Como trocar de anticoncepcional sem correr o risco de engravidar

setembro 2022
  1. Pílula combinada
  2. Minipílula
  3. Anel vaginal
  4. Adesivo
  5. Implante
  6. Injeção
  7. DIU

A troca de anticoncepcionais pode ser recomendada pelo ginecologista na tentativa de descobrir o melhor método para cada mulher, ajudando a diminuir o risco de engravidar e também evitar os possíveis efeitos colaterais desses remédios.

Os anticoncepcionais femininos são medicamentos ou dispositivos médicos usados para prevenir uma gravidez e são encontrados na forma de comprimido, anel vaginal, adesivo transdérmico, implante, injetável ou dispositivo intrauterino.

Além disso, existe também o preservativo, que é um método usado não só para prevenir uma gravidez, mas também para evitar a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis. Conheça todos os métodos contraceptivos.

1. Para pílula combinada

Antes de trocar para a pílula combinada, é importante que o ginecologista seja consultado para que a troca seja feita da maneira correta:

  • Troca de marcas: nesse caso é recomendado iniciar a nova pílula combinada no dia seguinte ao do último comprimido do anticoncepcional oral usado anteriormente, ou no dia seguinte ao do intervalo habitual sem tratamento. No caso de pílula combinada que tenha comprimidos inativos, chamados de placebo, estes não devem ser ingeridos, sendo indicado que a nova pílula seja iniciada no dia seguinte ao uso do último comprimido ativo da cartela anterior;
  • De adesivo transdérmico ou anel vaginal: o início da pílula combinada deve acontecer no dia da retirada do anel ou do adesivo, de acordo com a orientação do médico;
  • De contraceptivo injetável, implante ou DIU: a pílula combinada deve ser iniciada na data prevista da próxima injeção ou no mesmo dia ou dia seguinte à retirada do implante ou do DIU;
  • De minipílula: o uso da pílula combinada pode ser feito em qualquer dia.

No caso da troca de marcas de pílula combinada ou troca do adesivo ou anel para a pílula combinada, não há risco de engravidar desde que a mulher tenha feito uso correto do método contraceptivo anterior e a troca tenha sido feita de acordo com a orientação médica.

No entanto, em trocas feitas a partir do contraceptivo injetável, implante, DIU ou minipílula, é recomendado usar o preservativo nos primeiros 7 dias do uso da pílula oral combinada para diminuir o risco de gravidez.

2. Para minipílula

Antes de iniciar o uso da minipílula, é aconselhado consultar o ginecologista para avaliar se é possível e como fazer a troca da melhor maneira:

  • Troca de marcas: nesse caso, o uso da minipílula pode iniciar em qualquer dia;
  • De pílula combinada: a mulher deve tomar a primeira minipílula no dia seguinte ao último comprimido da pílula combinada. Caso se trate de uma pílula combinada que tenha comprimidos inativos, chamados de placebo, estes não devem ser ingeridos e, por isso, a nova pílula deve ser iniciada no dia seguinte ao último comprimido ativo da cartela anterior;
  • De anel vaginal ou adesivo transdérmico: o início da minipílula deve ser feito no dia seguinte à retirada desses métodos contraceptivos;
  • De contraceptivo injetável, implante ou DIU: nesse caso, o início da minipílula deve acontecer no mesmo dia ou dia seguinte à retirada do anel ou do adesivo, de acordo com a orientação do ginecologista;

No caso da troca para a minipílula a partir do contraceptivo injetável, implante ou DIU é recomendado usar preservativo nas relações sexuais durante os primeiros 7 dias do início do uso do novo método contraceptivo, pois assim é possível diminuir o risco de gravidez.

3. Para anel vaginal

A troca do método contraceptivo para anel vaginal deve ser feita de acordo com as orientações do ginecologista:

  • De pílula combinada ou adesivo transdérmico: no caso da pílula combinada, o anel vaginal deve ser inserido no dia em que se iniciaria a cartela seguinte. Já no caso do adesivo transdérmico, o anel deve ser inserido no máximo no dia seguinte após a retirada do adesivo. Caso se trate de uma pílula combinada que tenha comprimidos inativos, deve-se inserir o anel no dia seguinte ao último comprimido inativo;
  • De minipílula, contraceptivo injetável, implante ou DIU: nesses casos, a inserção do anel vaginal deve acontecer imediatamente após a retirada de um desses métodos.

Existe o risco de gravidez em trocas a partir do DIU, contraceptivo injetável, minipílula, adesivo e implante e, por isso, é indicado usar camisinha nos 7 primeiros dias após a colocação do anel vaginal.

