren ou lúpus;
  • Nuclear pontilhado grosso: lúpus, artrite reumatoide ou esclerose;
  • Citoplasmático pontilhado fino: pode ser polimiosite ou dermatosite;
  • Membrana nuclear contínua: pode indicar hepatite autoimune ou lúpus;
  • Nucleolar pontilhado: normalmente é sinal de esclerose sistêmica.

Estes resultados devem ser sempre interpretados e avaliados por um médico e, em quase todos os casos, é necessário fazer mais exames antes de confirmar o diagnóstico.

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