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8 principais doenças autoimunes e o que fazer

As doenças autoimunes são aquelas caracterizadas pela resposta do sistema imunológico contra o próprio organismo, em que há destruição de células saudáveis pelo sistema imune, podendo resultar em algumas doenças como o lúpus, artrite reumatoide, anemia hemolítica e doença de Crohn, por exemplo, que devem ser identificadas e tratadas de acordo com a orientação do médico.

O diagnóstico das doenças autoimunes é normalmente feito através da observação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa, que varia de acordo com a doença, e por meio de exames imunológicos, moleculares e de imagem.

8 principais doenças autoimunes e o que fazer

As principais doenças autoimunes são:

1. Lúpus Eritematoso Sistêmico

O lúpus eritematoso sistêmico, também conhecido por LES, é uma doença autoimune em que as células de defesa do organismo atacam as células saudáveis do organismo, resultando em inflamação nas articulações, olhos, rins e pele, por exemplo. Essa doença acontece devido a mutações genéticas que surgem durante o desenvolvimento fetal e, por isso, é normal que os sinais e sintomas do LES surjam em pacientes jovens.

Principais sintomas: Os sintomas de lúpus surgem em surtos, ou seja, a pessoa possui períodos sem sintomas e outros com sintomas, sendo esse período normalmente desencadeado por fatores que interfiram no funcionamento do sistema imunológico ou que favoreçam o aparecimento das manifestações clínicas, como o uso de alguns medicamentos ou exposição prolongada ao sol.

O principal sintoma de LES é o aparecimento de mancha vermelha no rosto em forma de borboleta, além de também poder haver dor nas articulações, cansaço excessivo e aparecimento de feridas na boca e no nariz. Na presença desses sintomas, o clínico geral ou reumatologista indica a realização de exames de urina e de sangue que ajudam a concluir o diagnóstico, podendo ser verificada a presença de grandes quantidade de proteína na urina, alterações no hemograma e presença de autoanticorpos.

Como é o tratamento: O tratamento para o LES deve ser feito de acordo com a recomendação do reumatologista ou do clínico geral e tem como objetivo aliviar os sintomas e evitar que apareçam de forma frequente e extensa, já que essa doença não tem cura. Assim, o médico pode indicar o uso de medicamentos anti-inflamatórios, corticoides e imunossupressores.

Entenda como é feito o diagnóstico e tratamento do lúpus eritematoso sistêmico.

2. Artrite Reumatoide

A artrite reumatoide é caracterizada pela inflamação e inchado das articulações devido à ação do sistema imune contra o próprio organismo. A causa da artrite reumatoide ainda não é muito bem esclarecida, mas acredita-se que alguns fatores podem favorecer o desenvolvimento dessa doença, como infecção por vírus ou bactérias por exemplo.

Principais sintomas: Os sintomas de artrite reumatoide, assim como acontece no lúpus, podem aparecer e desaparecer sem qualquer explicação, sendo o principal a vermelhidão, o inchaço e a dor na articulação. Além disso, pode ser observada rigidez e dificuldade para movimentar a articulação, febre, cansaço e mal-estar. Saiba reconhecer os sintomas de artrite reumatoide.

Como é o tratamento: O tratamento deve ser recomendado pelo reumatologista ou clínico geral, sendo normalmente indicado o uso de medicamentos anti-inflamatórios para diminuir a inflamação e aliviar os sintomas. Além disso, é importante que seja feita fisioterapia para evitar que aconteça a limitação da amplitude do movimento da articulação.

3. Esclerose múltipla

A esclerose múltipla é caracterizada pela destruição da bainha de mielina, que é a estrutura que recobre os neurônios e permite a transmissão do impulso nervoso, pelas próprias células do sistema imunológico, resultando no comprometimento do sistema nervoso.

