10 sintomas de meningite (e como confirmar o diagnóstico)

Revisão médica: Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
fevereiro 2022

A meningite é a inflamação das membranas que envolvem o cérebro e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas, além de agentes não infecciosos, como traumatismo causado por fortes pancadas na cabeça, por exemplo. Os sintomas de meningite podem aparecer entre 2 e 10 dias após o contato com o agente infeccioso, no entanto é mais comum de acontecer entre 3 e 4 dias após a infecção, sendo os principais:

  1. Febre alta e repentina;
  2. Dor de cabeça forte que não passa;
  3. Náuseas e vômitos;
  4. Dor e dificuldade para mover o pescoço;
  5. Tontura e dificuldade de concentração;
  6. Confusão mental;
  7. Dificuldade para encostar o queixo no peito;
  8. Sensibilidade à luz e aos ruídos;
  9. Sonolência e cansaço;
  10. Falta de apetite e de sede.

Na presença de sinais e sintomas possivelmente indicativos de meningite, é importante que o clínico geral, infectologista ou neurologista seja consultado para que seja feita a avaliação dos sintomas e indicada a realização de exames que ajudem a confirmar a infecção e a causa da meningite, sendo então possível iniciar o tratamento mais adequado. Veja mais sobre a meningite e suas causas.

Sintomas no bebê

Em bebês menores de 2 anos de idade, além da febre alta, os sinais e sintomas importantes incluem:

  • Choro constante;
  • Irritabilidade;
  • Sonolência;
  • Falta de ânimo;
  • Falta de apetite;
  • Rigidez no corpo e no pescoço.

Nos casos de bebês com menos de 1 ano de idade e com a moleira ainda mole, o topo da cabeça pode ficar inchado, fazendo parecer que o bebê possui um galo devido a alguma pancada. Além disso, no caso de meningite meningocócica, é possível também notar o aparecimento de manchas vermelhas na pele, convulsões e paralisia, por exemplo.

Quem tem maior risco

As pessoas que possuem maior risco de meningite são aqueles que possuem o sistema imunológico mais enfraquecido, seja devido à idade, como no caso dos bebês e dos idosos, ou a doenças e infecções crônicas. Isso porque nessas condições o sistema imune não consegue atuar de forma eficaz contra o agente infeccioso, havendo maior chance de inflamação da meningite e desenvolvimento da doença.

Como confirmar a meningite

O diagnóstico inicial da meningite é feito pelo médico a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa, podendo também ser realizada uma avaliação física, que consiste na realização de movimentos com o pescoço para verificar se há dor ou desconforto, uma vez que a rigidez do pescoço está presente em praticamente todos os casos de meningite.

Para confirmar o diagnóstico de meningite é normalmente indicada a realização da cultura do líquor, também chamado de LCR, sendo feita a partir da coleta desse líquido através de uma punção lombar. A partir da análise desse material, é possível verificar se há bactérias, vírus, parasitas ou fungos que possam estar relacionados com a inflamação da meninge.

O médico pode também indicar exames complementares como exame de sangue, de urina e de imagens, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

Como é feito o tratamento

O tratamento contra a meningite é feito em internamento hospitalar com o uso de medicamentos de acordo com o agente causador da doença, podendo ser indicado o uso de antibióticos, antifúngicos, antiparasitários ou antivirais.

A realização do tratamento no hospital é importante para que os sinais vitais da pessoa sejam monitorados, para prevenir complicações e para que seja feito o monitoramento da eficácia do tratamento, já que pode ser necessária a alteração da dose afim de promover a eliminação do agente infeccioso de forma mais eficaz.

Como evitar

A principal maneira de evitar a meningite é pela vacina, que protege contra várias formas da doença e que é recomendada para recém-nascidos e crianças até 12 anos. Confira as vacinas que protegem contra a meningite.

Além disso, lavar as mãos frequentemente e manter os ambientes bem ventilados e limpos também ajuda a evitar a transmissão da meningite.

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em fevereiro de 2022. Revisão médica por Dr.ª Clarisse Bezerra - Médica de Saúde Familiar, em dezembro de 2021.

Bibliografia

  • SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE | MINISTÉRIO DA SAÚDE . Meningite bacteriana não especificada no Brasil 2007 - 2016: desafio para a vigilância das meningites. 2019. Disponível em: <http://www.saude.gov.br/images/pdf/2019/fevereiro/01/2018-038.pdf>. Acesso em 15 jul 2020
  • DIAS, Fellipe et al. Meningite: aspectos epidemiológicos da doença na região norte do Brasil . Revista de Patologia do Tocantins. Vol. 4 No. 2. 46-49, 2017
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  • BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO: MENINGITES. Governo do estado do Paraná, Secretaria de Saúde . 2018. Disponível em: <https://www.saude.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/9/2018/06/boletim_meningites_30_05_2018.pdf>. Acesso em 15 jul 2020
  • Meningite: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção. Disponível em: <http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/meningites>. Acesso em 15 jul 2020
Revisão médica:
Dr.ª Clarisse Bezerra
Médica de Saúde Familiar
Formada em Medicina pelo Centro Universitário Christus e especialista em Saúde da Família pela Universidade Estácio de Sá. Registro CRM-CE nº 16976.