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O que é coma, principais causas e como é feito o tratamento

O coma é uma condição que se caracteriza pela redução do nível de consciência em que uma pessoa parece estar dormindo, não responde aos estímulos do ambiente e não demonstra saber sobre si mesmo. Nesta situação, o cérebro continua produzindo sinais elétricos capazes de manter as funções vitais, como os batimentos do coração, por exemplo.

Esta condição pode acontecer devido a diversas situações como traumatismo cranioencefálico, provocado por pancadas fortes na cabeça, infecções e até pelo consumo excessivo de drogas e álcool, sendo neste caso, denominado coma alcoólico.

O coma pode ser classificado através da escala de Glasgow, em que um médico ou enfermeiro capacitado avalia as capacidades motoras, verbais e oculares da pessoa no momento, podendo indicar os níveis de consciência da pessoa e, assim, prevenir possíveis sequelas e estabelecer o melhor tratamento. Veja mais como a escala de Glasgow é aplicada.

O que é coma, principais causas e como é feito o tratamento

Possíveis causas

As causas do coma ainda não são completamente esclarecidas, porém algumas condições podem levar uma pessoa a ficar em coma, que podem ser:

  • Efeito tóxico de algum medicamento ou substância, por meio do uso excessivo de drogas ilícitas ou álcool;
  • Infecções, como meningite ou sepse, por exemplo, que podem diminuir os níveis de consciência da pessoa devido ao acometimento de vários órgãos;
  • Hemorragia cerebral, que é caracterizado pelo sangramento no cérebro devido ao rompimento de um vaso sanguíneo;
  • Acidente vascular cerebral, que corresponde à interrupção do fluxo de sangue para alguma região do cérebro;
  • Traumatismo craniano, que é uma lesão no crânio causada por concussão, cortes ou contusões e que quando há o comprometimento no cérebro, recebe o nome de traumatismo crânioencefálico;
  • Falta de oxigenação no cérebro, devido a doenças pulmonares graves ou à inalação excessiva de monóxido de carbono, como fumaça de motor de automóvel ou sistema de aquecimento doméstico, por exemplo.

Além disso, o coma pode ser resultado de hiperglicemia ou hipoglicemia, ou seja, por problemas de saúde que fazem os níveis de açúcar se elevar ou baixar muito, e também por hipertermia, que é quando a temperatura corporal fica acima de 39℃, ou hipotermia, que é ocorre em situações em que essa temperatura baixa para menos de 35℃.

E ainda, dependendo da causa do coma, a pessoa pode chegar à morte cerebral, em que o cérebro não emite mais sinais elétricos para o corpo. Conheça a diferença entre morte cerebral e coma.

Como é feito o tratamento

O tratamento para o coma depende das causas desta condição, sendo a recuperação da consciência um processo que acontece aos poucos, em alguns casos havendo melhora rápida, porém em casos mais graves, a pessoa pode ficar em estado vegetativo, no qual a pessoa pode até acordar, mas permanece inconsciente e sem noção do tempo, de si mesmo e dos acontecimentos. Saiba melhor o que é o estado vegetativo.

Nas situações em que a pessoa não corre mais risco de morte e as causas do coma já estão controladas, a equipe de médicos e enfermeiros da UTI têm como objetivo realizar cuidados que ajudam a prevenir escaras, infecções hospitalares, como a pneumonia em caso de respiração por aparelhos, e garantir o andamento de todas as funções do corpo.

Na maioria das vezes, a pessoa precisa usar sonda para alimentação e para eliminação da urina, além de ter que realizar fisioterapia, para manter os músculos e a respiração em boas condições.

Além disso, é recomendado ter o apoio e presença da família, pois estudos mostram que a audição é o último sentido que se perde, por isso mesmo que a pessoa não reaja e não perceba exatamente o que o familiar está dizendo, o cérebro pode reconhecer a voz e as palavras de carinho e reagir de maneira positiva.

Principais tipos

O coma pode ser dividido em três tipos, dependendo da causa que levou ao surgimento desta condição, como por exemplo:

  • Coma induzido: também chamado de sedação, é o tipo de coma que ocorre pela administração de medicamentos na veia que reduzem a função cerebral, sendo indicada pelos médicos para proteger o cerébro de uma pessoa com traumatismo cranioencefálico, reduzindo o inchaço e evitando o aumento da pressão intracraniana, ou para manter a pessoa respirando por aparelhos;
  • Coma estrutural: consiste no tipo de coma que surge a partir de uma lesão em alguma estrutura do cérebro ou do sistema nervoso, devido a um traumatismo cranioencefálico, por causa de um acidente de carro ou de moto, ou por causa de lesões cerebrais provocadas por acidente vascular cerebral;
  • Coma não-estrutural: ocorre quando a pessoa fica de coma por causa de situações de intoxicação por uso de medicamentos, drogas ou álcool em excesso, porém também pode aparecer em pessoas com diabetes muito descompensadas, levando a um mau funcionamento do cérebro e consequentemente ao coma.

Existe ainda, a síndrome de Locked-in, também chamada de síndrome de Encarceramento, que pode levar ao coma, no entanto, neste caso, apesar de ocorrer a paralisia dos músculos do corpo e não ser possível falar, a pessoa continua consciente de tudo o que ocorre ao seu redor. Veja mais o que é síndrome de Encarceramento e como é feito o tratamento.

Bibliografia >

  • MENDES, Plínio D. et al. Distúrbios da Consciência Humana – Parte 2 de 3: A Abordagem dos Enfermos em Coma. Rev Neurocienc. Vol.20, n.4. 576-583, 2012
  • PUGGINAL, Ana Claudia G.; SILVALL, Maria Julia P. Pacientes com desordem de consciência: respostas vitais, faciais e musculares frente música ou mensagem. Rev Bras Enferm. Vol.68, n.1. 102-110, 2015
  • NATIONAL INSTITUTE OF NEUROLOGICAL DISORDERS AND STROKE. Coma Information Page. Disponível em: <https://www.ninds.nih.gov/Disorders/All-Disorders/Coma-Information-Page>. Acesso em 20 Jan 2020
  • LAUREYS, Steven; OWEN, Adrian M.; SCHIFF, Nicholas D. Brain function in coma, vegetative state, and related disorders. Neurology. Vol.3. 537-346, 2004
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