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Espermatogênese: o que é e como acontece

Atualizado em Outubro 2019

A espermatogênese corresponde ao processo de formação dos espermatozoides, que são as estruturas masculinas responsáveis pela fertilização de óvulo. A formação do espermatozoide normalmente tem início aos 13 anos, sendo contínuo durante toda a vida e diminuindo na velhice.

A espermatogênese é um processo altamente regulado por hormônios, como testosterona, hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo estimulante (FSH). Esse processo acontece diariamente, sendo produzidos milhares de espermatozoides por dia, que ficam armazenados no epidídimo após produção.

Os espermatozoides podem permanecer armazenados sem que percam a capacidade de fertilização, já que se encontram em um estado inativo controlado por algumas substâncias inibitórias presentes na secreção dos ductos. Após ejaculação, os espermatozoides tornam-se móveis e capazes de fertilizar o óvulo.

Espermatogênese: o que é e como acontece

Como acontece a espermatogênese

A espermatogênese acontece dentro dos túbulos seminíferos, que são estruturas presentes nos testículos responsáveis pela diferenciação das células germinativas em espermatozoides que, dentre outras células, são constituídos pelas células de Sertoli, que são importantes para a nutrição e amadurecimento das células germinativas, favorecendo o processo de espermatogênese.

A espermatogênese é um processo complexo que dura entre 60 e 80 dias e que pode ser dividido didaticamente em algumas etapas:

1. Fase germinativa

A fase germinativa é a primeira fase da espermatogênese e acontece quando as células germinativas do período embrionário se dirigem para os testículos, onde permanecem inativas e imaturas, e são denominadas espermatogônias. Quando o menino atinge a puberdade, as espermatogônias, sob influencia hormonal e das células de Sertoli, proliferam-se de forma mais intensa por meio de divisões celulares do tipo mitose e dão origem aos espermatócitos primários.

Antes da puberdade há formação de espermatogônias, porém em menor intensidade, até porque o sistema endócrino e sistema reprodutor ainda estão em desenvolvimento.

2. Fase de crescimento

Os espermatócitos primários formados aumentam de tamanho e sofrem processo de meiose, para que o seu material genético seja duplicado, passando a ser denominado espermatócito secundário.

3. Fase de maturação

Após formação do espermatócito secundário, acontece o processo de maturação para dar origem à espermátide através da divisão meiótica.

4. Fase de diferenciação

Corresponde ao período de transformação da espermátide em espermatozoide, que dura aproximadamente 21 dias. Durante a fase de diferenciação, que também pode ser chamada de espermiogênese, acontece a formação do acrossoma pelo complexo de Golgi, que é uma estrutura presente na cabeça do espermatozoide que contém várias enzimas que favorecem a penetração no ovócito e sua fertilização, formação do flagelo, permitindo a mobilidade do espermatozoide, eliminação do citoplasma residual e compactação do material nuclear.

Apesar de possuírem flagelo, os espermatozoides formados só possuem de fato motilidade quando atravessam o epidídimo, que é um ducto altamente contorcido presente no testículo responsável pela coleta e armazenamento dos espermatozoides produzidos no testículo, adquirindo motilidade e capacidade de fertilização entre 18 e 24 horas.

Espermatogênese: o que é e como acontece

Regulação da espermatogênese

A espermatogênese é regulada por vários hormônios que não só favorecem o desenvolvimento dos órgãos sexuais masculinos, mas também a produção de espermatozoides. Um dos principais hormônios responsáveis pela produção dos espermatozoides é a testosterona, que é um hormônio produzido pelas células de Leydig, que são células presentes no testículo.

Além da testosterona, o hormônio luteinizante (LH) e o hormônio folículo-estimulante (FSH) são importantes para a produção de espermatozoides, pois estimulam as células de Leydig para produzir a testosterona e as células de Sertoli, para que haja a transformação das espermátides em espermatozoides.

Entenda como funciona a regulação hormonal do sistema reprodutor masculino.

Bibliografia >

  • MCANINCH, Jack W.; LUE, Tom F. Urologia Geral de Smith e Tanagho. 18 ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. 687-689.
  • HALL, John. Tratado de fisiologia médica. 13 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. 1021-1026.
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