Bichectomia: o que é, como é feita e recuperação

Revisão médica: Dr. Arthur Frazão
Oftalmologista
maio 2021

A bichectomia é um procedimento estético cirúrgico que tem como objetivo remover as pequenas bolsas de gorduras localizadas na região da bochecha, as glândulas de Bichat, o que deixa o rosto menos volumoso, mais fino e realça a maçã do rosto.

Esse procedimento é simples e rápido, feito sob anestesia local e não deixa qualquer cicatriz visível, já que os cortes são feitos no interior da bochecha. Após a cirurgia, é comum que o rosto fique mais inchado e, para isso, é recomendado aplicar compressas geladas no local para ajudar a diminuir o inchaço e aliviar o desconforto.

Como é feita

A bichectomia pode ser realizada pelo médico cirurgião plástico ou pelo cirurgião-dentista e pode ser feito no próprio consultório, isso porque corresponde a um procedimento simples, rápido e feito sob anestesia local.

Para retirar as glândulas de Bichat, é feito um pequeno corte, com cerca de 5 mm, no interior da bochecha, por onde remove o excesso de gordura que está acumulado. Em seguida, o corte é fechado, terminando a cirurgia.

De forma geral, os pontos dados no interior da bochecha são reabsorvidos naturalmente em mais ou menos 1 semana, no entanto é comum que o rosto permaneça inchado por mais tempo devido à inflamação dos tecidos do rosto, o que é considerado normal. Apesar disso, existem alguns cuidados que ajudam a acelerar a recuperação, permitindo observar o resultado mais cedo.

Possíveis riscos

A bichectomia é uma cirurgia simples e com baixo risco de complicações, no entanto assim como qualquer procedimento cirúrgico é possível observar em alguns casos:

  • Infecção do local da cirurgia: é um risco que está associado a todos os tipos de cirurgia devido ao corte provocado na pele, mas que normalmente é evitado com o uso de antibióticos que pode ser indicado antes ou após o procedimento;
  • Paralisia facial temporária ou definitiva, que pode surgir caso aconteça corte acidental de algum nervo facial;
  • Redução da produção de saliva: é mais comum em cirurgias mais complicadas em que pode haver lesão das glândulas salivares ao retirar o excesso de gordura.

Para diminuir os riscos, é recomendado que o procedimento seja realizado por profissionais capacitado, além de ser indicado apenas nos casos em que o volume provocado pelas bolsas de gordura é excessivo.

Recuperação após bichectomia

A recuperação da cirurgia para afinar o rosto dura, na maioria dos casos, cerca de 1 mês e é pouco dolorosa, porém, para tornar a recuperação mais fácil pode ser recomendado o uso de medicamentos anti-inflamatórios para diminuir a inflamação dos tecidos do rosto e, consequentemente, o inchaço, e analgésicos para diminuir e evitar as dores.

Além disso, durante a recuperação é importante ter outros cuidados como:

  • Aplicar compressas geladas no rosto 3 a 4 vezes por dia durante 1 semana;
  • Dormir com a cabeceira da cama levantada até que o inchaço do rosto desapareça;
  • Fazer uma dieta pastosa durante os primeiros 10 dias para evitar abertura dos cortes. 

Porém, é possível voltar a trabalhar logo no dia seguinte à cirurgia, sendo que o único cuidado especial que se deve ter é evitar a exposição solar prolongada e fazer esforços físicos, como correr ou levantar objetos muito pesados, por exemplo.

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Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em maio de 2021. Revisão médica por Dr. Arthur Frazão - Oftalmologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

  • ALVAREZ, Gustavo S.; SIQUEIRA, Evandro José. Bichectomia: sistematização técnica aplicada a 27 casos consecutivos. Rev. Bras. Cir. Plást. Vol 33. 1 ed; 74-81, 2018
  • ALCÂNTARA, Maria T.; RIBEIRO, Ney R.; ABREU, Diego F. Complications associated with bichectomy surgery: a literature review. Minerva Stomatol. 2020
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  • FARIA, Cesar A. D. C.; DIAS, Ronan C. S.; CAMPOS, Amanda C. Bichectomia e sua contribuição para harmonia facial. Rev. Bras. Cir. Plást. Vol 33. 4 ed; 446-452, 2018
Revisão médica:
Dr. Arthur Frazão
Clínico geral
Médico generalista, especialista em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 2008, com registro profissional no CRM/PE 16878