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Anomalia de Ebstein: o que é, sintomas, causas e tratamento

janeiro 2023

A anomalia de Ebstein é uma malformação rara do coração que está presente desde o nascimento e pode causar sintomas como alteração dos batimentos cardíacos, cansaço ou falta de ar e, nos casos mais graves, infarto e morte súbita.

Embora a anomalia de Ebstein surja devido a alterações genéticas, acredita-se que seja mais comum em caso de histórico familiar desta anomalia e uso de alguns medicamentos, como benzodiazepínicos ou lítio, pela mãe durante a gravidez.

Em caso de suspeita de anomalia de Ebstein é importante consultar um cardiologista, clínico geral ou, no caso de crianças, pediatra, para que seja confirmado o diagnóstico e iniciado o tratamento. O tratamento da anomalia pode envolver a injeção de prostaglandina, o uso de medicamentos diuréticos e a cirurgia, especialmente caso existam sintomas. 

Imagem ilustrativa número 1

Principais sintomas

Os principais sintomas da anomalia de Ebstein são:

  • Sensação do coração batendo no peito;
  • Batimentos cardíacos irregulares;
  • Cansaço;
  • Falta de ar, especialmente após esforços físicos;
  • Inchaço nas pernas. 

Nos casos mais graves, a anomalia de Ebstein pode levar à formação de trombos que podem provocar AVC ou infarto, por exemplo, além de arritmias graves e morte súbita. Conheça os principais sintomas do infarto.

Sintomas da anomalia de Ebstein em bebês

A anomalia de Ebstein em bebês pode causar sintomas como pele azulada, dificuldade para mamar e ganhar peso, cansaço, respiração acelerada e suor excessivo. No entanto, especialmente quando as alterações no coração são pequenas, os sintomas podem ser notados somente durante a infância ou na idade adulta.

Possíveis causas

A anomalia de Ebstein é causada pela malformação do coração do bebê durante a gestação, devido a alterações genéticas que podem acontecer sem existir uma causa específica.  

No entanto, é possível que o risco seja maior em caso de uso de alguns medicamentos, como lítio e benzodiazepínicos, pela mãe durante a gravidez e histórico familiar de anomalia de Ebstein, sendo necessários mais estudos para confirmar estas relações.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da anomalia de Ebstein normalmente é confirmado pelo cardiologista, clínico geral ou pediatra, através de exames como ecocardiograma, raio-X de tórax e eletrocardiograma.

Além disso, algumas vezes a anomalia de Ebstein também pode ser identificada por meio do ultrassom realizado durante a gravidez, que pode mostrar algumas alterações características. Entenda melhor para que serve o ultrassom da gravidez.

Como é feito o tratamento

Quando identificada logo após o nascimento, o tratamento da anomalia de Ebstein pode envolver a inalação de óxido nítrico, injeção de prostaglandina e medicamentos diuréticos, especialmente em bebês que apresentam dificuldade para respirar e pele azulada.

Nos casos em que os sintomas são muito intensos ou colocam em risco a vida do bebê, pode ser também indicada a realização de cirurgia.

Além disso, caso existam poucos sintomas, o tratamento da anomalia de Ebstein por meio de cirurgia geralmente é adiado para após os 4 anos de idade ou somente se o funcionamento do coração piorar, sendo importante o acompanhamento com o cardiologista. 

Anomalia de Ebstein tem cura?

A anomalia de Ebstein pode ser curada por meio da cirurgia em alguns casos, no entanto, especialmente se existirem poucos ou nenhum sintoma, a cirurgia pode não ser necessária.

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Atualizado por Jonathan Panoeiro - Neuropediatra, em janeiro de 2023.

Bibliografia

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  • HOLST, Kimberly; CONNOLLY, Heidi M; DEARANI, Joseph A. Ebstein's Anomaly. Methodist Debakey Cardiovasc J. Vol.15, n.2. 138-144, 2019
Mostrar bibliografia completa
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  • KUMAR, T. K. S. Ebstein’s anomaly in the neonate. Indian J Thorac Cardiovasc Surg. Vol.37, n.1. 17-25, 2021
  • STATPEARLS. Ebstein Anomaly And Malformation. 2022. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK534824/>. Acesso em 10 jan 2023
Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.