4. Para adesivo transdérmico

É importante que o ginecologista seja consultado para que seja avaliada a troca do método contraceptivo para o adesivo transdérmico:

  • De pílula combinada ou anel vaginal: o adesivo deve ser colocado no primeiro dia da menstruação ou o mais tardar no dia seguinte ao do intervalo habitual sem tratamento, seja da pílula combinada ou do adesivo transdérmico. Caso se trate de uma pílula combinada que tenha comprimidos inativos, deve-se inserir o anel no dia seguinte ao último comprimido inativo;
  • De contraceptivo injetável, implante ou DIU: o adesivo transdérmico deve ser colocado na data prevista para a próxima injeção ou no mesmo dia ou dia seguinte à extração do implante ou do DIU, de acordo com a indicação do médico.

Após a colocação do adesivo transdérmico, é recomendado usar o preservativo nas relações sexuais 7 dias após a colocação do adesivo, principalmente quando o método anterior foi o contraceptivo injetável,  a pílula combinada, o implante ou o DIU hormonal.

5. Para implante

A troca do método contraceptivo para implante deve ser feita sempre sob a recomendação do ginecologista:

  • De pílula combinada, adesivo transdérmico ou anel vaginal: a colocação do implante pode ser feita no mesmo dia ou na mesma semana da suspensão de um desses métodos;
  • De minipílula: a troca pode ser feita imediatamente após o término da minipílula;
  • De DIU: o implante deve ser colocado no mesmo dia da retirada do DIU;

Já em mulheres que usam contraceptivo injetável, a colocação do implante deve ser feita na data prevista para a próxima injeção.

6. Para contraceptivo injetável

É importante sempre consultar o ginecologista para avaliar a troca do método contraceptivo para o contraceptivo injetável:

  • De pílula combinada para o contraceptivo injetável: a troca deve ser feita sob orientação do ginecologista, sendo nesse caso indicado que a injeção seja aplicada dentro do período de 7 dias após o último contraceptivo ativo da pílula combinada;
  • Do contraceptivo injetável trimestral: é importante que a troca seja feita sob a orientação do médico, para garantir a contracepção e os níveis ideais de hormônios.

No caso da troca contraceptivo injetável trimestral para o mensal, é importante que a troca seja feita sob a orientação do médico, pois assim é possível garantir a contracepção e os níveis ideais de hormônios.

Além disso, é recomendado usar reservativo em todas as relações sexuais durante o primeiro mês da troca para o contraceptivo injetável. Veja como funciona o anticoncepcional injetável mensal.. Veja como funciona o anticoncepcional injetável mensal.

7. Para DIU

Antes de realizar a troca de um método contraceptivo para o DIU, é recomendado consultar o ginecologista:

  • De pílula combinada, implante e anel vaginal: a troca para DIU pode ser feita no mesmo dia da retirada do implante e do anel vaginal,  ou no último dia de uso da pílula combinada;
  • De anticoncepcional injetável: a colocação do DIU pode ser feita na data prevista para a próxima injeção;

No caso dos outros métodos contraceptivos, a troca para o DIU pode variar de mulher para mulher e do método utilizado, sendo fundamental consultar o ginecologista. Conheça mais sobre o DIU.

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Atualizado por Karla S. Leal - Nutricionista, em setembro de 2022.

Bibliografia

  • SOCIEDADE PORTUGUESA DE GINECOLOGIA. Concenso sobre contraceção 2020. 2020. Disponível em: <https://www.spdc.pt/images/SPDC_Consensos_2020_27Nov_Final_web_versao_livro_digital.pdf>. Acesso em 08 set 2022
  • FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA. Manual de anticoncepção. 2015. Disponível em: <https://central3.to.gov.br/arquivo/494569/>. Acesso em 08 set 2022
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  • VARELA, MARIA GIL. Contracepção. Disponível em: <http://www.fspog.com/fotos/editor2/cap_16.pdf>. Acesso em 30 mar 2021
  • MANICA, Daniela; NUCCI, Marina. Sob a pele: implantes subcutâneos, hormônios e gênero. Horizontes Antropológicos. 47 ed; 93-129, 2017
  • REVISTA GESTÃO & SAÚDE. Anticoncepcionais hormonais na atualidade: um novo paradigma para o planejamento familiar . 2018. Disponível em: <http://www.herrero.com.br/files/revista/fileffb43b6252282b433e193bacf91d43f7.pdf>. Acesso em 11 set 2020
  • ALMEIDA, Nelson C.; VIOLA, Regina C. et al.. Assistência em planejamento familiar. Manual técnico, 2002. Ministério da Saúde.
Equipe editorial constituída por médicos e profissionais de saúde de diversas áreas como enfermagem, nutrição, fisioterapia, análises clínicas e farmácia.

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