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Alecrim: para que serve, propriedades e como usar

Revisão clínica: Tatiana Zanin
Nutricionista
  1. Para que serve
  2. Propriedades
  3. Como usar
  4. Efeitos colaterais
  5. Contraindicações

O alecrim é uma planta aromática que pode melhorar o funcionamento do sistema nervoso, proteger o fígado, atuar como antioxidante, aliviar a dor, melhorar a circulação sanguínea, favorecer a digestão dos alimentos e proteger o fígado.

Esse efeitos do alecrim na saúde acontecem porque essa planta possui propriedades tônicas, antioxidantes, estimulantes, antissépticas, diuréticas, cicatrizantes e antimicrobianas.

O alecrim pode ser usado no preparo de chás, banhos de assento ou tintura, além de também poder ser utilizado para temperar alimentos. O nome científico do alecrim é Rosmarinus officinalis e pode ser encontrado em supermercados, lojas de produtos naturais, farmácias de manipulação e em algumas feiras livres.

Imagem ilustrativa número 4

Para que serve o alecrim

As principais indicações do alecrim para a saúde são:

1. Melhorar o sistema nervoso

O alecrim ajuda a melhorar o funcionamento do sistema nervoso, já que estimula a circulação e o sistema nervoso, sendo útil em casos de esgotamento mental devido ao excesso de trabalho, por exemplo, uma vez que é capaz de melhorar a memória, a concentração e o raciocínio, e ajuda a prevenir e tratar problemas como depressão e ansiedade.

Essa erva ajuda inclusive a reduzir a perda de memória que ocorre naturalmente em idosos, podendo ser usada também na forma de óleo essencial para realizar aromaterapia.

Embora tenha vários benefícios para o sistema nervoso, o alecrim não deve ser usado por quem sofre com epilepsia, já que o uso dessa planta pode provocar crises epiléticas.

2. Melhorar a digestão

O alecrim ajuda a melhorar a digestão porque possui ação antiespasmódica, reduzindo a produção de gases e diminuindo a distensão abdominal. Além disso, o alecrim também ajuda a melhorar a acidez, pois possui ação antiácida e possui taninos que são responsáveis por proteger o intestino da irritação e da inflamação, diminuindo o sangramento e a diarreia.

O alecrim também possui propriedade antibacteriana, ajudando a complementar o tratamento para a gastrite causada pela bactéria Helicobacter pylori, além de também controlar as secreções biliares, melhorando a absorção das gorduras a nível intestinal.

3. Proteger o fígado

Essa planta aromática também possui efeitos hepatoprotetores e diuréticos, estimulando as enzimas do fígado responsáveis pela desintoxicação do organismo a eliminarem as substâncias tóxicas através da urina. Além disso, o alecrim é capaz de proteger o fígado contra infecções e inflamações, como a hepatite, por exemplo.

O alecrim também controla a secreção de bile, sendo uma boa opção para complementar o tratamento das pedras na vesícula.

4. Atuar como antioxidante

O alecrim é rico em antioxidantes como ácido rosmarínico, ácido cafeico, ácido carnósico, que ajudam a melhorar o sistema imunológico, prevenir infecções e melhorar a saúde da pele.

Além disso, os antioxidantes presentes no alecrim também evitam a formação de radicais livres que causam danos às células saudáveis, tendo um grande efeito antitumoral, uma vez que previne alterações nas células.

5. Aliviar o estresse e a ansiedade

O alecrim é usado na aromaterapia para aliviar o estresse e a ansiedade, pois ele ajuda a reduzir a pressão arterial e a controlar os batimentos cardíacos, promovendo uma sensação de tranquilidade. Veja como fazer aromaterapia para ansiedade.

6. Melhorar a dor e a circulação

O alecrim possui propriedades anti-inflamatórias e analgésicas, além de melhorar a circulação sanguínea de forma geral, podendo ser usada para complementar o tratamento de varizes, dor de cabeça, enxaqueca, artrite e gota.

Além disso, o alecrim ajuda a melhorar os sintomas da TPM, como cólicas abdominais, a regular a menstruação e a reduzir o sangramento excessivo durante a menstruação.

7. Atuar como descongestionante

O alecrim possui propriedade descongestionante e febrífuga, de forma que pode ajudar no tratamento da gripe e do resfriado, diminuindo a febre, diluindo o muco e aliviando a dor de garganta.

Além disso, devido à sua ação antiespasmódica, o alecrim também é útil no tratamento da asma, tosse crônica, coqueluche e bronquite.

Propriedades do alecrim

Os benefícios do alecrim só são possíveis devido às suas propriedades, sendo as principais:

  • Estimulante;
  • Diurética;
  • Cicatrizante;
  • Tônica;
  • Antimicrobiana;
  • Antisséptica;
  • Antiespasmódica;
  • Antioxidante;
  • Anti-inflamatória.

As propriedades do alecrim são garantidas pelos nutrientes que compõem essa planta medicinal, como vitamina A, C, K, B1 e B2, além de compostos flavonoides, terpenos e fenólicos.

