Angiomiolipoma: o que é, sintomas, causas e tratamento

Revisão médica: Dr. Arthur Frazão
Oftalmologista
agosto 2022

O angiomiolipoma é um tumor raro e benigno composto por gordura, vasos sanguíneos e músculos, sendo mais comum de surgir nos rins, mas também pode afetar o fígado, ovários, útero, tubas uterinas, cólon, palato ou cordão espermático, e raramente causam sintomas. No entanto, quando são grandes ou apresentam sangramento, podem causar dor abdominal, náuseas, anemia ou perda de peso, por exemplo.

As causas do angiomiolipoma não são completamente conhecidas, mas o surgimento desta doença pode estar relacionada a alterações genéticas ou outras doenças como a esclerose tuberosa, que também afeta os olhos, o coração, os pulmões ou a pele. 

O tratamento do angiolipoma deve ser feito com orientação do clínico geral, podendo ser recomendado acompanhamento médico para avaliar o crescimento do tumor, e em alguns casos, cirurgia.

Sintomas de angiolipoma

Os sintomas do angiolipoma variam de acordo com o órgão afetado, podendo surgir:

  • Dor abdominal;
  • Dor na região lateral da barriga;
  • Urina com sangue;
  • Infecção urinária frequente;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Sangramento vaginal;
  • Menstruação abundante;
  • Cólicas menstruais intensas;
  • Dor no testículo;
  • Sensação de estômago cheio;
  • Febre;
  • Perda do apetite;
  • Cansaço excessivo;
  • Náuseas ou vômitos;
  • Perda de peso.

Na maior parte dos casos, o angiomiolipoma não provoca qualquer tipo de sintoma. No entanto, os sintomas podem surgir quando o angiomiolipoma é grande, geralmente maior que 4 cm ou aumenta de tamanho ao longo do tempo, sendo importante consultar o clínico geral para que seja feito o diagnóstico e iniciado o tratamento mais adequado.

Além disso, o angiolipoma pode causar sintomas mais graves, quando ocorre sangramento do tumor, podendo surgir queda brusca da pressão arterial, dor abdominal muito intensa, sensação de desmaio ou pele muito pálida. Neste caso, deve-se procurar atendimento médico imediatamente ou o pronto-socorro mais próximo para confirmar o diagnóstico e, se necessário, fazer uma cirurgia de emergência para parar o sangramento.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do angiomiolipoma é feito pelo clínico geral através da avaliação dos sintomas, histórico de saúde e exames de imagem, como ultrassom, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

Além disso, o médico também pode solicitar uma biópsia do tumor, para confirmar o diagnóstico de angiomiolipoma. Saiba mais o que é e como é feita a biópsia

Como na maioria dos casos, o angiolipoma não causa sintomas, o diagnóstico geralmente acontece por acaso, após a realização de exames de imagem para investigação de outra doença.

Possíveis causas 

As causas do angiomiolipoma não estão definidas com clareza, mas muitas vezes, o surgimento está associado a outra doença, como a esclerose tuberosa. Entenda o que é esclerose tuberosa e os seus sintomas

Em geral, o angiomiolipoma pode se desenvolver em qualquer pessoa, mas mulheres podem desenvolver tumores maiores por causa da reposição de hormônios femininos ou liberação de hormônios durante a gravidez. 

Como é feito o tratamento

O tratamento do angiomiolipoma deve ser feito com orientação do clínico geral, sendo que quando o tumor é menor que 4 cm, geralmente é feito apenas acompanhamento do crescimento com exames de imagem anualmente. 

No entanto, quando o angiomiolipoma tem um tamanho maior que 4 cm, cresce ao longo do tempo ou apresenta sangramento, com surgimento de sintomas mais graves, geralmente é indicada a embolização que é um procedimento para reduzir o fluxo sanguíneo e ajudar na redução do tumor. 

Além disso, pode ser indicada pelo médico a cirurgia para remoção do tumor, de forma a evitar que esse tumor se rompa e provoque sangramento.

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Atualizado por Flávia Costa - Farmacêutica, em agosto de 2022. Revisão médica por Dr. Arthur Frazão - Oftalmologista, em fevereiro de 2016.

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Revisão médica:
Dr. Arthur Frazão
Clínico geral
Médico generalista, especialista em Oftalmologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 2008, com registro profissional no CRM/PE 16878