Principais sintomas: Os sintomas da esclerose múltipla são progressivos, ou seja, pioram à medida que há comprometimento do sistema nervoso, resultando em fraqueza muscular, cansaço excessivo, formigamento nos braços ou pernas, dificuldade para andar, incontinência fecal ou urinária, alterações visuais e perda da memória, por exemplo. Dessa forma, à medida que a doença progride, a pessoa torna-se cada vez dependente, o que interfere diretamente na sua qualidade de vida.

Como é o tratamento: O tratamento para a esclerose múltipla normalmente envolve o uso de medicamentos para evitar a progressão da doença e para promover o alívio dos sintomas, como anti-inflamatórios, imunoglobulinas e corticoides. Além disso, é importante que a pessoa realize sessões de fisioterapia regularmente para que os músculos sejam constantemente ativados e, assim, a atrofia completa possa ser evitada. Confira no vídeo a seguir como deve ser o tratamento fisioterápico da esclerose múltipla:

Exercícios para ESCLEROSE MÚLTIPLA

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4. Tireoidite de Hashimoto

A tireoidite de Hashimoto é caracterizada pela inflamação da tireoide devido ao ataque do sistema imune às células da tireoide, resultando em uma atividade aumentada ou normal da tireoide, que logo é seguido por uma baixa atividade, se desenvolvendo um hipotireoidismo.

Principais sintomas: Os sintomas relacionados com a tireoidite de Hashimoto são semelhantes aos do hipotireoidismo, havendo cansaço excessivo, queda de cabelo, pele fria e pálida, baixa intolerância ao frio, aumento fácil do peso e dores musculares ou na articulação.

Como os sintomas da tireoidite de Hashimoto são os mesmos do hipotireoidismo, o endocrinologista necessita que a pessoa realize alguns exames que avaliam o funcionamento da tireoide para que seja confirmada a doença auto-imune e, assim, possa ser iniciado o tratamento mais adequado. Assim, pode ser recomendado a realização da dosagem de T3, T4 e TSH, além da dosagem da antiperoxidase tireoidiana, também chamada de anti-TPO, que é um anticorpo produzido pelo sistema imune que encontra-se aumentado na tireoidite de Hashimoto. Saiba mais sobre o anti-TPO e o que significa quando está alto.

Como é o tratamento: O tratamento para a tireoidite de Hashimoto só é indicado pelo endocrinologista quando a pessoa apresenta sintomas, sendo nesses casos recomendada a realização de reposição hormonal com Levotiroxina por um período de 6 meses. É importante também ter atenção à alimentação, ingerindo alimentos ricos em iodo, zinco e selênio, por exemplo, que são nutrientes que favorecem o bom funcionamento da tireoide.

5. Anemia hemolítica

A anemia hemolítica acontece quando o sistema imune passa a produzir anticorpos que atuam destruindo as hemácias do sangue, causando a anemia. Esse tipo de anemia é mais comum em adultos jovens e ainda não se sabe exatamente qual a razão pela qual há produção de anticorpos contra as hemácias, no entanto acredita-se que a desregulação do sistema imune por alguma infecção, o uso de alguns medicamentos ou a presença de doença autoimune podem favorecer a ocorrência da anemia hemolítica.

Principais sintomas: Os sintomas de anemia hemolítica estão relacionados com a diminuição da quantidade de hemácias, hemoglobina e, consequentemente, de oxigênio circulantes no sangue, havendo fraqueza, palidez, perda de apetite, dor de cabeça, unhas fracas, falha da memória, pele seca e indisposição.

Apesar de muitas vezes não ser possível identificar a causa da anemia hemolítica autoimune, é importante que sejam feitos exames diagnósticos para verificar se há doenças ou fatores desencadeantes, como por exemplo hemograma, contagem de reticulócitos, dosagem da bilirrubina e testes imunológicos, como o teste de coombs direto.

Como é o tratamento: O tratamento indicado pelo médico normalmente envolve o uso de medicamentos para regular a atividade do sistema imune, como corticoides e imunossupressores. Além disso, em alguns casos o médico pode indicar a remoção do baço, chamada de esplenectomia, já que é nesse órgão que as hemácias são destruídas. Entenda como é feito o tratamento para anemia hemolítica.

