Anticoncepcionais masculinos: 7 principais opções

Revisão médica: Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
março 2022

Os métodos anticoncepcionais masculinos mais utilizados são a vasectomia e o preservativo, que impedem que o espermatozoide consiga chegar no óvulo e gerar uma gravidez.

O preservativo é o método mais popular, uma vez que é mais prático, reversível, eficaz e ainda confere proteção contra doenças sexualmente transmissíveis. Já a vasectomia, é um tipo de anticoncepcional com efeito definitivo, já que o médico corta o canal de conduz os espermatozoides do testículo ao pênis, sendo esse procedimento realizado por homens que não pretendem mais ter filhos.

Nos últimos anos, várias pesquisas têm sido desenvolvidas com o objetivo de criar um anticoncepcional reversível e que seja semelhante à pílula anticoncepcional feminina, dando mais opções ao homem. Dentre os principais anticoncepcionais masculinos que estão em desenvolvimento, o anticoncepcional em gel e a pílula masculina, que atuam diminuindo a produção de espermatozoides e a sua motilidade, apesar de possuírem efeitos reversíveis.

1. Preservativo

O preservativo, popularmente chamado de camisinha, é o método contraceptivo mais utilizado tanto pelos homens quanto pelas mulheres, pois além de evitar a gravidez também protege contra doenças que podem ser transmitidas por via sexual.

Além disso, não provoca quaisquer alterações hormonais, nem altera o processo de produção e liberação de espermatozoides, sendo completamente reversível.

Veja como colocar a camisinha corretamente.

2. Vasectomia

A vasectomia é um método anticoncepcional masculino que consiste no corte do canal que liga o testículo ao pênis e que conduz os espermatozoides. Assim, não existe liberação de espermatozoides na ejaculação e, consequentemente, a fecundação não pode acontecer, evitando a gravidez.

Este método contraceptivo é normalmente realizado por homens que não desejam ter mais filhos, já que, na maior parte dos casos, é irreversível. Veja como é feita a vasectomia e como funciona.

3. Anticoncepcional em gel

O anticoncepcional em gel, conhecido como Vasalgel, é uma opção não hormonal, que se aplica na região genital, especificamente nos canais deferentes, que são os canais que conduzem os espermatozoides dos testículos ao pênis, e atua bloqueando a passagem do esperma por até 10 anos.

Este procedimento dura cerca de 15 minutos, é feito sob anestesia local e é possível reverter o efeito desse gel através da aplicação de um solvente no local onde foi colocado o gel.

O gel não impede a ejaculação, apenas a passagem dos espermatozoides. O Vasalgel não apresenta contra-indicações nem modifica a produção dos hormônios masculinos, porém mais estudos ainda são necessários.

4. Pílula anticoncepcional masculina

A pílula anticoncepcional masculina, também chamada de Undecanoato de Dimetandrolona ou DMAU, é uma pílula constituída por derivados dos hormônios femininos que atua diminuindo a quantidade de testosterona, o que diminui a produção de espermatozoides e a sua motilidade, interferindo na fertilidade do homem temporariamente.

Apesar de já ter sido testada em alguns homens, a pílula anticoncepcional masculina ainda não está disponível devido aos efeitos colaterais relatados, como diminuição da libido, alterações de humor e aumento da acne, por exemplo.

5. Injeção anticoncepcional

Recentemente, foi desenvolvida uma injeção chamada RISUG, composta de substâncias chamadas polímeros e é aplicada no canal por onde passam os espermatozoides, sob anestesia local. Esta injeção bloqueia a ejaculação, evitando a saída de espermatozoides durante o ato sexual, sendo que a ação do medicamento dura entre 10 a 15 anos.

Se caso o homem quiser reverter a ação da injeção, pode ser aplicado outro medicamento que libera os espermatozóides. No entanto, apesar da injeção anticoncepcional masculina já ter sido testada, ainda está em processo de aprovação das instituições do governo responsáveis por liberar medicamentos novos.

6. Inibidores do ácido retinoico (DBAD)

O ácido retinoico, que está presente na vitamina A, demonstrou ter ação na fertilidade masculina, isso porque um estudo indicou que a inibição de determinado composto tem efeito sobre a enzima que sintetiza o ácido retinoide, causando uma diminuição da produção de espermatozoides, evitando, assim, uma gravidez não desejada.

No entanto, esse método também influencia no metabolismo do álcool, de forma que os estudos em modelos animais e humanos tiveram que ser interrompidos para que fosse realizada uma melhor avaliação do efeito contraceptivo desse método, de forma a evitar interações com esta e outras possíveis substâncias.

7. H2-Gamendazol

O anticoncepcional H2-Gamendazol interfere no processo de formação e diferenciação dos espermatozoides. O uso desse método demonstrou ser reversível em doses baixas, no entanto, doses mais altas podem ter o efeito irreversível e, por isso, são necessários mais estudos em animais para determinar a dose segura e, assim, ser possível realizar testes nos humanos com o objetivo de tornar o H2-Gamendazol um contraceptivo não permanente.

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Atualizado por Equipe Editorial do Tua Saúde, em março de 2022. Revisão médica por Drª. Sheila Sedicias - Ginecologista, em fevereiro de 2016.

Bibliografia

  • BARALIS, Pamela et al. Anticoncepción masculina. Revista Médica Sinergia. 6. 3; e653, 2021
  • DELGADO, Jonathan et al. Nuevos métodos anticonceptivos masculinos. Lux Médica. 45. 37-54, 2020
Mostrar bibliografia completa
  • PARSEMUS FOUNDATION. Vasalgel. Disponível em: <https://www.parsemus.org/humanhealth/vasalgel/>. Acesso em 14 jul 2021
  • THIRUMALAI, Arthi; PAGE, Stephanie T. Recent Developments in Male Contraception. Drugs. Vol. 79, n.1. 11-20, 2019
  • LOHIYA, N.K et al. RISUG: An intravasal injectable male contraceptive. Indian J Med Res. Vol.140(Suppl.1). S63-S72, 2014
  • PAGE, Stephanie T; AMORY, John K. Male hormonal contraceptive - are we there yet?. Nat Rev Endocrinol. Vol.14, n.12. 685-686, 2018
Revisão médica:
Drª. Sheila Sedicias
Ginecologista
Médica mastologista e ginecologista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, em 2008 com registro profissional no CRM PE 17459.

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