Epilepsia focal: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento

Epilepsia focal é um distúrbio neurológico em que as convulsões se originam pela atividade anormal em apenas uma área do cérebro, causando sintomas como formigamento, movimentos bruscos ou olhar fixo, sem perda da consciência.

Esse tipo de epilepsia é pode afetar adultos ou idosos, sendo causada por malformações vasculares, AVC, tumores cerebrais ou traumas, mas também pode afetar crianças ou adolescentes, sendo mais comum de ocorrer devido a displasias ou câncer de baixo grau.

O tratamento da epilepsia focal, também conhecida como epilepsia parcial ou crise jacksoniana, é feito pelo neurologista ou neuropediatra e, normalmente, envolve o uso de remédios anticonvulsivantes e, em alguns casos, neuroestimulação ou cirurgia.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de epilepsia focal

Os principais sintomas de epilepsia focal são:

  • Sensação de formigamento ou dormência;
  • Movimentos bruscos ou involuntários;
  • Aperto ou contração muscular;
  • Olhar fixo no espaço;
  • Movimentos rápidos dos olhos;
  • Alucinações.

Os sintomas da convulsão focal variam de acordo com a parte do cérebro afetada, sendo que nas crises parciais complexas, podem surgir sintomas de aura epiléptica, como sensação de ouvir, sentir, cheirar, provar ou sentir coisas que não estão presentes. Saiba identificar os sintomas de aura epiléptica.

Na presença de sintomas de epilepsia focal, deve-se consultar o neurologista ou neuropediatra para que seja diagnosticado, identificada sua causa e iniciado o tratamento mais adequado.

Quanto tempo dura uma epilepsia focal?

A convulsão focal pode durar cerca de 2 a 3 minutos, algumas horas, ou em casos mais graves, alguns dias, o que varia com o tipo de epilepsia focal e área do cérebro afetada.

No caso de duração prolongada, ou seja, por mais de alguns minutos, deve-se levar a pessoa ao hospital, para iniciar o tratamento para interromper ou controlar a crise convulsiva, o que geralmente é feito com o uso de remédios anticonvulsivantes na veia.

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Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da epilepsia focal é feito pelo neurologista ou neuropediatra através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exame físico e neurológico completo.

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Para detectar a área do cérebro em que a convulsão focal se iniciou, o médico deve solicitar um eletroencefalograma (EEG), no entanto, pode ter resultado normal depois que a convulsão passa.

Além disso, exames de imagem podem ser solicitados para identificar alterações nas estruturas cerebrais, como tomografia computadorizada, PET-CT ou tomografia computadorizada de emissão de fóton único (SPECT), por exemplo.

Outros exames são eletrocardiograma (ECG), Holter 24 horas, hemograma completo, painel metabólico, exames toxicológicos e exames da tireoide, para descartar outras condições com sintomas semelhantes. Saiba como é feito o exame toxicológico.

Possíveis causas

As principais causas da epilepsia focal são:

  • Fatores genéticos hereditários;
  • Malformações vasculares ou AVC;
  • Traumas ou lesões cerebrais;
  • Tumor cerebral ou câncer;
  • Doenças autoimunes, como lúpus, sarcoidose ou síndrome de Sjögren;
  • Displasia cerebral.

Além disso, infecções, como meningite, encefalite, neurocisticercose, malaria cerebral, toxoplasmose, tuberculose ou HIV, por exemplo, também podem causar epilepsia focal.

Tipos de epilepsia focal

A epilepsia focal pode ser classificada em diferentes tipos, que são:

1. Crise focal com consciência prejudicada

A crise focal com consciência prejudicada, também conhecida como crises parciais complexas ou crises focais complexas, é caracterizada pela perda da percepção do que está acontecendo.

Geralmente, antes da convulsão focal, a pessoa apresenta a aura epiléptica com sensações como sabor amargo ou ácido na boca, ouvir sons, sentir cheiros que não estão presentes, visão trêmula ou embaçada, flashes de luzes ou sensação de alfinetadas, calor ou formigamento na pele.

2. Convulsão consciente de início focal

A convulsão consciente de início focal, também conhecida como convulsões focais simples ou convulsões parciais simples, é caracterizada principalmente por a pessoa não perder a consciência durante a crise convulsiva, ou seja está acordada, consciente e é capaz de se recordar do episódio convulsivo.

3. Convulsão tônico-clônica focal a bilateral

A convulsão tônico-clônica focal a bilateral, também conhecida como convulsões tônico-clônicas generalizadas, é caracterizada por rigidez muscular, contrações musculares involuntárias no corpo todo, além de salivação excessiva e emissão de sons.

Leia também: Convulsão: o que é, sintomas, causas, tipos, tratamento (e o que fazer) tuasaude.com/convulsao

Como é feito o tratamento

O tratamento da epilepsia focal deve ser feito com orientação do neurologista ou neuropediatra com o objetivo de controlar os impulsos nervosos no cérebro e, assim, evitar ou diminuir a frequência e a intensidade das crises convulsivas focais.

Assim, podem ser indicados o uso de remédios antiepilépticos, como carbamazepina, lamotrigina, ácido valproico, topiramato ou gabapentina, por exemplo.

Leia também: Anticonvulsivantes: o que são, para que servem e principais tipos tuasaude.com/anticonvulsivantes

Já nos casos de epilepsia refratária, que é aquela que não melhora com o uso de remédios, o médico pode indicar outros tratamentos, como neuroestimulação ou cirurgia.

Além disso, junto com o tratamento médico, pode ser indicada a dieta cetogênica, que é rica em gorduras e pobre em carboidratos, o que diminui o risco de ter uma crise convulsiva. Veja todas as opções de tratamento para epilepsia.