Araruta: o que é, para que serve e como usar

Revisão clínica: Tatiana Zanin
Nutricionista
fevereiro 2022

A araruta é uma raiz que contém boas quantidades de fibras, que ajudam a aumentar o bolo fecal e regular a frequência das evacuações, podendo ser usada no tratamento de prisão de ventre, diarreia e síndrome do intestino irritável.

Além disso, a araruta também tem alto teor de amido resistente, um tipo de carboidrato que não é digerido pelo intestino e que atua como uma fibra, ajudando a controlar a fome ao longo do dia e favorecendo a perda de peso. Saiba como as fibras ajudam a perder peso.

A araruta também conhecida por maranta, agutingue-pé, araruta-caixulta, araruta comum, araruta-palmeira e embiri, pode ser encontrada em algumas feiras, mercados municipais e lojas de produtos naturais, podendo ser usada ao natural, cozida ou ensopada, e na forma de farinha, no preparo de bolos, bolachas e mingaus, por exemplo.

Por possuir propriedade hipoglicemiante, sacietogênica e probiótica, os benefícios do consumo da araruta para a saúde são:

1. Ajudar na prevenção da diabetes

Por ter boas quantidades de fibras, a araruta equilibra os níveis de glicose no sangue, ajudando a prevenir a resistência à insulina e a diabetes. Além disso, essa raiz também pode ajudar no controle da glicemia em pessoas que já possuem a diabetes.

2. Manter a saúde do intestino

A araruta contém amido resistente, um tipo de fibra que é usada como alimento pelas bactérias benéficas do intestino, equilibrando a flora intestinal, inibindo o crescimento de células cancerígenas e evitando o câncer de cólon, por exemplo.

Além disso, essa raiz ajuda a aumentar o bolo fecal e regular a frequência das evacuações, podendo ser usada no tratamento de prisão de ventre, diarreia e síndrome do intestino irritável.

3. Facilitar a perda de peso

Por conter boas quantidades de fibras e amido resistente, a araruta promove a saciedade e diminui a fome ao longo do dia, diminuindo a ingestão de alimentos e facilitando a perda de peso. Conheça outros alimentos ricos em fibra que também ajudam na perda de peso.

4. Diminuir o colesterol

As fibras presentes na araruta diminuem a absorção da gordura dos alimentos, diminuindo os níveis de colesterol total e de colesterol “ruim”, o LDL, do organismo, ajudando na prevenção de situações, como aterosclerose, infarto e derrame, por exemplo.

5. Fortalecer o sistema imunológico

A araruta contém fibras e amido resistente, compostos que servem de alimento para as bactérias benéficas do intestino, ajudando a fortalecer as células do sistema imunológico, inibindo e combatendo as bactérias “ruins”.

Tabela de informação nutricional

A tabela a seguir traz a informação nutricional de 100g de araruta crua e de farinha de araruta:

Componentes

100g de araruta crua

100 g da farinha de araruta

Energia

65 calorias

357 calorias

Proteína

4,24 g

0, 3 g

Carboidratos

13,4 mg

88,3 mg

Gordura

0,2 g

0,1 g

Fibras

1,3 g

3,4 g

Cálcio

6 mg

40 mg

Potássio

454 mg

11 mg

Ácido fólico

338 mcg

7 mcg

Por não conter glúten e ser de fácil digestão, a araruta pode ser uma boa opção para incluir na dieta de pessoas com doença celíaca, uma doença onde o corpo não produz uma enzima para degradar o glúten, uma proteína presente no trigo, centeio e cevada. Confira outros alimentos sem glúten.

Como consumir

A araruta pode ser consumida na forma natural, em ensopados ou sopas. Além disso, essa raiz também pode ser usada na forma de farinha e fécula em receitas, como bolos, pães, panquecas, biscoitos e mingaus.

Receitas saborosas com araruta

Mingau, bolacha e bolo são algumas receitas que podem ser preparadas com a araruta. 

1. Mingau de araruta com frutas

Ingredientes:

  • 1 colher de chá de açúcar mascavo;
  • 1 colher de sopa de fécula de araruta;
  • 1 xícara de leite, ou bebida vegetal (soja, coco ou amêndoa);
  • 1 pitada de canela;
  • Frutas picadas a gosto.

Modo de preparo:

Em uma panela, diluir bem o açúcar e a fécula de araruta no leite. Levar a mistura para cozinhar em fogo médio até ficar na consistência desejada, mexendo sempre. Após amornar, polvilhar com a canela e adicionar frutas picadas.

2. Biscoito de araruta com coco

Ingredientes:

  • 600g de farinha de araruta;
  • 4 ovos;
  • 2 colheres de sopa de manteiga;
  • 1 xícara de chá de coco ralado;
  • 1/2 xícara de açúcar mascavo, ou 2 colheres de chá de adoçante culinário.

Modo de preparo:

Colocar os ovos, o açúcar e a manteiga em uma batedeira e bater até formar um creme homogêneo. Adicionar o coco ralado e a araruta, mexendo com uma colher, ou espátula. Com as mãos, formar pequenas bolinhas com a massa e achatar, usando um garfo. Colocar os biscoitos em uma forma untada e levar para assar no forno, pré-aquecido a 180 ºC, por 20 a 25 minutos. Esperar amornar e servir.

3. Crepioca de araruta

Ingredientes:

  • 2 ovos;
  • 3 colheres de fécula de araruta;
  • sal e orégano a gosto.

Modo de fazer:

Em uma vasilha, misturar bem, com um garfo, os ovos e a fécula de araruta. Em seguida, cozinhar a massa em uma frigideira antiaderente, previamente aquecida, por 2 minutos dos dois lados. Não é necessário adicionar nenhum tipo de óleo. Essa crepioca pode ser servida pura, ou recheada com queijo e geleia de frutas, por exemplo.

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Atualizado por Karla S. Leal - Nutricionista, em fevereiro de 2022. Revisão clínica por Tatiana Zanin - Nutricionista, em fevereiro de 2022.

Bibliografia

  • FOOD INGREDIENTS BRAZIL. Amidos. 2015. Disponível em: <https://revista-fi.com.br/upload_arquivos/201606/2016060822241001464873731.pdf>. Acesso em 28 fev 2022
  • PERBELIN, S, Angélica et al. O papel da microbiota no sistema imunológico. Editora da Universidade Estadual de MAringá. vol.23. 3.ed; 345-358, 2019
Mostrar bibliografia completa
  • UNITED STATES DEPARTMENT OF AGRICULTURE. Food Data Central. Disponível em: <https://fdc.nal.usda.gov/ndb/search/list>. Acesso em 28 fev 2022
  • ARAUJO, S, Marciana et al. Araruta, seu beneficiamento e utilização em preparações gastronômicas. Research, Society and Development. Vol.10. 15.ed; 1-16, 2021
  • SCIELO. ARROWROOT AS A TREATMENT FOR DIARRHOEA IN IRRITABLE BOWEL SYNDROME PATIENTS. 2000. Disponível em: <https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-28032000000100005&lng=en&tlng=en>. Acesso em 20 ago 2020
Revisão clínica:
Tatiana Zanin
Nutricionista
Formada pela Universidade Católica de Santos em 2001, com registro profissional no CRN-3 nº 15097.

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