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Como é feita a coloração de Gram e para que serve

A coloração de Gram, ou simplesmente Gram, é uma técnica rápida e simples que tem como objetivo diferenciar as bactérias de acordo com as características de sua parede celular após exposição a diferentes corantes e soluções.

Assim, por meio da coloração de Gram é possível verificar, além da forma da bactéria, a cor que adquirem, sendo esse resultado importante para sejam definidas outras estratégias de identificação da espécie bacteriana e para que o médico indique um tratamento preventivo de acordo com as características observadas microscopicamente.

A coloração de Gram é normalmente feita como rotina no laboratório e faz parte do exame de bacterioscopia. Entenda o que é a bacterioscopia e como é feita.

Como é feita a coloração de Gram e para que serve

Como é feita a coloração de Gram

A coloração de Gram é um método rápido, prático e barato para identificação de bactérias responsáveis por infecções, sendo útil para os médicos indicarem um tratamento preventivo para a infecção que possa estar ocorrendo, já que se conhecem características específicas desses grupos de bactérias,

A coloração de Gram é feita em 7 passos principais, no entanto o protocolo pode variar de acordo com o laboratório:

  1. Colocar algumas colônias da bactéria na lâmina, podendo ser acrescentando uma gota de água para facilitar a homogenização das colônias;
  2. Deixar secar um pouco, podendo a lâmina passar rapidamente pela chama para favorecer a secagem, no entanto é importante ter atenção à temperatura, já que se a temperatura for muito alta é possível que haja alteração na estrutura da bactéria, o que pode interferir no resultado do exame;
  3. Quando a lâmina estiver seca, cobrir com o corante cristal violeta e deixar agir por cerca de 1 minuto;
  4. Lavar a lâmina com um filete de água corrente e cobrir a lâmina com o lugol, que tem como objetivo fixar o corante azul, e deixar agir por 1 minuto. Ambos os tipos de bactérias conseguem absorver o complexo formado pelo corante e o lugol, ficando azuis;
  5. Em seguida, lavar a lâmina com água corrente e aplicar álcool a 95%, deixando agir por 30 segundos. O álcool é responsável por dissolver a membrana de lipídios formadora das bactérias gram-negativas e, assim, remover o complexo formado entre o corante e o lugol, descorando essas bactérias. No entanto, no caso das bactérias gram-positivas, o álcool desidrata a parede celular das bactérias gram-positivos, havendo contração dos poros e as tornando impermeáveis;
  6. Depois, deve-se lavar novamente em água corrente e cobrir a lâmina com o segundo corante, a fucsina ou safranina e deixar agir por 30 segundos;
  7. Em seguida, deve-se lavar a lâmina com água corrente e deixar secar à temperatura ambiente.

Assim que a lâmina estiver seca, é possível colocar uma gota de óleo de imersão e observar a lâmina no microscópio com objetiva de 100x, sendo possível verificar a presença ou ausência de bactérias, bem como a presença de leveduras e células epiteliais.

Para que serve

A coloração de Gram tem como objetivo principal diferenciar as bactérias de acordo com as características da parede celular e morfologia geral. Assim, de acordo com as características observadas no microscópio, as bactérias podem ser classificadas em:

  • Bactérias Gram-positivas, que são visualizadas com a coloração azul devido ao fato de não serem descoradas pelo álcool, uma vez que possuem parede celular mais espessa e os seus poros contraem-se quando expostos ao lugol;
  • Bactérias Gram-negativas, que são visualizadas com a coloração rosa/roxo devido ao fato de sere descoradas pelo álcool e coradas pela safranina ou fucsina.

Após a visualização das bactérias no microscópio é possível que sejam feitos outros testes em laboratório que permitem identificar a espécie da bactéria. No entanto, por meio do Gram e associação com sinais e sintomas apresentados pela pessoa o médico pode indicar um tratamento preventivo até que o resultado de exames mais específicos estejam disponíveis, pois assim é possível diminuir a taxa de replicação bacteriana e prevenir complicações.

Bibliografia >

  • BARER, Michael R et al. Medical Microbiology: A guide to microbial infections - pathogenesis, immunity, laboratory investigation and control. 19 ed. Elsevier, 2018. 13.
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