Escitalopram (Lexapro): para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Atualizado em dezembro 2023

O escitalopram é um antidepressivo indicado para o tratamento ou a prevenção da recorrência da depressão, tratamento do transtorno de pânico, de ansiedade ou transtorno obsessivo compulsivo, por exemplo.

Esse remédio age através da recaptação de serotonina, um neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar, aumentando sua atividade no sistema nervoso central.

O escitalopram pode ser comprado em farmácias ou drogarias, sob a forma de gotas ou comprimidos, em sua forma genérica ou como Lexapro, vendido mediante apresentação de receita médica e retenção da receita pela farmácia.

Imagem ilustrativa número 1

Para que serve

O escitalopram é indicado para:

  • Tratamento e prevenção da recorrência da depressão;
  • Síndrome do pânico, com ou sem agorafobia;
  • Transtorno da ansiedade generalizada (TAG)
  • Transtorno de ansiedade social ou fobia social;
  • Transtorno obsessivo compulsivo.

Esse remédio é indicado para uso somente por adultos com mais de 18 anos, devendo seu uso ser indicado e orientado pelo médico.

Qual médico consultar?

O tratamento da depressão, distúrbios de ansiedade ou TOC deve ser feito pelo psiquiatra, que é o médico especializado na prevenção, diagnóstico e tratamento de e transtornos mentais, emocionais e comportamentais.

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Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.

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Como tomar e posologia

O escitalopram deve ser tomado via oral, uma vez por dia, com ou sem alimentos, e preferencialmente, sempre no mesmo horário, sendo que as gotas devem ser diluídas em água, suco de laranja ou de maçã, por exemplo.

As doses do escitalopram devem ser orientada pelo médico, de acordo com a condição a ser tratada a idade a pessoa, e incluem:

1. Depressão

A dose normalmente recomendada é de 1 comprimido de 10 mg ou 10 gotas por dia de escitalopram.

O médico pode decidir aumentá-la, se necessário, para 20 mg por dia, o que corresponde a 1 comprimido de 20 mg ou 20 gotas por dia.

2. Síndrome do pânico

A dose inicial é de 5 mg (5 gotas ou 1/2 comprimido de 10 mg) por dia durante a primeira semana de tratamento, devendo ser aumentada para 10 mg por dia a partir daí (10 gotas ou 1 comprimido de 10 mg) e, nos casos em que o médico considerar necessário, posteriormente até um máximo de 20 mg por dia (20 gotas ou 1 comprimido de 20 mg).

3. Transtorno de ansiedade social (fobia social)

A dose recomendada é de 10 mg (10 gotas ou 1 comprimido de 10 mg) de escitalopram, tomado em dose única diária.

O médico assistente pode diminuir a dose para 5 mg por dia (5 gotas ou 1/2 comprimido de 10 mg) ou aumentar a dose até um máximo de 20 mg por dia (20 gotas ou 1 comprimido de 20 mg), dependendo de como a pessoa responde ao tratamento.

4. Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)

A dose recomendada de escitalopram é de 10 mg (10 gotas ou 1 comprimido de 10 mg) em dose única ao dia, porém pode ser aumentada pelo médico até o máximo de 20 mg por dia (20 gotas ou 1 comprimido de 20 mg), se considerar necessário.

5. Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

A dose inicial normalmente recomendada é de 1 comprimido de 10 mg ou 10 gotas de escitalopram, por dia. 

Essa dose pode ser aumentada pelo médico para no máximo 20 mg por dia, dependendo da resposta da pessoa ao tratamento.

Possíveis efeitos colaterais

Alguns dos efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento com escitalopram são:

  • Náusea;
  • Dor de cabeça;
  • Coriza;
  • Aumento ou diminuição do apetite;
  • Ansiedade;
  • Dificuldade para dormir;
  • Sonolência durante o dia;
  • Tonturas;
  • Tremores;
  • Sensação de agulhada na pele;
  • Diarreia ou prisão de ventre;
  • Vômitos;
  • Boca seca;
  • Aumento da produção de suor.

Além disso, algumas pessoas podem apresentar dor nos músculos, dor nas articulações, distúrbios sexuais, febre, cansaço e aumento de peso.

Quem não deve tomar

O escitalopram está contraindicado em crianças com idade inferior a 18 anos, pessoas com alergia aos componentes da fórmula, ou que tenham arritmia cardíaca, ou que estejam em tratamento com medicamentos inibidores da monoaminoxidase (IMAO), incluindo selegilina, moclobemida e linezolida ou medicamentos para arritmia ou que podem afetar o ritmo cardíaco.

Em caso de gravidez, amamentação, epilepsia, existência de problemas nos rins ou no fígado, diabetes, diminuição dos níveis de sódio no sangue, tendência para sangramentos ou manchas roxas, terapia eletroconvulsiva, doença cardíaca coronariana, problemas cardíacos, história de infarto, problemas de dilatação das pupilas ou irregularidades nos batimentos cardíacos, o uso do escitalopram só deve ser feito sob prescrição médica.