Epicondilite medial: o que é, sintomas e tratamento (tem cura?)

A epicondilite medial, também conhecida como cotovelo de golfista, é uma condição que afeta os tendões da parte interna do cotovelo, geralmente devido a movimentos repetitivos do punho e do antebraço, que provocam pequenas lesões nos tendões.

Os principais sintomas da epicondilite medial são dor na parte interna do cotovelo, que pode se estender ao antebraço e ao punho, diminuição da força ao segurar objetos e desconforto ao dobrar o punho ou fechar a mão.

O tratamento da epicondilite medial é feito pelo ortopedista e pode incluir repouso, aplicação de compressa fria, remédios para aliviar a dor e fisioterapia com exercícios de alongamento e fortalecimento.

Imagem ilustrativa número 1

Sintomas de epicondilite medial

Os principais sintomas de epicondilite medial são:

  • Dor na parte interna do cotovelo;

  • Dor que pode se estender ao antebraço e ao punho;

  • Sensibilidade ao tocar a parte interna do cotovelo;

  • Diminuição da força ao segurar ou apertar objetos;

  • Dor ao dobrar o punho ou fechar a mão;

  • Desconforto ao levantar objetos ou realizar movimentos repetitivos com o braço.

Os sintomas podem piorar durante atividades que exigem esforço do punho e do antebraço e melhorar com o repouso. Em alguns casos, a dor também pode dificultar tarefas do dia a dia, como carregar sacolas ou abrir potes.

Diferença entre epicondilite lateral e medial

A principal diferença é a região do cotovelo afetada. A epicondilite lateral, também conhecida como cotovelo de tenista, afeta os tendões da parte externa do cotovelo, enquanto a epicondilite medial compromete os tendões da parte interna.

Leia também: Epicondilite lateral: o que é, sintomas, causas e tratamento tuasaude.com/epicondilite-lateral

As duas condições geralmente estão relacionadas à sobrecarga dos tendões devido a movimentos repetitivos do punho e do antebraço. No entanto, a epicondilite lateral costuma provocar dor ao estender o punho, enquanto a medial causar dor ao dobrá-lo.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da epicondilite medial é feito pelo ortopedista, por meio da avaliação dos sintomas, do histórico de saúde e do exame físico do cotovelo.

Durante a consulta, o médico pode pressionar a parte interna do cotovelo e solicitar movimentos do punho contra resistência para verificar a presença de dor e avaliar a força muscular.

Para uma avaliação dos sintomas de epicondilite medial, marque consulta com o ortopedista mais próximo da sua região:

Disponível em: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Pará, Paraná, Sergipe e Ceará.

Em alguns casos, podem ser solicitados exames complementares, como ultrassom ou ressonância magnética, para avaliar os tendões e identificar possíveis lesões.

No entanto, esses exames nem sempre são necessários, pois o médico geralmente consegue identificar a epicondilite medial por meio dos sintomas e do exame físico.

Teste para epicondilite medial

O teste para epicondilite medial é uma manobra feita pelo ortopedista durante o exame físico para verificar se os movimentos do punho provocam dor na parte interna do cotovelo.

Um dos testes mais utilizados consiste em pedir que a pessoa dobre o punho contra a resistência aplicada pelo médico, mantendo o cotovelo estendido ou ligeiramente dobrado.

Outro teste pode envolver a extensão passiva do cotovelo com o punho e os dedos estendidos, o que alonga os tendões da região e pode reproduzir a dor.

Esses testes ajudam na avaliação clínica, mas não confirmam o diagnóstico isoladamente. O médico também considera os sintomas, o exame físico e, quando necessário, exames de imagem para descartar outras causas de dor.

Principais causas

As principais causas e fatores associados à epicondilite medial são:

  • Movimentos repetitivos, como flexionar frequentemente o punho ou girar o antebraço;

  • Prática de esportes, como golfe, tênis, musculação e atividades que envolvem arremessos, que podem sobrecarregar os tendões do cotovelo;

  • Atividades profissionais, que envolvem carregar peso, apertar ferramentas ou realizar movimentos repetitivos com as mãos e os braços;

  • Aumento repentino da intensidade dos exercícios, como elevar a carga ou a frequência dos treinos sem uma adaptação gradual;

  • Técnica incorreta durante exercícios ou práticas esportivas, que pode aumentar a sobrecarga sobre os tendões;

  • Sobrecarga dos músculos do antebraço, que pode provocar pequenas lesões e alterações nos tendões, favorecendo o desenvolvimento da condição.

A epicondilite medial é causada principalmente pelo esforço excessivo ou repetitivo dos músculos e tendões responsáveis por dobrar o punho e movimentar os dedos.

Tratamento para epicondilite medial

O tratamento para epicondilite medial deve ser orientado pelo ortopedista, e geralmente envolve:

1. Repouso relativo

O repouso relativo consiste em reduzir temporariamente as atividades que provocam dor, como levantar pesos, apertar ferramentas ou realizar movimentos repetitivos com o punho.

