A epicondilite medial, também conhecida como cotovelo de golfista, é uma condição que afeta os tendões da parte interna do cotovelo, geralmente devido a movimentos repetitivos do punho e do antebraço, que provocam pequenas lesões nos tendões.
Os principais sintomas da epicondilite medial são dor na parte interna do cotovelo, que pode se estender ao antebraço e ao punho, diminuição da força ao segurar objetos e desconforto ao dobrar o punho ou fechar a mão.
O tratamento da epicondilite medial é feito pelo ortopedista e pode incluir repouso, aplicação de compressa fria, remédios para aliviar a dor e fisioterapia com exercícios de alongamento e fortalecimento.
Sintomas de epicondilite medial
Os principais sintomas de epicondilite medial são:
-
Dor na parte interna do cotovelo;
-
Dor que pode se estender ao antebraço e ao punho;
-
Sensibilidade ao tocar a parte interna do cotovelo;
-
Diminuição da força ao segurar ou apertar objetos;
-
Dor ao dobrar o punho ou fechar a mão;
-
Desconforto ao levantar objetos ou realizar movimentos repetitivos com o braço.
Os sintomas podem piorar durante atividades que exigem esforço do punho e do antebraço e melhorar com o repouso. Em alguns casos, a dor também pode dificultar tarefas do dia a dia, como carregar sacolas ou abrir potes.
Diferença entre epicondilite lateral e medial
A principal diferença é a região do cotovelo afetada. A epicondilite lateral, também conhecida como cotovelo de tenista, afeta os tendões da parte externa do cotovelo, enquanto a epicondilite medial compromete os tendões da parte interna.
Leia também: Epicondilite lateral: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/epicondilite-lateralAs duas condições geralmente estão relacionadas à sobrecarga dos tendões devido a movimentos repetitivos do punho e do antebraço. No entanto, a epicondilite lateral costuma provocar dor ao estender o punho, enquanto a medial causar dor ao dobrá-lo.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da epicondilite medial é feito pelo ortopedista, por meio da avaliação dos sintomas, do histórico de saúde e do exame físico do cotovelo.
Durante a consulta, o médico pode pressionar a parte interna do cotovelo e solicitar movimentos do punho contra resistência para verificar a presença de dor e avaliar a força muscular.
Para uma avaliação dos sintomas de epicondilite medial, marque consulta com o ortopedista mais próximo da sua região:
Em alguns casos, podem ser solicitados exames complementares, como ultrassom ou ressonância magnética, para avaliar os tendões e identificar possíveis lesões.
No entanto, esses exames nem sempre são necessários, pois o médico geralmente consegue identificar a epicondilite medial por meio dos sintomas e do exame físico.
Teste para epicondilite medial
O teste para epicondilite medial é uma manobra feita pelo ortopedista durante o exame físico para verificar se os movimentos do punho provocam dor na parte interna do cotovelo.
Um dos testes mais utilizados consiste em pedir que a pessoa dobre o punho contra a resistência aplicada pelo médico, mantendo o cotovelo estendido ou ligeiramente dobrado.
Outro teste pode envolver a extensão passiva do cotovelo com o punho e os dedos estendidos, o que alonga os tendões da região e pode reproduzir a dor.
Esses testes ajudam na avaliação clínica, mas não confirmam o diagnóstico isoladamente. O médico também considera os sintomas, o exame físico e, quando necessário, exames de imagem para descartar outras causas de dor.
Principais causas
As principais causas e fatores associados à epicondilite medial são:
-
Movimentos repetitivos, como flexionar frequentemente o punho ou girar o antebraço;
-
Prática de esportes, como golfe, tênis, musculação e atividades que envolvem arremessos, que podem sobrecarregar os tendões do cotovelo;
-
Atividades profissionais, que envolvem carregar peso, apertar ferramentas ou realizar movimentos repetitivos com as mãos e os braços;
-
Aumento repentino da intensidade dos exercícios, como elevar a carga ou a frequência dos treinos sem uma adaptação gradual;
-
Técnica incorreta durante exercícios ou práticas esportivas, que pode aumentar a sobrecarga sobre os tendões;
-
Sobrecarga dos músculos do antebraço, que pode provocar pequenas lesões e alterações nos tendões, favorecendo o desenvolvimento da condição.
A epicondilite medial é causada principalmente pelo esforço excessivo ou repetitivo dos músculos e tendões responsáveis por dobrar o punho e movimentar os dedos.
Tratamento para epicondilite medial
O tratamento para epicondilite medial deve ser orientado pelo ortopedista, e geralmente envolve:
1. Repouso relativo
O repouso relativo consiste em reduzir temporariamente as atividades que provocam dor, como levantar pesos, apertar ferramentas ou realizar movimentos repetitivos com o punho.