Como usar o alecrim

As partes utilizadas do alecrim são suas folhas, que podem ser usadas para temperar alimentos, para o preparo chás e banhos de assento, e na fabricação de óleos essenciais.

1. Chá de alecrim

O chá de alecrim ajuda a melhorar a digestão, diminuir a retenção de líquidos e melhorar a circulação de sangue, além de combater o cansaço mental.

Ingredientes:

  • 5 g de folhas frescas de alecrim;
  • 200 ml de água.

Modo de preparo:

Numa panela, ou chaleira, ferver a água. Após apagar o fogo, colocar as folhas de alecrim na panela, tampar e deixar repousar entre 5 a 10 minutos. Coar e beber, sem adoçar, até 3 xícaras de chá por dia.

2. Óleo essencial de alecrim

 O óleo essencial de alecrim possui propriedades antissépticas e antimicrobianas, podendo ser usado no tratamento da oleosidade e da acne, por exemplo

Ingredientes:

  • 5 gotas de óleo essencial de alecrim;
  • 1 colher de sopa de óleo vegetal, como óleo de jojoba, pracaxi ou rosa mosqueta.

Modo de preparo:

Em um pote pequeno, colocar o óleo essencial de alecrim com o óleo vegetal, misturando bem com uma colher ou espátula. Após lavar e secar bem a pele, aplicar a mistura sobre a região a ser tratada. Veja outras formas de uso do óleo essencial de alecrim.

3. Banho de assento com alecrim

 O banho de assento com alecrim pode ser usado para complementar o tratamento de candidíase, por possuir ação antimicrobiana e antifúngica.

Ingredientes:

  • 4 colheres de chá de folhas de alecrim fresco ou seco;
  • 1,5 litros de água.

Modo de preparo:

Em um panela, ou chaleira, ferver a água e apagar o fogo. Adicionar as folhas de alecrim na água, tampar e deixar repousar por 10 minutos. Aguardar amornar, coar e transferir essa infusão para uma bacia. Após a higiene íntima, fazer o banho de assento por 15 a 20 minutos, até 2 vezes ao dia.

4. Tintura de alecrim

A tintura de alecrim pode ser usada para diminuir a acidez no estômago, a má digestão, os gases e a distensão abdominal.

Ingredientes:

  • 10 g de folhas de alecrim secas ou 20 g de folhas de alecrim frescas;
  • 30 ml de álcool de cereais;
  • 70 ml de água.

Modo de preparo:

Colocar todos os ingredientes num frasco de vidro. Tampar bem e deixar em um local escuro e seco entre 8 a 15 dias, mexendo diariamente o frasco. Após desse tempo, misturar bem e diluir 1 colher de chá dessa tintura em 1 copo de água, tomando até 3 vezes ao dia.

Confira no vídeo a seguir mais detalhes sobre como fazer o chá de alecrim, propriedades e benefícios:

Possíveis efeitos colaterais

O consumo excessivo do chá de alecrim pode provocar irritação no estômago, inflamação nos rins, enjoos e vômitos. Já óleo essencial, quando usado puro na pele, pode causar irritação, dermatite ou eritema.

Além disso, quando usado em massagens ou banhos, principalmente durante a noite, o alecrim pode causar insônia.

Quem não deve usar

Quando usado como remédio caseiro, como chás, tinturas e óleos essenciais, por exemplo, o alecrim não é indicado para crianças com menos de 12 anos, para mulheres grávidas ou que estejam amamentando.

Já pessoas com doenças no fígado, epilepsia ou que usam remédios anticoagulantes, diuréticos, lítio e anti-hipertensivos, precisam consultar o médico antes de usar o alecrim como remédio caseiro.

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Atualizado por Karla S. Leal - Nutricionista, em novembro de 2022. Revisão clínica por Tatiana Zanin - Nutricionista, em novembro de 2022.

Bibliografia

  • NIETO, Gema et al.. Antioxidant and Antimicrobial Properties of Rosemary (Rosmarinus officinalis, L.): A Review. MDPI - Medicines. Vol.5, n.98. 2018
  • AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Formulário de Fitoterápicos - Farmacopeia Brasileira - 2ª edição. 2021. Disponível em: <https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/farmacopeia/formulario-fitoterapico/arquivos/2021-fffb2-final-c-capa2.pdf>. Acesso em 03 nov 2022
Mostrar bibliografia completa
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  • BAHR, Tyler A. et al.. The Effects of Various Essential Oils on Epilepsy and Acute Seizure: A Systematic Review. Evidence-based Complementary and Alternative Medicine. Vol.2019. 2019
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  • ANDRADE, Joana M. et al. Rosmarinus officinalis L.: an update review of its phytochemistry and biological activity. Future Sci OA. Vol.4(4). FSO283, 2018
  • DE AQUINO Eronita. Nutrição & Fitoterapia: Tratamento alternativo através das plantas. 2º. Brasil: Vozes, 2011. 34-36.
Revisão clínica:
Tatiana Zanin
Nutricionista
Formada pela Universidade Católica de Santos em 2001, com registro profissional no CRN-3 nº 15097.

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