No entanto, não significa manter o braço completamente parado, pois a movimentação leve, dentro do limite tolerado, ajuda a evitar a rigidez do cotovelo.

O retorno às atividades deve ser gradual, respeitando a melhora dos sintomas e evitando esforços excessivos durante a recuperação.

2. Aplicação de compressa fria

A aplicação de compressa fria pode ajudar a aliviar a dor, especialmente após atividades que sobrecarregam o cotovelo. Entretanto, essa medida ajuda no alívio dos sintomas, porém não trata sozinha as alterações dos tendões.

Para a compressa fria, pode-se usar uma bolsa de gelo envolvida em uma toalha por cerca de 15 a 20 minutos, evitando o contato direto com a pele. Saiba como fazer compressa fria.

3. Remédios

O ortopedista pode recomendar remédios analgésicos, como o paracetamol, ou anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, para aliviar a dor, conforme a necessidade e as condições de saúde da pessoa.

Além disso, pode ser também indicado o uso de pomadas anti-inflamatórias, como o Diclofenaco, por exemplo, para alívio da dor, podendo ser recomendado pelo médico passar no local cerca de 2 vezes por dia.

Leia também: Diclofenaco: para que serve, como usar e efeitos colaterais tuasaude.com/diclofenaco

4. Fisioterapia

A fisioterapia é um dos principais tratamentos para a epicondilite medial, pois ajuda a melhorar a mobilidade do cotovelo, recuperar a força muscular e aumentar a capacidade dos tendões de suportar esforços.

Pode incluir exercícios de alongamento dos músculos do antebraço e fortalecimento progressivo dos tendões, além de movimentos para melhorar o controle do punho e do braço, sendo adaptados conforme a intensidade da dor.

Como complemento, o fisioterapeuta também pode utilizar recursos como estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS), ultrassom terapêutico, laser, fitas adesivas (kinesio tape) e massagem transversa profunda. Saiba para que serve a kinesio tape.

5. Órtese ou cotoveleira

O uso de órtese ou cotoveleira pode ser indicado quando as atividades diárias provocam dor. Dependendo do modelo, o acessório ajuda a distribuir a carga sobre os músculos e tendões do antebraço, reduzindo o esforço na região afetada.

A escolha do acessório e o tempo de utilização devem ser orientados pelo médico, pois o uso não substitui a fisioterapia nem a adaptação das atividades que causam sobrecarga.

6. Infiltrações

Em alguns casos, quando a dor persiste apesar do tratamento inicial, o ortopedista pode avaliar a possibilidade de infiltrações, que consistem na aplicação de substâncias na região afetada, como anestésicos e corticosteroides.

As infiltrações de corticosteroides podem aliviar a dor em curto prazo, mas o benefício pode não se manter a longo prazo. Além disso, aplicações repetidas podem enfraquecer os tendões e aumentar o risco de lesões. 

7. Cirurgia

A cirurgia pode ser considerada quando a dor persiste por vários meses, geralmente de 6 a 12 meses, apesar do tratamento realizado adequadamente, incluindo fisioterapia e adaptação das atividades.

O procedimento pode envolver a remoção de tecido tendíneo comprometido e o reparo do tendão, conforme a necessidade. Após a cirurgia, pode ser necessário um período de reabilitação com fisioterapia para recuperar a mobilidade e a força do braço.

A cirurgia é pouco frequente, pois a maioria das pessoas apresenta melhora com o tratamento sem necessidade de procedimento cirúrgico.

Epicondilite medial tem cura?

A epicondilite medial pode ter cura, e a maioria das pessoas apresenta melhora com o tratamento adequado, sem necessidade de cirurgia. A recuperação geralmente ocorre em 6 a 12 semanas, mas pode levar de 3 a 6 meses ou mais nos casos persistentes.

Como prevenir

Algumas medidas que podem ajudar a prevenir a epicondilite medial são:

  • Executar a técnica adequada durante a prática de esportes e exercícios físicos, evitando sobrecarregar o punho e o antebraço;

  • Evitar esforços repetitivos excessivos, especialmente movimentos que provoquem dor na parte interna do cotovelo;

  • Fazer pausas regulares durante atividades profissionais ou tarefas que exijam movimentos repetidos com as mãos e os braços;

  • Fortalecer e alongar os músculos do antebraço, de acordo com a orientação do profissional de saúde;

  • Aumentar gradualmente a intensidade dos exercícios, permitindo que os músculos e tendões se adaptem ao esforço;

  • Utilizar ferramentas e equipamentos adequados, que facilitem a execução dos movimentos e reduzam o esforço necessário.

Essas medidas podem ajudar a diminuir a sobrecarga dos tendões e o risco de desenvolver epicondilite medial ou apresentar novos episódios após a recuperação.

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