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O que é a Doença Trofoblástica Gestacional

A doença trofoblástica gestacional, também conhecida por mola hidatiforme, é uma complicação rara, que se caracteriza por um crescimento anormal dos trofoblastos, que são células que se desenvolvem na placenta, podendo causar sintomas como dor abdominal, sangramento vaginal, náuseas e vômitos.

Esta doença pode ser subdividida em mola hidatiforme completa ou parcial, que são as mais comuns, mola invasiva, coriocarcinoma e tumor trofoblástico.

Geralmente, o tratamento consiste numa cirurgia de remoção da placenta e tecido do endométrio, que deve ser realizado o mais brevemente possível, já que esta doença pode levar a complicações, como o desenvolvimento de câncer.

O que é a Doença Trofoblástica Gestacional

Tipos de doença trofoblástica gestacional

A doença trofoblástica gestacional divide-se em:

  • Mola hidatiforme completa, que é a mais comum e que resulta da fertilização de um óvulo vazio, que não contém núcleo com DNA, por 1 ou 2 espermatozoides, com consequente duplicação dos cromossomas paternos e ausência de formação de tecido fetal, levando à perda do embrião e proliferação do tecido trofoblástico;
  • Mola hidatiforme parcial, em que o óvulo normal é fertilizado por 2 espermatozoides, havendo formação de tecido fetal anormal e consequente aborto espontâneo;
  • Mola invasiva, que é mais rara que as anteriores e em que ocorre invasão do miométrio, podendo causar rutura uterina e conduzir a uma hemorragia grave;
  • Coriocarcinoma, que é um tumor invasivo e metastático, composto de células trofoblásticas malignas. Maior parte destes tumores desenvolve-se após uma mola hidatidiforme;
  • Tumor trofoblástico de localização placentária, que é um tumor raro, que consiste em células trofoblásticas intermediárias, que persistem após o fim da gravidez, podendo invadir os tecidos adjacentes ou formar metástases.

Quais os sintomas

Os sintomas mais comuns que podem ocorrer em pessoas com doença trofoblástica gestacional são sangramento vaginal vermelho acastanhado durante o primeiro trimestre, náuseas e vômitos, dor abdominal, expulsão de cistos pela vagina, crescimento rápido do útero, aumento da pressão sanguínea, anemia, hipertireoidismo e pré-eclâmpsia.

O que é a Doença Trofoblástica Gestacional

Possíveis causas

Esta doença resulta de uma fertilização anormal de um óvulo vazio, por um ou dois espermatozoides ou de um óvulo normal por 2 espermatozoides, dando-se a multiplicação desses cromossomas que dá origem a uma célula anormal, que se vai multiplicar.

Geralmente, existe um maior risco de desenvolver a doença trofoblástica gestacional em mulheres com menos de 20 anos ou mais de 35 anos ou naquelas que já tenham sofrido esta doença.

Em que consiste o diagnóstico

Geralmente, o diagnóstico consiste na realização de exames de sangue para detetar o hormônio hCG e de um ultrassom, em que é possível observar a presença de cistos e a ausência ou anormalidades no tecido fetal  e no líquido amniótico.

O que é a Doença Trofoblástica Gestacional

Como é feito o tratamento

Uma gravidez trofoblástica não é viável e por isso é necessário remover a placenta para evitar que surjam complicações. Para isso, o médico pode realizar uma curetagem, que é uma cirurgia em que o tecido uterino é removido, numa sala de operações, após administração de anestesia.

Em alguns casos, o médico pode ainda recomendar a remoção do útero, principalmente se houver o risco de desenvolver câncer, caso a pessoa não deseje ter mais filhos.

Depois do tratamento, a pessoa deve ser acompanhada pelo médico e fazer análises com regularidade, durante cerca de um ano, para perceber se todo o tecido foi devidamente removido e se não existe algum risco de desenvolver complicações.

Pode também ser necessário realizar quimioterapia para a doença persistente.

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