Ateromatose aórtica: o que é, sintomas, causas e tratamento

dezembro 2022
  1. Sintomas
  2. Causas
  3. Diagnóstico
  4. Tratamento

A ateromatose aórtica é o acúmulo de gordura na parede da artéria aorta, formando placas que podem prejudicar o fluxo de sangue por este vaso. Pode causar sintomas como dor no peito ou abdome, náusea e, nos casos mais graves, infarto e AVC. 

Normalmente, a ateromatose aórtica acontece devido à aterosclerose, que é o acúmulo de gordura nos vasos do corpo, e o risco tende a ser maior em caso de doenças como pressão alta, diabetes ou obesidade e sedentarismo, por exemplo.

Em caso de suspeita de ateromatose aórtica é recomendado consultar um clínico geral ou cardiologista para uma avaliação e início do tratamento adequado, que pode envolver a adoção de hábitos mais saudáveis, medicamentos, como anti-hipertensivos e estatinas, e até cirurgia para desobstruir a artéria.

Principais sintomas

Os principais sintomas de ateromatose aórtica são:

  • Dor no peito;
  • Dificuldade para respirar;
  • Confusão mental;
  • Fraqueza;
  • Náusea ou vômitos;
  • Dor no abdome;
  • Dor nas pernas ao caminhar.

Normalmente, os sintomas dependem do local na aorta em que a ateromatose se desenvolve e tendem a surgir lentamente, podendo ser difíceis de identificar no início. Por isso, é comum que a ateromatose seja inicialmente identificada após realizar exames de imagem, como ultrassom ou tomografia, por outros motivos.

Ateromatose da aorta abdominal é grave?

A ateromatose da aorta abdominal pode ser grave em alguns casos, especialmente quando as placas de gordura se rompem, obstruindo completamente o fluxo por artérias que levam sangue para órgãos como rins e intestino. Quando isso acontece, pode colocar a vida da pessoa em risco.

Possíveis causas

A ateromatose aórtica normalmente é causada pela aterosclerose, que leva ao acúmulo de gordura na parede dos vasos e à formação de placas que podem prejudicar a circulação do sangue.

O risco de ateromatose aórtica tende a ser maior em pessoas que possuem histórico de ateromatose na família, têm mais de 50 anos de idade e não praticam atividade física. Além disso, o risco também é mais elevado em caso de doenças como obesidade, hipertensão, colesterol alto e diabetes, por exemplo.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da ateromatose aórtica normalmente é confirmado pelo cardiologista ou clínico geral levando em consideração os sintomas apresentados e exames de imagem, como ultrassom, angiografia por tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

Tipos de ateromatose aórtica

A ateromatose pode se desenvolver em diferentes locais da aorta, podendo ser chamada de:

1. Ateromatose da aorta torácica

A ateromatose da aorta torácica é quando a deposição de gordura afeta especialmente a parte torácica da artéria aorta, podendo prejudicar o fluxo de sangue para o coração e, nos casos mais graves, causar infarto ou AVC, por exemplo. Confira os sintomas de infarto.

2. Ateromatose da aorta abdominal

A ateromatose da aorta abdominal é quando a parte da aorta afetada pelo acúmulo de gordura é a aorta abdominal. Neste caso, o fluxo de sangue para órgãos, como intestino e rins, e para as pernas pode ser prejudicado. 

3. Ateromatose aorto-ilíaca

É chamada de ateromatose aorto-ilíaca quando o acúmulo de gordura acontece especialmente na parte final da aorta e artérias ilíacas, o que pode dificultar a circulação de sangue para as pernas.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a ateromatose aórtica normalmente é indicado pelo cardiologista ou clínico geral e envolve o tratamento de doenças como hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto. Assim, podem ser indicados medicamentos como estatinas e anti-hipertensivos, por exemplo. 

Além disso, também é importante adotar uma alimentação mais saudável, parar de fumar, praticar exercícios físicos regularmente e, em caso de sobrepeso ou obesidade, perder peso.

Nos casos mais graves, pode ser necessária a realização de cirurgia para restaurar o fluxo de sangue pela artéria. Veja mais detalhes do tratamento da ateromatose.

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Atualizado por Jonathan Panoeiro - Neuropediatra, em dezembro de 2022.

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Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.