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Principais diferenças entre ansiedade e ataque de pânico

Dezembro 2019

Para muitos, a crise de pânico e a crise de ansiedade podem parecer quase a mesma coisa, no entanto há diversas diferenças entre elas, desde suas causas até mesmo sua intensidade e frequência. 

Assim é importante saber diferenciá-las para definir qual a melhor conduta a seguir, auxiliar o médico a um diagnóstico mais rápido e buscar o tipo de tratamento mais adequado. As diferenças entre a ansiedade e o ataque de pânico podem variar quanto a intensidade, tempo de duração, causas e presença ou não de agorafobia:

 AnsiedadeTranstorno de pânico
IntensidadeContínua e diária.

Intensidade máxima de 10 minutos.

Tempo de duração

Durante 6 meses ou mais.

De 20 a 30 minutos. 

CausasPreocupações excessivas e estresse.Desconhecidas.
Presença de AgorafobiaNãoSim
TratamentoSessões de terapia Sessões de terapia + medicação

A seguir descrevemos melhor as principais características de cada um desses transtornos, para que seja mais fácil entender cada um deles.

O que é ansiedade

Principais diferenças entre ansiedade e ataque de pânico

A ansiedade é caracterizada por preocupação excessiva persistente e de difícil controle. Esta preocupação se faz presente no dia a dia da pessoa, por pelo menos 6 meses ou mais, e está acompanhada de sintomas físicos e psicológicos, como:

  • Tremores;
  • Insônia;
  • Inquietação;
  • Dor de cabeça;
  • Falta de ar;
  • Fadiga; 
  • Suor em excesso;
  • Palpitações;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Dificuldade de relaxar;
  • Dores musculares;
  • Irritabilidade;
  • Facilidade em alterar o humor.

Muitas vezes também pode ser confundida com os sintomas de depressão, porém diferente da depressão, a ansiedade é focada principalmente na preocupação excessiva com eventos futuros.

Saiba mais detalhes sobre os sintomas da ansiedade.

Como confirmar se é ansiedade

Para tentar entender se realmente se trata de transtorno de ansiedade, é importante procurar um psicologo ou psiquiatra que após avaliar os sintomas e alguns acontecimentos de vida, poderá confirmar um possível diagnóstico e determinar melhor o tratamento a ser seguido. 

Geralmente o diagnóstico é confirmado quando existe preocupação excessiva há pelo menos 6 meses, juntamente com a presença de sintomas como inquietação, sensação de estar no limite, cansaço, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular e, distúrbios do sono.

Como tratar a ansiedade

Para o tratamento do transtorno de ansiedade é aconselhado acompanhamento com psicólogo para sessões de terapia, pois irá ajudar a pessoa a lidar melhor com algumas situações do dia a dia, como controlar o pessimismo, aumentar a tolerância e fortalecer a auto-confiança, por exemplo. Caso seja necessário, juntamente com as sessões de terapia, o médico poderá ainda indicar o tratamento com a medicação, que deverá ser sempre orientado por um psiquiatra.

Outras abordagens, como técnicas de relaxamento, prática de exercício físico regular, orientação e aconselhamento, também são importantes para ajudar no tratamento. Veja quais as opções de tratamento mais usadas para tratar a ansiedade.

O que é o Transtorno de pânico

O transtorno de pânico é considerando quando a pessoa tem ataques de pânico recorrentes, que são episódios súbitos e intensos de medo que levam a uma série de reações físicas iniciadas bruscamente, que incluem: 

  • Palpitações, coração pulsando forte ou acelerado;
  • Suor excessivo;
  • Tremor;
  • Sensação de falta de ar ou de fôlego;
  • Sensação de desmaio;
  • Náusea ou desconforto abdominal;
  • Dormência ou formigamento em alguma parte do corpo;
  • Dor ou desconforto no peito;
  • Calafrios ou sensação de calor;
  • Sentir-se fora de si mesmo;
  • Medo de perder o controle ou enlouquecer;
  • Medo de morrer.

O ataque de pânico pode ser confundido com um infarto, mas no caso do infarto há uma dor tipo aperto no coração que se espalha para o lado esquerdo do corpo, sendo pior com o passar do tempo. Já no do ataque de pânico, a dor é tipo pontada localizada no peito, com formigamentos e há melhora em poucos minutos, além disso sua intensidade é de 10 minutos, podendo o ataque durar de 20 a 30 minutos, no máximo.

É muito frequente nestes casos, o desenvolvimento de Agorafobia, que é um tipo de transtorno psicológico onde a pessoa, por medo de ter um ataque, evita situações em que não existe ajuda rápida disponível ou locais em que não seja possível sair rapidamente, como ônibus, aviões, cinema, reuniões, entre outros. Devido a isto, é comum que a pessoa tenha um maior isolamento em casa, com ausências no trabalho ou até mesmo em eventos sociais.

Conheça um pouco mais sobre o ataque de pânico, o que fazer e como evitar.

Como confirmar se é o transtorno de pânico

Para confirmar se é transtorno de pânico, ou até mesmo se a pessoa teve um ataque de pânico, é preciso a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra. Muitas vezes a pessoa procura ajuda quando nota que não está mais conseguindo sair sozinha de casa por medo que ocorra um ataque de pânico. 

Neste caso o médico fará o diagnóstico a partir de um relato contado pela própria pessoa, procurando diferenciar de outras doenças físicas ou psicológicas. É muito comum que pessoas que sofrem com transtorno de pânico relatem este tipo de episódios com muitos detalhes, o que demonstra o quanto o evento é dramático a ponto de conservar uma memória tão viva.

Como tratar o transtorno de pânico

O tratamento para o transtorno de pânico consistem basicamente na associação de sessões de terapia com o uso de medicação. Atualmente os medicamentos mais utilizados são os antidepressivos e, na maioria dos casos os sintomas melhoram consideravelmente nas primeiras semanas de tratamento.

Bibliografia >

  • ZUARDI, Antonio W.. Características básicas do transtorno do pânico. Medicina (Ribeirão Preto, online). 50. supl. 1; 56-63, 2017
  • SALUM, Giovanni Abrahão Salum; BLAYA, Carolina Blaya; MANFRO Gisele Gus. Transtorno do pânico. Revista de Psiquiatria. 31. 2; 86-94, 2009
  • RAMOS, Wagner Ferreira. Transtornos de ansiedade. Trabalho de Conclusão de Curso, 2015. Escola Brasileira de Medicina Chinesa.
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