Azoospermia: o que é, tipos, causas e tratamento

Revisão médica: Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
outubro 2021

A azoospermia corresponde à ausência completa de espermatozoides no sêmen, sendo uma das principais causas de infertilidade no homem. Essa condição pode acontecer devido a obstrução no local por onde os espermatozoides deveriam passar ou ser consequência de uma pancada nos testículos, por exemplo.

Embora a azoospermia seja uma das principais causas de infertilidade no homem, também existem outros problemas que podem impedir o homem de engravidar a parceira como infecções ou alterações hormonais. Conheça as principais causas de infertilidade no homem e como tratar.

O tratamento da azoospermia é feito de acordo com a causa, sendo normalmente indicada a realização de cirurgia, principalmente quando há obstrução no canal deferente. Assim, ao desobstruir a passagem, e possível restaurar a capacidade reprodutiva do homem. No entanto, é importante que seja feito um espermograma para avaliar as características dos espermatozoides e garantir a sua viabilidade.

Tipos de azoospermia

A azoospermia pode ser classificada em dois tipos principais de acordo com a provável causa, sendo elas:

  • Azoospermia obstrutiva: existe obstrução no local em que o espermatozoide deveria passar, podendo ser devido a alterações nos canais deferentes, no epidídimo ou devido à cirurgia de vasectomia, por exemplo;
  • Azoospermia não-obstrutiva: é caracterizada pela falta de produção de espermatozoides, que pode ser consequência de alguma doença congênita ou devido a pancadas nos testículos.

O tipo de azoospermia é identificado pelo urologista através da realização de exames de imagem, como ultrassonografia abdominal e de testículo, além de exames laboratoriais.

Principais causas de azoospermia

A azoospermia é causada por qualquer condição que afete a produção, armazenamento ou transporte do espermatozoide até a uretra. Por isso as principais causas incluem:

  • Lesões nos testículos ou no epidídimo, causadas por pancadas;
  • Infecções no aparelho reprodutor masculino;
  • Presença de tumor no testículo;
  • Efeito colateral de algum medicamento quimioterápico;
  • Criptorquidia, que é uma situação em que os testículos não descem para a bolsa escrotal;
  • Varicocele;
  • Cirurgia recente na região pélvica;
  • Infecções na região genital.

Além disso, a presença de alterações genéticas também podem causar dificuldade na produção de esperma, acabando por causar azoospermia desde o nascimento.

Como confirmar o diagnóstico

A forma mais comum de fazer o diagnóstico da azoospermia é através de um espermograma, um exame laboratorial no qual é avaliada uma amostra do sêmen do homem, permitindo verificar a qualidade e quantidade de espermatozoides presentes. Entenda como é feito o espermograma.

No entanto, mesmo o espermograma indicando alterações ou ausência de espermatozoide no sêmen, o urologista deve solicitar outros exames complementares para confirmação do diagnóstico e identificar a sua causa. Assim, pode ser recomendada a realização de exames de imagem, como ultrassom abdominal e de testículo, além de exames laboratoriais, como dosagem hormonal e pesquisa de alterações genéticas, em alguns casos.

Como é feito o tratamento

O tratamento da azoospermia é feito de acordo com a causa, mas normalmente quando se trata de uma azoospermia obstrutiva, o tratamento é cirúrgico e tem como objetivo corrigir a causa, permitindo que os espermatozoides possam voltar a passar.

Já no caso da azoospermia não obstrutiva, o tratamento é mais complicado, devendo o homem ser submetido a exames complementares, principalmente hormonais, para verificar sua capacidade reprodutiva.

Em qualquer um dos casos, é sempre muito importante que o homem faça acompanhamento com um psicólogo, já que o diagnóstico pode criar emoções negativas, que podem acabar gerando uma depressão, especialmente porque alguns homens podem sentir sua masculinidade afetada.

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Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em outubro de 2021. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em janeiro de 2020.
Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.