Câncer no pâncreas: principais sintomas, causas e tratamento

Revisão médica: Dr. Arthur Frazão
Oftalmologista
agosto 2021

O câncer no pâncreas é um tipo de tumor maligno que normalmente não leva ao aparecimento de sinais e sintomas nos estágios iniciais e, por isso, costuma ser descoberto quando a doença já está mais avançada, como fraqueza, tontura, anemia, icterícia e perda de peso sem causa aparente, resultando em menor chance de cura.

O diagnóstico do câncer de pâncreas é feito inicialmente pelo gastroenterologista ou clínico geral por meio da avaliação dos sinais e sintomas apresentados, assim como através da realização de exames laboratoriais e de imagem. A partir do resultado dos exames, é possível verificar o estágio do câncer e, assim, ser possível iniciar o tratamento mais adequado.

O tratamento para esse tipo de câncer pode envolver a realização de radioterapia, quimioterapia e/ou cirurgia, sendo importante que seja iniciado assim que for feito o diagnóstico para aumentar as chances de cura.

Principais sintomas

Inicialmente o câncer de pâncreas pode causar um ligeiro desconforto após as refeições, como uma má digestão e uma leve dor abdominal, na região do estômago. Os sintomas do câncer no pâncreas mais avançado geralmente são os que chamam mais atenção, podendo ser: 

  • Fraqueza;
  • Tontura;
  • Diarreia;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Perda do apetite;
  • Anemia;
  • Icterícia, causada pela obstrução do ducto biliar comum, acompanhada por coceira pelo corpo todo. A cor amarela afeta não somente a pele, mas também os olhos e outros tecidos;
  • Dificuldades na digestão de alimentos gordurosos, ou aumento de gordura nas fezes geralmente indicam obstrução da via biliar, uma situação mais delicada.

No início de seu desenvolvimento o câncer de pâncreas não dói, e por isso a pessoa não busca atendimento médico. A dor, geralmente aparece quando o câncer está mais avançado e pode ser de leve à moderada intensidade na região do estômago, com irradiação para as costas. Geralmente quando o câncer de pâncreas começa a apresentar sintomas eles geralmente estão relacionados ao acometimento de outras estruturas como o fígado e outros tecidos do sistema digestório, e neste caso a dor é mais forte e pode afetar as costelas inferiores. Saiba identificar todos os sintomas de câncer de pâncreas.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico do câncer de pâncreas é inicialmente feito pelo gastroenterologista ou clínico geral através da avaliação dos sinais e sintomas apresentados e exame físico. Para confirmar o diagnóstico, são normalmente solicitados exames laboratoriais, como dosagem dos marcadores 19.9 e CEA, que costumam estar alterados nesse tipo de câncer, e exames de imagem, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e ultrassonografia abdominal, que permitem avaliar as características do pâncreas.

Além disso, em alguns casos, o médico pode solicitar a realização da biópsia do pâncreas para confirmar o diagnóstico e o estágio da alteração, sendo fundamental para que o tratamento mais adequado seja indicado.

Quem tem mais risco

Este câncer é mais comum em pessoas entre 60 e 70 anos de idade, sendo raramente encontrado em adultos jovens. Além disso, alguns fatores como diabetes e/ou intolerância à glicose e o hábito de fumar também podem aumentar o risco de desenvolver o câncer de pâncreas.

O consumo excessivo de alimentos ricos em gordura, carnes vermelhas, bebidas alcoólicas, ter tido pancreatite e o fato de trabalhar em locais onde esteja exposto a produtos químicos como solventes ou petróleo por mais de 1 ano, também aumentam o risco desta doença.

Como é o tratamento

O tratamento para câncer de pâncreas varia de acordo com o comprometimento do órgão, o grau de desenvolvimento do câncer e o surgimento de metástases. Assim, cada caso deve ser avaliado pelo médico forma a escolher uma das seguintes formas de tratamento:

  • Cirurgia: normalmente, é feita quando o câncer ainda não se desenvolveu para fora do órgão. Na cirurgia é removida a região afetada do pâncreas, assim como de outros órgãos que tenham muito risco de ser afetados, como intestino ou vesícula biliar;
  • Radioterapia: pode ser usada antes da cirurgia para diminuir o tamanho do tumor, ou depois da cirurgia para eliminar as células cancerígenas restantes;
  • Quimioterapia: geralmente é usada em casos mais avançados e utiliza remédios diretamente na veia para destruir as células cancerígenas. Quando existem metástases, este tratamento pode ser combinado com a radioterapia para obter melhores resultados.

Assim como a radioterapia, a quimioterapia pode ser realizada antes de cirurgia, com o objetivo de diminuir o tamanho do tumor e tornar a sua remoção mais fácil, após a cirurgia, para eliminar as células cancerígenas que não foram eliminadas por meio de cirurgia, ou em alternativa à cirurgia, que é o caso do câncer de pâncreas de estágio III e IV, que estão mais avançados e pode ser verificada metástase.

Além disso, nos casos em que o câncer de pâncreas é identificado em fases muito avançados da doença, em que a chance de cura por meio dos tratamentos médicos são muito baixas, o médico pode indicar a realização de tratamento paliativo, que tem como objetivo diminuir a dor e o desconforto do paciente, e pode ser feito em internamento no hospital ou em casa, com o uso de analgésicos fortes que podem aliviar a dor.

Câncer de pâncreas tem cura?

Quando descoberto logo no início do seu desenvolvimento, o câncer de pâncreas pode ser curado, mas descobri-lo precocemente é difícil, especialmente devido a localização deste órgão e pela ausência de sintomas característicos. A melhor opção de tratamento é a cirurgia para retirada do tumor, que está associada a maior probabilidade de cura.

Como forma de tratamento para o câncer no pâncreas têm-se a radio e a quimioterapia. Alguns casos podem ser beneficiados com a retirada da parte doente do pâncreas e dos tecidos afetados através de uma cirurgia. Seu tratamento é longo e podem surgir novas complicações, como metástases para outras áreas do corpo.

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Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em agosto de 2021. Revisão médica por Dr. Arthur Frazão - Oftalmologista, em fevereiro de 2016.
Revisão médica:
Dr. Arthur Frazão
Clínico geral
Médico generalista, especialista em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 2008, com registro profissional no CRM/PE 16878