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Volume do útero: o que é, como saber o volume e o que pode alterar

Junho 2020

O volume do útero é medido através de exames de imagem solicitados pelo ginecologista, em que é considerado normal o volume entre 50 e 90 cm3 para mulheres adultas. No entanto, o volume do útero pode variar de acordo com a idade da mulher, estimulação hormonal e idade gestacional, podendo nesse caso ser verificado aumento do volume do útero devido à presença do feto em desenvolvimento.

Apesar da maioria das causas de alteração no útero ser considerada normal, caso sejam verificados sinais e sintomas como dificuldade para engravidar, abortos espontâneos, menstruação irregular ou fluxo intenso, dor e desconforto ao urinar ou durante a relação sexual e cólicas intensas, é importante consultar o ginecologista para que seja investigada a causa dos sintomas e, assim, poder ser indicado o tratamento mais adequado.

Volume do útero: o que é, como saber o volume e o que pode alterar

Como saber o volume do útero

O volume do útero é avaliado pelo ginecologista por meio de exames de imagem, como ultrassom transvaginal e abdominal, principalmente. Assim, durante a realização do exame, o médico consegue verificar, o comprimento, largura e espessura do útero, sendo então possível calcular o seu volume.

Esses exames são normalmente realizados como rotina, sendo indicado pelo menos 1 vez por ano, no entanto podem também ser solicitados quando a mulher apresenta sinais e sintomas de alterações. É importante ter atenção ao exame solicitado pelo ginecologista, isso porque no caso do ultrassom abdominal, por exemplo, é preciso realizar jejum de 6 a 8 horas, bem como deixar a bexiga cheia. Entenda como é feito o ultrassom abdominal.

O que pode alterar

A variação do tamanho do útero é muitas vezes considerado normal e, por isso, não é necessário tratamento. No entanto, quando surgem sinais ou sintomas associados, é importante que o médico indique a realização de outros exames ginecológicos e de sangue, além dos exames de imagem, para que seja identificada a causa da variação do tamanho do útero e, assim, iniciado o tratamento mais adequado.

Algumas das situações em que pode ser observada a alteração no volume do útero são:

1. Gravidez

É comum que seja observado aumento do volume do útero à medida que a gestação se desenvolve, isso porque o bebê precisa de mais espaço para se desenvolver corretamente. Além disso, caso a mulher tenha tido duas ou mais gestações, é normal também que seja observado aumento do volume uterino.

2. Idade da mulher

A medida que a mulher desenvolve-se, o útero aumenta de tamanho ao mesmo tempo em que há desenvolvimento e maturação dos outros órgãos sexuais, sendo então considerado um processo natural do corpo. Assim, o valor normal de volume uterino pode variar de acordo com a idade da pessoa, sendo mais baixo no caso de crianças e aumentando ao longo do tempo.

3. Estimulação hormonal

A estimulação hormonal é normalmente realizada por mulheres que têm dificuldade para engravidar, isso porque por meio do uso de hormônios é possível estimular a ovulação e garantir as condições uterinas que favorecem a implantação do embrião, podendo interferir no volume uterino.

4. Menopausa

A menopausa é um processo natural do organismo em que é normalmente observado diminuição do volume uterino. Nesse caso, para confirmar que a diminuição do volume é de fato relacionado com a menopausa, o ginecologista indica a realização da dosagem de hormônios, que confirmam o período em que a mulher se encontra. Confira alguns exames que confirmam a menopausa.

5. Útero infantil

O útero infantil, também conhecido como útero hipoplástico ou hipogonadismo hipotrófico, é uma alteração congênita em que o útero da mulher não se desenvolve, permanecendo com o mesmo volume e tamanho da infância. Entenda o que é e como identificar o útero infantil.

6. Alterações ginecológicas

A presença de fibromas, miomas, endometriose ou tumores no útero também podem provocar alteração no volume do útero, podendo também haver sinais e sintomas como sangramentos, dor nas costas e desconforto durante a relação sexual, por exemplo, devendo ser investigado pelo médico para que possa ser dado início ao tratamento mais adequado.

Bibliografia >

  • CARDOZO, Renan F. O volume do colo uterino na gravidez: comparação entre afeirição sonográfica bidimensional e tridimensional. Tese de mestrado, 2018. Fundação Oswaldo Cruz - Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira.
  • CASIKAR, I.; MONGELLI, M.; REID, S.; CONDOUS, G. Estimation of uterine volume: A comparison between Viewpoint and 3D ultrasound estimation in women undergoing laparoscopic hysterectomy. Australas J Ultrasound Med. Vol 18. 1 ed; 27-32, 2015
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