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Dor na axila: 9 causas e o que fazer

Revisão médica: Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
janeiro 2023

A dor na axila pode ser causada pela presença de íngua na axila, hidroadenite supurativa, esforço muscular excessivo, o que poderia provocar lesão nos músculos da região peitoral, alergia, intertrigo ou presença de cisto sebáceo na axila.

No entanto, quando a dor na axila irradia para o braço ou é acompanhada por outros sintomas como febre, mal-estar geral, cansaço excessivo, dor no seio ou saída de líquido pelo mamilo, pode ser sinal de linfoma ou câncer de mama, por exemplo.

Assim, caso a dor na axila não passe e na presença de outros sintomas, é importante que o médico seja consultado para que possa ser feita a investigação da causa e, assim, ser iniciado o tratamento mais adequado.

Imagem ilustrativa número 1

Principais causas

As principais causas da dor na axila são:

1. Íngua na axila

As ínguas consistem no inchaço dos gânglios linfáticos, o que geralmente acontece devido a uma infecção ou inflamação da região em que surge, porque os gânglios linfáticos fazem parte do sistema imune, ajudando no combate às infecções porque atacam e destroem os germes que são transportados pelo líquido linfático.

A presença de ínguas na virilha, pescoço ou axila também é chamada de adenopatia ou linfonodopatia, que, na maioria das vezes representa uma inflamação leve e passageira, mas que, também, pode ser causada por doenças mais graves, como o câncer ou doenças autoimunes, quando persiste por mais de 1 mês ou cresce mais de 2 cm.

O que fazer: geralmente não é necessário tratamento, sendo suficiente repouso e hidratação. No entanto, é importante identificar e eliminar o que a está causando a inflamação e a infecção, porque pode ser necessário tomar antibiótico.

Além disso, pode ser necessário tomar remédios analgésicos ou anti-inflamatórios, orientados pelo médico, para aliviar a dor ou sensibilidade no local.

2. Esforço muscular

O esforço excessivo ou lesão nos músculos do peito e dos braços pode provocar dor na axila . Estes podem ser provocados por praticar desportos como tênis, musculação, voleibol ou basebol, por exemplo.

O que fazer: para atenuar a dor, o que pode ajudar é a colocação de gelo no local afetado, cerca de três vezes ao dia, compressão do músculo e repouso. Além disso, podem também ser tomados medicamentos analgésicos como o paracetamol ou a dipirona e anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, por exemplo, para atenuar a dor e a inflamação.

3. Cisto sebáceo na axila

O aparecimento de um cisto sebáceo na axila acontece devido à inflamação do folículo piloso ou de um traumatismo na pele que pode acontecer na depilação, por exemplo.

De forma geral, o cisto sebáceo não é sinal de problemas de saúde e corresponde a uma pequena bolinha que contém sebo em seu interior, podendo ser sensível ao tato e mexer quando tocado ou pressionado, apesar de não causar dor. No entanto, quando a cisto fica inflamado, pode causar dor na axila, vermelhidão e aumento da temperatura local e da sensibilidade da região.

O que fazer: nesses casos não é recomendado espremer ou tentar retirar o cisto, já que pode provocar uma inflamação maior. Assim, é indicado consultar o dermatologista para que seja feita uma avaliação e indicada a melhor opção de tratamento, que pode ser feito por meio de uma pequena cirurgia sob anestesia local para remover o conteúdo do cisto.

Além disso, caso sejam notados sinais de infecção, o médico também pode indicar o uso de antibiótico durante 5 a 7 dias antes da realização da cirurgia.

4. Hidrosadenite supurativa

Consiste presença de caroços inflamados na axila ou virilha causados por uma inflamação nas glândulas sudoríparas, que são as glândulas que produzem suor. Esta doença leva à formação de várias pequenas feridas principalmente em regiões do corpo que produzem muito suor, como axilas, virilha, ânus e nádegas.

Os sintomas associados a este problema são coceira, ardência e excesso de suor e as regiões da pele afetadas ficam inchadas, duras doloridas e avermelhadas. Além, disso, estes nódulos podem estourar, liberando pus antes da pele cicatrizar. Saiba mais sobre a hidroadenite supurativa.

