Câncer no pâncreas: sintomas, causas, tratamento e cura

agosto 2022

O câncer no pâncreas é um tumor maligno que normalmente não leva ao aparecimento de sintomas nos estágios iniciais. Por isso, costuma ser descoberto quando a doença já está mais avançada, quando surgem sintomas como fraqueza, tontura, anemia, icterícia e perda de peso sem causa aparente.

O diagnóstico do câncer de pâncreas é feito inicialmente pelo gastroenterologista ou clínico geral por meio da avaliação dos sintomas e do resultado de exames laboratoriais e de imagem. A partir do resultado dos exames, é possível verificar o estágio do câncer e iniciar o tratamento mais adequado.

O tratamento para o câncer no pâncreas pode envolver a realização de radioterapia, quimioterapia e/ou cirurgia, sendo importante que seja iniciado o mais cedo possível para aumentar as chances de cura.

Principais sintomas

Alguns sintomas que podem indicar a presença de câncer no pâncreas são:

  • Má digestão frequente;
  • Dor abdominal leve na região do estômago;
  • Presença de gordura nas fezes;
  • Fraqueza e tonturas;
  • Perda de apetite;
  • Diarreia;
  • Perda de peso sem causa aparente.

No início, o câncer de pâncreas não provoca sintomas e não dói, por isso a pessoa não busca atendimento médico e acaba atrasando o diagnóstico da doença.

Quando o câncer de pâncreas começa a apresentar sintomas, geralmente indica que a doença está mais evoluída e está afetando outras estruturas próximas, como o fígado, estômago e/ou outros tecidos do sistema digestório. Saiba mais sobre os sintomas de câncer de pâncreas.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do câncer de pâncreas é inicialmente feito pelo gastroenterologista ou clínico geral através da avaliação dos sinais e sintomas apresentados e exame físico.

Para confirmar o diagnóstico, são normalmente solicitados exames laboratoriais, como dosagem dos marcadores 19.9 e CEA, que costumam estar alterados nesse tipo de câncer, e exames de imagem, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e ultrassonografia abdominal, que permitem avaliar as características do pâncreas.

Além disso, em alguns casos, o médico pode solicitar a realização da biópsia do pâncreas para confirmar o diagnóstico e o estágio da alteração, sendo fundamental para que o tratamento mais adequado seja indicado.

Quem tem mais risco

Este câncer é mais comum em pessoas entre 60 e 70 anos de idade, sendo raramente encontrado em adultos jovens. Além disso, alguns fatores como diabetes e/ou intolerância à glicose e o hábito de fumar também podem aumentar o risco de desenvolver o câncer de pâncreas.

O consumo excessivo de alimentos ricos em gordura, carnes vermelhas, bebidas alcoólicas, ter tido pancreatite e o fato de trabalhar em locais onde esteja exposto a produtos químicos como solventes ou petróleo por mais de 1 ano, também aumentam o risco desta doença.

Como é feito o tratamento

O tratamento para câncer de pâncreas varia de acordo com o comprometimento do órgão, o grau de desenvolvimento do câncer e o surgimento de metástases. Assim, cada caso deve ser avaliado pelo médico forma a escolher uma das seguintes formas de tratamento:

  • Cirurgia: normalmente, é feita quando o câncer ainda não se desenvolveu para fora do órgão. Na cirurgia é removida a região afetada do pâncreas, assim como de outros órgãos que tenham muito risco de ser afetados, como intestino ou vesícula biliar;
  • Radioterapia: pode ser usada antes da cirurgia para diminuir o tamanho do tumor, ou depois da cirurgia para eliminar as células cancerígenas restantes;
  • Quimioterapia: geralmente é usada em casos mais avançados e utiliza remédios diretamente na veia para destruir as células cancerígenas. Quando existem metástases, este tratamento pode ser combinado com a radioterapia para obter melhores resultados.

Assim como a radioterapia, a quimioterapia pode ser realizada antes de cirurgia, com o objetivo de diminuir o tamanho do tumor e tornar a sua remoção mais fácil, após a cirurgia, para eliminar as células cancerígenas que não foram eliminadas por meio de cirurgia, ou em alternativa à cirurgia, que é o caso do câncer de pâncreas de estágio III e IV, que estão mais avançados e pode ser verificada metástase.

Além disso, nos casos em que o câncer de pâncreas é identificado em fases muito avançados da doença, em que a chance de cura por meio dos tratamentos médicos são muito baixas, o médico pode indicar a realização de tratamento paliativo, que tem como objetivo diminuir a dor e o desconforto do paciente, e pode ser feito em internamento no hospital ou em casa, com o uso de analgésicos fortes que podem aliviar a dor.

Câncer de pâncreas tem cura?

Quando descoberto logo no início do seu desenvolvimento, o câncer de pâncreas pode ser curado, mas descobri-lo precocemente é difícil, especialmente devido a localização deste órgão e pela ausência de sintomas característicos. A melhor opção de tratamento é a cirurgia para retirada do tumor, que está associada a maior probabilidade de cura.

Como forma de tratamento para o câncer no pâncreas têm-se a radio e a quimioterapia. Alguns casos podem ser beneficiados com a retirada da parte doente do pâncreas e dos tecidos afetados através de uma cirurgia. Seu tratamento é longo e podem surgir novas complicações, como metástases para outras áreas do corpo.

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Atualizado por Manuel Reis - Enfermeiro, em agosto de 2022. Revisão médica por Dr. Arthur Frazão - Oftalmologista, em fevereiro de 2016.
Revisão médica:
Dr. Arthur Frazão
Clínico geral
Médico generalista, especialista em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 2008, com registro profissional no CRM/PE 16878