6. Vitiligo

O vitiligo é uma doença caracterizada pela destruição dos melanócitos, que são as células responsáveis pela produção da melanina, substância responsável pela cor da pele. A causa do vitiligo ainda não é muito bem esclarecida, no entanto está frequentemente associada à desregulação do sistema imune, levando à destruição dos melanócitos pelas próprias células do sistema imune.

Principais sintomas: Devido à destruição das células produtoras de melanina, surgem várias manchas brancas na pele, o que é característico do vitiligo. Essas manchas aparecem com mais frequente em locais que estão mais expostos ao sol, como mãos, braços, rosto e lábios.

Como é o tratamento: O tratamento do vitiligo deve ser orientado pelo dermatologista, pois a pessoa precisa ter vários cuidados com a pele, já que fica mais sensível, além de ser necessário passar cremes e pomadas com corticoides ou imunossupressores, além de poder haver a necessidade de realização de fototerapia.

8 principais doenças autoimunes e o que fazer

7. Síndrome de Sjögren

Essa síndrome é caracterizada pela produção de autoanticorpos responsáveis pela inflamação crônica e progressivas das glândulas do corpo, como as salivares e as lacrimais, resultando no ressecamento das mucosas.

Principais sintomas: Como há o acometimento de glândulas responsáveis pela hidratação de olhos e boca, por exemplo, os principais sintomas observados são olhos e boca secos, dificuldade para engolir, dificuldade para falar por muito tempo, maior sensibilidade à luz, sensação de vermelhidão nos olhos e aumento do risco de infecções.

Essa doença pode acontecer apenas devido a alterações da imunidade ou associada a outras doenças autoimunes, como artrite reumatoide, lúpus e esclerodermia. Por isso, é importante que o médico solicite a pesquisa de autoanticorpos para verificar se há outra doença associada e, dessa forma, indicar o melhor tratamento.

Como é o tratamento: O tratamento indicado pelo médico tem como objetivo aliviar os sintomas apresentados podendo ser indicado o uso de saliva artificial e colírios lubrificantes, além de medicamentos anti-inflamatórios e imunossupressores. Veja outras opções de tratamento para a síndrome de Sjogren.

8. Diabetes tipo 1

A diabetes do tipo 1 também é uma doença autoimune, isso porque acontece devido ao ataque das células imunológicas às células pancreáticas responsáveis pela produção de insulina, não havendo reconhecimento da quantidade de glicose circulante, o que faz com que cada vez mais glicose seja acumulada no sangue. É mais comum em crianças e adolescentes, mas também pode acontecer em adultos-jovens.

Principais sintomas: Os principais sintomas relacionados com a diabetes do tipo 1 é a vontade frequente para urinar, muita sede, fome excessiva e perda de peso sem causa aparente.

É importante que o médico realize outros exames além da glicose em jejum e da hemoglobina glicada para diagnosticar a diabetes tipo 1, já que os sintomas são semelhantes aos da diabetes tipo 2. Saiba qual a diferença entre a diabetes tipo 1 e tipo 2. 

Como é o tratamento: Para esse tipo de diabetes o endocrinologista deve indicar o uso de insulina em várias doses durante o dia ou na forma de bomba, isso porque o pâncreas é incapaz de produzir insulina. Dessa forma, é possível manter os níveis de glicose circulante no sangue regulados.

Bibliografia >

  • FILHO, Geraldo B. Bogliolo: Patologia Geral. 6 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. 229-231; 234.
  • JOHN HOPKINS MEDICINE. What Are Common Symptoms of Autoimmune Disease?. Disponível em: <https://www.hopkinsmedicine.org/health/wellness-and-prevention/what-are-common-symptoms-of-autoimmune-disease>. Acesso em 25 Out 2019
  • BRITISH SOCIETY FOR IMMUNOLOGY. Autoimmunity. 2016. Disponível em: <https://www.immunology.org/sites/default/files/autoimmunity-briefing.pdf>. Acesso em 25 Out 2019
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