Cloreto de magnésio: para que serve e como usar

novembro 2022

O cloreto de magnésio é um suplemento que pode ser encontrado em forma de pó ou cápsulas e que é indicado quando os níveis de magnésio estão baixos, o que pode ser percebido por meio do surgimento de alguns sinais e sintomas como espasmos musculares, tremores e cãibras frequentes.

Esse suplemento deve ser indicado pelo médico ou nutricionista, principalmente quando a quantidade desse mineral no organismo não é suficiente para que desempenhe as funções essenciais no corpo e quando não é possível atingir o nível ideal por meio da alimentação.

O magnésio é um mineral que participa de diversos processos do corpo, regula a atividade dos músculos e do sistema nervoso, níveis de açúcar no sangue e a pressão sanguínea. Conheça mais sobre o magnésio e onde encontrar.

Para que serve

O suplemento de cloreto de magnésio pode ser indicado pelo médico ou nutricionista quando a pessoa não consegue obter a quantidade diária necessária de magnésio por meio da alimentação, servindo para:

  • Prevenir o aparecimento das cãibras;
  • Melhorar o funcionamento do intestino, combatendo a prisão de ventre, já que tem ação laxante;
  • Aumentar a energia durante o treino e melhorar a recuperação muscular;
  • Melhorar o funcionamento do sistema imunológico;
  • Diminuir o risco de problemas cardíacos;
  • Regular os níveis de glicose circulante no sangue e o funcionamento da insulina.

O magnésio é um mineral essencial para o organismo e a diminuição da sua quantidade no corpo pode levar ao aparecimento de alguns sinais e sintomas, como tremores, cãibras frequentes, insônia, alteração dos batimentos cardíacos e espasmos musculares, por exemplo.

Assim, na presença desses sintomas e após confirmação dos níveis de magnésio circulante no organismo, o médico pode indicar o início da suplementação. Conheça mais sobre os sintomas de falta de magnésio.

Como usar

O modo de uso do cloreto de magnésio pode variar de acordo com a forma que o suplemento é apresentado, ou seja, se em cápsulas ou em pó. No caso do suplemento em cápsula, a dose pode variar de acordo com o nível de deficiência do magnésio no corpo, podendo ser recomendado pelo médico o consumo de 1 a 2 cápsulas de 500 mg por dia, por exemplo.

No caso do cloreto de magnésio em pó, para um efeito laxante, é indicado diluir o conteúdo de uma embalagem de 33 g em 1 litro de água filtrada e tomar 60 mL, o equivalente a 1 copinho de café, pela manhã, em jejum, pelo período determinado pelo médico. Após diluído, a solução deve ser armazenada em um recipiente de vidro na geladeira, por no máximo 14 dias. Após esse período, qualquer quantidade não utilizada deve ser descartada,

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais do uso do cloreto de magnésio não são comuns, no entanto pode haver tontura, náuseas, alterações gastrointestinais, alteração do batimento cardíaco, formigamento, aumento da produção de gases e dor abdominal. Além disso, podem surgir alguns sinais e sintomas de alergia, como vermelhidão na pele, coceira e inchaço do rosto, lábios ou língua.

Esses efeitos costumam aparecer mais facilmente em pessoas que possuem alergia a algum dos componentes da fórmula ou fazem uso de quantidade acima do que foi recomendado pelo médico.

Quem não deve usar

O cloreto de magnésio é recomendado apenas para pessoas a partir dos 19 anos, não sendo o seu uso também recomendado para mulheres grávidas, uma vez que o cloreto de magnésio pode passar pela placenta e chegar ao bebê, o que pode prejudicar o seu desenvolvimento.

Além disso, o cloreto de magnésio também não deve ser utilizado por pessoas que possuem alergia a algum dos componentes da fórmula, insuficiência renal grave ou que estejam fazendo uso de antibióticos, já que pode interferir na ação desses medicamentos.

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Atualizado e revisto clinicamente por Flávia Costa - Farmacêutica, em novembro de 2022.

Bibliografia

  • IFAL. Cloreto de magnésio. Disponível em: <http://www.ifal.com.br/pdf/bula-cloreto.pdf>. Acesso em 23 abr 2021
Revisão clínica:
Flávia Costa
Farmacêutica
Formada em Farmácia pelo Centro Universitário Newton Paiva em 2003. Mestre em Ciências Biomédicas pela UBI, Portugal.