Trimetazidina: para que serve, como tomar e efeitos colaterais

Revisão clínica: Flávia Costa
Farmacêutica
fevereiro 2022

A trimetazidina é uma substância ativa indicada para o tratamento da insuficiência cardíaca de causa isquêmica e da cardiopatia isquêmica, que é uma doença causada por uma deficiência na circulação sanguínea nas artérias, sendo importante que essa substância seja usada de acordo com a orientação do médico.

Apesar de ser capaz de promover uma melhor distribuição de oxigênio no corpo, o que pode refletir em melhor desempenho muscular, a trimetazidina não é recomendado para atletas, uma vez que pode interferir na performance, sendo considerado doping, além de também poder trazer consequências para a saúde quando usado em doses excessivas.

A trimetazidina pode ser encontrado em farmácias e drogarias na forma de comprimido revestido de 35 mg, com os nomes comerciais Vastarel, Neovangy ou Vazidin, por exemplo, e deve ser usada com indicação médica.

Para que serve

A trimetazidina é principalmente indicada no tratamento da angina de peito, em que há sensação de peso, dor e aperto no peito que pode acontecer devido à diminuição do fluxo de sangue para coração, interferindo diretamente na quantidade de oxigênio e nutrientes circulantes no corpo. Saiba mais sobre a angina.

Além disso, a trimetazidina é indicada também na insuficiência cardíaca de causa isquêmica e cardiopatia isquêmica, já que melhora a capacidade de contração do músculo cardíaco, ajudando a restabelecer a distribuição de oxigênio e nutrientes.

Como tomar

O uso da trimetazidina deve ser orientado pelo médico, sendo normalmente recomendado o uso de 1 comprimido de 35 mg duas vezes ao dia, sendo indicado 1 comprimido durante o café da manhã e outro durante o jantar, por cerca de 3 meses. Após o período de tratamento estipulado pelo médico, é feita uma reavaliação com objetivo de verificar o efeito do medicamento e, assim, avaliar a necessidade de trocar o medicamento, ajustar a dose ou suspender o seu uso.

Possíveis efeitos colaterais

Alguns dos efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento com a trimetazidina são tonturas, dor de cabeça, dor abdominal, diarreia, má digestão, náuseas, vômitos, aparecimento de feridas na pele, coceira e fraqueza.

Em casos mais raros, é possível notar alteração nos batimentos cardíacos, diminuição da pressão arterial, principalmente ao levantar, o que pode resultar em desmaio e tontura. Na presença desses sintomas, é importante que o médico seja consultado para que seja avaliada a possibilidade de suspensão, alteração da dose ou troca do medicamento.

Quando não é indicado

A trimetazidina não deve ser usada por pessoas que tenham alergia à trimetazidina ou a qualquer um dos componentes da fórmula, além não ser recomendado para pessoas diagnosticadas com a doença de Parkinson, tremores, síndrome da perna inquieta e com insuficiência renal grave com depuração da creatinina inferior a 30mL/min. Além disso, este medicamento também não deve ser usado por crianças com menos de 18 anos, grávidas ou mulheres que estejam a amamentar.

O uso da trimetazidina também não é recomendado para atletas, uma vez que essa substância é considerada doping, já que pode interferir no rendimento físico e desempenho, além de que o uso em doses excessivas desse medicamento pode resultar em tremores musculares e aumento da tensão muscular.

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Atualizado e revisto clinicamente por Flávia Costa - Farmacêutica, em fevereiro de 2022.

Bibliografia

  • ANVISA. Detalhe do Produto: VASTAREL. Disponível em: <https://consultas.anvisa.gov.br/#/medicamentos/250000133309818/?nomeProduto=Vastarel>. Acesso em 15 fev 2022
  • ANVISA. Vastarel - Bulário eletrônico. Disponível em: <https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/q/?numeroRegistro=112780055>. Acesso em 15 fev 2022
Mostrar bibliografia completa
  • JAREK, Anna; WOJTOWICZ, Marzena; KWIATKOWSA, Dorota et al. The prevalence of trimetazidine use in athletes in Poland: excretion study after oral drug administration. Drug Test Anal. Vol 6. 11-12; 1191-1196, 2014
Revisão clínica:
Flávia Costa
Farmacêutica
Formada em Farmácia pelo Centro Universitário Newton Paiva em 2003. Mestre em Ciências Biomédicas pela UBI, Portugal.