No entanto, não significa manter o braço completamente parado, pois a movimentação leve, dentro do limite tolerado, ajuda a evitar a rigidez do cotovelo.
O retorno às atividades deve ser gradual, respeitando a melhora dos sintomas e evitando esforços excessivos durante a recuperação.
2. Aplicação de compressa fria
A aplicação de compressa fria pode ajudar a aliviar a dor, especialmente após atividades que sobrecarregam o cotovelo. Entretanto, essa medida ajuda no alívio dos sintomas, porém não trata sozinha as alterações dos tendões.
Para a compressa fria, pode-se usar uma bolsa de gelo envolvida em uma toalha por cerca de 15 a 20 minutos, evitando o contato direto com a pele. Saiba como fazer compressa fria.
3. Remédios
O ortopedista pode recomendar remédios analgésicos, como o paracetamol, ou anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, para aliviar a dor, conforme a necessidade e as condições de saúde da pessoa.
Além disso, pode ser também indicado o uso de pomadas anti-inflamatórias, como o Diclofenaco, por exemplo, para alívio da dor, podendo ser recomendado pelo médico passar no local cerca de 2 vezes por dia.
Leia também: Diclofenaco: para que serve, como usar e efeitos colaterais tuasaude.com/diclofenaco4. Fisioterapia
A fisioterapia é um dos principais tratamentos para a epicondilite medial, pois ajuda a melhorar a mobilidade do cotovelo, recuperar a força muscular e aumentar a capacidade dos tendões de suportar esforços.
Pode incluir exercícios de alongamento dos músculos do antebraço e fortalecimento progressivo dos tendões, além de movimentos para melhorar o controle do punho e do braço, sendo adaptados conforme a intensidade da dor.
Como complemento, o fisioterapeuta também pode utilizar recursos como estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS), ultrassom terapêutico, laser, fitas adesivas (kinesio tape) e massagem transversa profunda. Saiba para que serve a kinesio tape.
5. Órtese ou cotoveleira
O uso de órtese ou cotoveleira pode ser indicado quando as atividades diárias provocam dor. Dependendo do modelo, o acessório ajuda a distribuir a carga sobre os músculos e tendões do antebraço, reduzindo o esforço na região afetada.
A escolha do acessório e o tempo de utilização devem ser orientados pelo médico, pois o uso não substitui a fisioterapia nem a adaptação das atividades que causam sobrecarga.
6. Infiltrações
Em alguns casos, quando a dor persiste apesar do tratamento inicial, o ortopedista pode avaliar a possibilidade de infiltrações, que consistem na aplicação de substâncias na região afetada, como anestésicos e corticosteroides.
As infiltrações de corticosteroides podem aliviar a dor em curto prazo, mas o benefício pode não se manter a longo prazo. Além disso, aplicações repetidas podem enfraquecer os tendões e aumentar o risco de lesões.
7. Cirurgia
A cirurgia pode ser considerada quando a dor persiste por vários meses, geralmente de 6 a 12 meses, apesar do tratamento realizado adequadamente, incluindo fisioterapia e adaptação das atividades.
O procedimento pode envolver a remoção de tecido tendíneo comprometido e o reparo do tendão, conforme a necessidade. Após a cirurgia, pode ser necessário um período de reabilitação com fisioterapia para recuperar a mobilidade e a força do braço.
A cirurgia é pouco frequente, pois a maioria das pessoas apresenta melhora com o tratamento sem necessidade de procedimento cirúrgico.
Epicondilite medial tem cura?
A epicondilite medial pode ter cura, e a maioria das pessoas apresenta melhora com o tratamento adequado, sem necessidade de cirurgia. A recuperação geralmente ocorre em 6 a 12 semanas, mas pode levar de 3 a 6 meses ou mais nos casos persistentes.
Como prevenir
Algumas medidas que podem ajudar a prevenir a epicondilite medial são:
-
Executar a técnica adequada durante a prática de esportes e exercícios físicos, evitando sobrecarregar o punho e o antebraço;
-
Evitar esforços repetitivos excessivos, especialmente movimentos que provoquem dor na parte interna do cotovelo;
-
Fazer pausas regulares durante atividades profissionais ou tarefas que exijam movimentos repetidos com as mãos e os braços;
-
Fortalecer e alongar os músculos do antebraço, de acordo com a orientação do profissional de saúde;
-
Aumentar gradualmente a intensidade dos exercícios, permitindo que os músculos e tendões se adaptem ao esforço;
-
Utilizar ferramentas e equipamentos adequados, que facilitem a execução dos movimentos e reduzam o esforço necessário.
Essas medidas podem ajudar a diminuir a sobrecarga dos tendões e o risco de desenvolver epicondilite medial ou apresentar novos episódios após a recuperação.