O que fazer: a hidrosadenite não tem cura, mas o tratamento pode controlar os sintomas e consiste no uso de cremes com antibióticos e injeções de corticoides no local afetado.

Também podem ser prescritos remédios que controlam a produção de hormônios, principalmente nas mulheres e em casos mais graves pode ser necessário recorrer a uma cirurgia para remover a região da pele com glândulas defeituosas e substituí-las por enxertos de pele saudável

5. Alergia na axila

A alergia na axila pode causar dor e irritação local, podendo ser causada pelo uso de desodorantes, sabonetes, produtos para lavar roupa e tecidos sintéticos, como lycra, poliéster ou náilon. Além da dor na axila, podem ser também notado vermelhidão do local, inchaço e sensação de calor.

O que fazer: na presença de sintomas de alergia na axila, é recomendado lavar bem a região com água e sabonete neutros, usar produtos hipoalergênicos, como cremes ou loções com babosa, lavanda ou camomila, que ajudam a hidratar e acalmar a pele, ou aplicar compressas de água fria, por exemplo.

Caso os sintomas piorem após algumas horas, é recomendado consultar o dermatologista o mais rápido possível.

6. Psoríase

A psoríase é uma doença autoimune inflamatória e crônica que tem efeito sobre a pele em várias partes do corpo, incluindo a região da axila, levando ao aparecimento de sintomas característicos como manchas vermelhas e ressecadas na pele, que podem coçar, arder e causar dor.

O que fazer: não existe tratamento específico para psoríase, no entanto é possível aliviar os sintomas, melhorando a qualidade de vida da pessoa. Nesse caso, o dermatologista pode indicar o uso de pomadas com corticoides, realização de fototerapia e aumento do consumo de alimentos com propriedade anti-inflamatória.

7. Intertrigo

O intertrigo é uma situação causada pelo fungo Candida albicans, principalmente, que tem seu crescimento favorecido devido ao atrito da pele e aumento da umidade do local, causando o aparecimento de vermelhidão, dor e coceira no local, sendo mais comum de acontecer nas axilas. Confira outros sintomas do intertrigo.

O que fazer: o tratamento para intertrigo deve ser orientado pelo dermatologista de acordo com as características das lesões, sendo normalmente indicado o uso de cremes para assaduras, que diminuem o atrito da pele e facilitam a cicatrização. Além disso, pode ser recomendado o uso de pomadas antifúngicas.

8. Câncer da mama

O câncer de mama é um dos principais tipos de câncer que afetam a mulher, e apesar de nas fases iniciais o câncer de mama não causar sintomas, o principal sinal que pode indicar a presença do tumor é a palpação de um nódulo endurecido.

Além disso, podem manifestar-se sintomas como inchaço e dor nas ínguas das axilas que pode irradiar para o braço, dor, vermelhidão ou saída secreção pelos mamilos, seios doloridos, por exemplo. Veja os principais sintomas de câncer na mama.

O que fazer: o câncer de mama pode ter cura, dependendo do tipo e do estágio em que se encontra, por isso, é muito importante a prevenção, através da realização do auto-exame e da mamografia.

9. Linfoma

O linfoma é um tipo de câncer que afeta os linfócitos e que se desenvolve geralmente nas ínguas que se encontram na axila, virilha, pescoço, estômago, intestino e pele, levando à formação de caroços que podem causar sintomas como dor, febre, mal-estar e cansaço. Veja mais sobre como identificar os sintomas de linfoma.

O que fazer: o tratamento depende do tipo de linfoma, do estádio em que se encontra, da região afetada e do estado geral do doente, podendo incluir quimioterapia, radioterapia ou transplante de medula, sendo que o linfoma Hodgkin tem mais chances de cura do que o linfoma Não-Hodgkin, sendo obtidos melhores resultados quando a doença é descoberta e tratada precocemente.

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Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em janeiro de 2023. Revisão médica por Dr.ª Clarisse Bezerra - Médica de Saúde Familiar, em outubro de 2019.
Revisão médica:
Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
Formada em Medicina pelo Centro Universitário Christus e especialista em Saúde da Família pela Universidade Estácio de Sá. Registro CRM-CE nº 16976.